Franquia: A História Sem Fim

Publicado: março 30, 2011 em Cinema, Franquia
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A seção Franquia foi criada com o objetivo de comentar sobre determinadas séries de filmes que marcaram de alguma forma o mundo do cinema. Não importa se esta Franquia tenha várias seqüências (a exemplo de séries de filmes como A Hora do Pesadelo e do agente 007), seja uma trilogia (como As Crônicas de Nárnia e Star Wars, por exemplo) ou até mesmo tenha apenas uma continuação do filme original (Wall Street e A História sem Fim são bons exemplos), poderão ser comentados aqui neste espaço.

A seção oferece, além do texto, dos trailers legendados (hospedados no YouTube) e dos pôsteres dos filmes, um campo de links composto pelas seguintes informações: Fichas Técnicas, Sinopses ,Fichas dos principais envolvidos no IMDB (Internet Movies Data Basing), além de outras possíveis informações complementares.

1984 – A História Sem Fim

:: Sinopse ::

Bastian (Barret Oliver) é um garoto que usa sua imaginação como refúgio dos problemas do dia-a-dia, como as provas do colégio, as brigas na escola e a perda de sua mãe. Um dia, após se livrar de alguns garotos que insistem em atormentá-lo, ele entra em uma livraria. Lá o proprietário mostra um antigo livro, chamado A História Sem Fim, o qual classifica como perigoso. O alerta atiça a curiosidade de Bastian, que pega o livro emprestado sem ser percebido. A leitura o transporta para o mundo de Fantasia, um lugar que espera desesperadamente a chegada de um herói. A imperatriz local (Tami Stronach) está morrendo e, junto com ela, o mundo em que vive é aos poucos devorado pelo feroz Nada. A única esperança é Atreyu (Noah Hathaway), que busca a cura para a doença da imperatriz com a ajuda de Bastian.

:: Impressões ::

Hoje um clássico do cinema, A História Sem Fim nada mais é do que o filme de fantasia mais saudoso dos anos 1980. Dirigido pelo alemão Wolfgang Petersen, que no futuro comandaria produções hollywoodianas como Mar em Fúria e Tróia, esta co-produção alemã e norte-americana, a cargo de Bernd Eichinger (hoje um dos proprietários da produtora Constantin Films, de títulos como A Queda – Os Últimos dias de Hitler, por exemplo), é primeiramente um achado visual. Repleta de criaturas fantásticas (e por que não, originais) e diversas seqüencias compostas de efeitos especiais (hoje bastante envelhecidos, fato) que, apesar de serem aparentemente rudimentares para os dias de hoje, ainda provocam no expectador aquelas sensação de tangibilidade, onde  mesmo sabendo que o que nos é mostrado não é real (nem mesmo tenta parecer real), consegue transportar um sentimento onírico que nos parece palpável, tangível.

Adaptação de obra literária do também alemão Michael Ende, A História Sem Fim bebe bastante de clássicos como O Mágico de Oz (a jornada do menino Bastian assemelha-se muito a de Dorothy) e Alice no País das Maravilhas, deste principalmente no âmbito visual (criaturas, fotografia, cenografia), portanto, na concepção do mundo fantástico a ser desbravado por Bastian, através dos olhos de Atreyu, o herói, personagem “principal” da trama.

Talvez hoje esta produção não agrade tanto as crianças como aconteceu durante seu lançamento. Contudo, se apresentado no momento certo, acredito que esta ainda possa conquistar, já que a mesma apresenta algo que falta nos títulos contemporâneos do gênero: coração.

Elenco: Barret Oliver, Barret Oliver, Tami Stronach, Gerald McRaney, Thomas Hill e Deep Roy.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Die Unendliche Geschichte

Gênero: Aventura

Duração: 92 min.

Ano de lançamento: 1984

Distribuidora: Warner Bros. Pictures

Direção: Wolfgang Petersen

Roteiro: Herman Weigel e Wolfgang Petersen, baseado em livro de Michael Ende

Produção: Bernd Eichinger, Dieter Geissler e Bernd Schaefers

Música: Klaus Doldinger e Giorgio Moroder

Fotografia: Jost Vacano

Direção de arte: Johann Iwan Kot, Herbert Strabel e Götz Weidner

Figurino: Ul De Rico e Diemut Remy

Edição: Jane Seitz

:: Trailer ::

1990 – A História Sem Fim II

:: Sinopse ::

Bastian (Jonathan Brandis) retorna a Fantasia, que está agora ameaçada por um feitiço da bruxa Xayide (Clarissa Burt). Com a ajuda de Atreyu (Kenny Morrison), o cão voador Falkor (Donald Arthur) e o Homem de Pedra, ele enfrenta a bruxa e seus protetores, os temíveis gigantes.

:: Impressões ::

Esta continuação foi lançada cinco anos após o primeiro capítulo, mas já não conta com grande parte da equipe do original. Dos atores, apenas o velho dono da livraria na qual Bastian pega o livro The Neverending Story reprisa seu papel, enquanto que na parte técnica mudaram direção (agora a cargo de George Miller – não confundir com o realizador de Mad Max) e roteiristas (antes a cargo de Pettersen e Herman Weigel, agora sob a batuta de Karin Howard), dentre outros, A História Sem Fim II é uma boa seqüência, que toma algumas liberdades com relação ao primeiro capítulo, mas consegue divertir e prestar tributo ao filme original.

Com mais ação e cenas de luta, A História Sem Fim II acaba perdendo para o primeiro no quesito equilíbrio, visto que em alguns momentos os personagens de Fantasia (o mundo fantástico apresentado nos filmes) não parecem tão carismáticas quanto quando vistos pela primeira vez. Também é interessante que, apesar de ser mais movimentado e cinético, esta continuação não possui tanta violência quanto o original (que mostrava até mesmo ferimentos de combate – com direito a sangue – , como no caso do guerreiro Atreyu). O novo intéprete de Bastian, apesar de aparentemente ter mais recursos dramáticos que o anterior (o garoto é mais velho, convenhamos), não possui o carisma e, digamos, honestidade do primeiro. Contudo, este não compromete o andar do filme.

Inferior, porém com boas intenções – pelo menos narrativamente falando, não sei quanto aos objetivos dos produtores – , A História Sem Fim II é uma boa seqüência de um filme deslumbrante e, por que não, um marco em sua época. Contudo, se o primeiro já soa envelhecido hoje, o que dizer desta continuação? Ainda vale a pena de ser vista, contudo a primeira parte ainda se sustenta sozinha e, caso a escolha bata, não hesite. Se não puder conferir a dupla (na verdade foram lançados três filmes, contudo o terceiro não “está” dentro da cronologia – leia-se saga de Bastian – , portanto, não o revi) acompanhe o primeiro e traga consigo a inocência e a vontade de viver aventuras que toda criança traz consigo. Estes filmes têm este mérito: transportar-nos, mesmo hoje adultos, para um universo que infelizmente não nos pertence mais. Mas através da magia do cinema (ou da literatura, caso você leia o livro), tudo pode se tornar realidade. Até mesmo uma aventura em Fantasia, vivendo uma história sem fim.

Elenco: Jonathan Brandis, Kenny Morrison, Clarissa Burt e John Wesley Shipp.

:: Ficha Técnica ::

Título original: The Neverending Story II: The Next Chapter

Gênero: Aventura

Duração: 87 min.

Ano de lançamento: 1990

Distribuidora: Warner Bros. Pictures

Direção: George Miller

Roteiro: Karin Howard, baseado em livro de Michael Ende

Produção: Dieter Geissler

Música: Robert Folk

Fotografia: David Connell

Direção de arte: O. Jochen Schmidt e Ian D. Thomas

Figurino: Heidi Wujek

Edição: Chris Blunden e Peter Hollywood

Efeitos especiais:The Magic Camera Company

:: Trailer ::

:: Links ::

Sinopses e Fichas Técnicas (Adoro Cinema):

A História sem Fim

A História sem Fim II

Fichas (IMDB):

Wolfgang Petersen (diretor);

Bernd Eichinger (produtor);

Michael Ende (escritor).

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comentários
  1. Limerk Tadeu disse:

    Muito bom o texto, esse filme com certeza marcou a infância de muita gente, inclusive a minha, lembro-me de tardes assistindo o Cinema em Casa do SBT. Com certeza esse filme é um clássico sem igual, como sitado pelo amigo Teo, pode não agradar às crianças de hj em dia, que diga-se de passagem, já perdeu boa parte do espirito de criança de outrora. Elegro-me profundamente que clássicos como a História Sem Fim ainda seja lembrado por pessoas que viveram a sua infancia de maneira saudável e inocente, como hj deveria ser. Obrigado Teo por lembrar desse verdadeiro marco dos anos 80 e fazer aflorar a nostalgia desse que vos escreve.

  2. teosantos disse:

    É isso aí Limerk. Encaminhei um texto relacionado para o meu blog no site Minuto Arapiraca. Deverá ser postado amanhã. Fala sobre o saudosismo da clássica Sessão da Tarde, durante o finalzinho dos anos 80 e início dos 90. Depois confere lá.
    Obrigado por ter lido e mais ainda gostado do meu texto. Pretendo sempre estar publicando neste blog textos sobre grandes clássicos que fizeram (e fazem, por que não) a nossa vida. Portanto, acompanha sempre as colunas: Filme Clássico, Franquia, Filmografia, Duelo etc.
    Grande abraço!

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