Obs.: Ao contrário dos posts anteriores da seção Franquia, os comentários sobre os filmes da cinessérie Harry Potter serão publicados separadamente.

:: Sinopse ::

Harry Potter (Daniel Radcliff) é um garoto órfão de 10 anos que vive infeliz com seus tios, os Dursley. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em Hogwarts, uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Inicialmente Harry é impedido de ler a carta por seu tio Válter (Richard Griffiths), mas logo ele recebe a visita de Hagrid (Robbie Coltrane), o guarda-caça de Hogwarts, que chega em sua casa para levá-lo até a escola. A partir de então Harry passa a conhecer um mundo mágico que jamais imaginara, vivendo as mais diversas aventuras com seus mais novos amigos, Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson).

:: Impressões ::

Passaram-se quase dez anos desde a estréia do primeiro capítulo da hoje consagradíssima saga do bruxo Harry Potter nos cinemas de todo o mundo. E, revisitando esse filme hoje, praticamente uma década depois (para muitos, como o bruxinho do título, a transição entre infância, adolescencia e início da maturidade) podemos encontrar um misto de sentimentos, tanto positivos quanto negativos. Comandado pelo experiente, mas conservador Chris Columbus (diretor de filmes como os dois primeiros Esqueçeram de Mim e O Homem-Bicentenário, além de roteirista do clássico dos anos 1980 Os Goonies, de Richard Donner), Harry Potter e a Pedra Filosofal merece méritos por apresentar o universo dos bruxos de Hogwarts e os principais personagens da série de livros de forma didática e, de certa forma, objetiva, já que desde a primeira aparição de cada um desses personagens fica “claro” de imediato a persona dos mesmos. De fato, este é um ponto mais do que positivo para um filme que, assim como o livro no qual foi baseado, tem como público-alvo crianças de 10 a 12 anos. Contudo, revendo o longa hoje, as decisões tomadas pela dupla Columbus e Steve Kloves (roteirista) parecem um tanto quanto datadas e excessivamente maniqueístas, sem o contorno acizentado que a série viria a ganhar a partir de seu terceiro filme (que em breve será comentado aqui). Esse maniqueísmo é notado principalmente em cenas como as da disputa de quadribol entre as equipes de Grifinória e Sonserina (onde os primeiros são extremamente honrados, enquanto os segundos são desonestos e violentos) – mas qual é o sentido de uma escola ensinar aos seus alunos como serem mal-feitores? – e chega aoseu auge durante o encerramento do filme, com a tomada de decisão mais do que parcial de Alvo Dumbledore (ainda interpretado pelo saudoso Richard Harris, de Os Imperdoáveis) ao pontuar a escola Grifinória com pontos bonus no exato momento da celebração da até então “campeã” Sonserina (com os pontos extras a Grifinória passa de última colocada à primeira). Além da péssima escolha de momento para a apresentação desses pontos de “última hora”, de acordo com o mago, o critério de pontuação também é um tanto quanto estranho (para não entrar em mais detalhes no âmbito da parcialidade descarada), já que de acordo com Dumbledore um ato de inteligência vale 50 pontos, um de coragem vale 60 e um de tomada de decisões e ação de proteção aos amigos vale 10 pontos! Tudo convenientemente calculado para que a turma de Grifinória ficasse 10 pontos a frente de Sonserina. Uau!

Afora essas soluções reducionistas d0 roteiro (que bebem da fonte original, por sinal) o filme continua sendo um ótimo produto para crianças da faixa-etária destacada (dos 10 aos 12 anos), tanto pelo apuro de Columbus em traduzir a linguagem da garotada (não é a tôa que o mesmo veio a dirigir o primeiro capítulo de outra saga literária de apelo infanto-juvenil alguns anos depois, Percy Jackson e o Ladrão de Raios), quanto pela própria trama de Harry Potter e a Pedra Filosofal, que, em comparação aos demais capítulos, é o único que não apresenta em sua trama principal uma ligação direta aos demais capítulos da série, já que a apresentação do antagonista do personagem principal, Lorde Voldemort, é apenas um bonus da narrativa como um todo, que a partir do próximo longa (Harry Potter e a Câmara Secreta) terá pleno destaque e ligação entre todos os filmes seguintes. Sendo assim, esse Harry Potter e a Pedra Filosofal funciona como um bom filme-introdução ao universo imaginado pela escritora J.K. Rowling, que carece de mais ritmo em alguns momentos (às vezes fica a sensação de que o mesmo foi adaptado as telas de forma excessivamente literal), dotado de efeitos-visuais que, em sua maioria, envelheçeram mal com o tempo (aspecto este não exclusivos desse filme), mas que apresenta um excelente elenco de apoio (nomes como os de Alan Rickman, Fiona Shaw, Julie Waters, Maggie Smith, John Hurt, John Cleese, além do já citado Richard Harris, dentre outros) – que cresceu a cada filme, sendo essa uma das marcas da cinessérie Harry Potter, sempre contar com o melhor do elenco britânico em seu universo de filmes -, ainda que o trio principal – principalmente Daniel Radcliffe, como Harry Potter – não convençam muito no que se refere a talento dramático (no entanto o mesmo veio a evoluir – positivamente – com o passar dos capítulos, assim como a própria série de filmes), além da marcante trilha sonora composta pelo veterano maestro John Williams (autor de trilhas icônicas como as dos filmes Tubarão, saga Indiana Jones, saga Star Wars, Superman, dentre outras). Por fim, um início interessante, que encontra-se um tanto quanto fragilizado revendo hoje, contudo que serviu (e ainda serve) com competência como chamariz e base para o que a série veio a se tornar nos capítulos posteriores.

Continua em… Harry Potter e a Câmara Secreta.

Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Richard Harris, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Julie Waters, John Hurt, John Cleese, Fiona Shaw, Richard Griffths, David Bradley, Tom Felton, Ian Hart e Warwick Davis.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Harry Potter and the Sorcerer’s Stone

Gênero: Aventura

Duração: 152 min.

Ano de lançamento: 2001

Estúdio: Warner Bros. / Heyday Films

Direção: Chris Columbus

Roteiro: Steven Kloves, baseado em livro de J.K. Rowling

Produção: David Heyman

Música: John Williams

Fotografia: John Seale

Direção de arte: Andrew Ackland-Snow, Michael Lamont, Steve Lawrence e Cliff Robinson

Figurino: Judianna Makovsky

Edição: Richard Francis-Bruce

Efeitos especiais: Industrial Light & Magic / Sony Pictures Imageworks

:: Trailer ::

Legendado

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Histórico de Bilheteria (The-Numbers):

* Harry Potter and the Sorcerer’s Stone

* Série de Filmes

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