:: Sinopse ::

O 3º ano de ensino na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts se aproxima. Porém um grande perigo ronda a escola: o assassino Sirius Black (Gary Oldman) fugiu da prisão de Azkaban, considerada até então como à prova de fugas. Para proteger a escola são enviados os Dementadores, estranhos seres que sugam a energia vital de quem se aproxima deles, que tanto podem defender a escola como piorar ainda mais a situação.

:: Impressões ::

Eis então que chegou o momento de comentar acerca do anteriormente considerado por mim o melhor filme da franquia Harry Potter. E, após conferí-lo mais uma vez, posso afirmar que o mesmo continua muito bom, interessante, divertido, misterioso e competente, dando de certa forma um banho, no que se refere a técnica cinematográfica, aos filmes dirigidos por Chris Columbus. Primeiro filme da série a ser lançado no verão norte-americano (os demais foram lançados no mês de novembro, com aquele clima natalino por trás), devido a um atraso no cronograma original (portanto 2003 não teve filme do bruxinho nos cinemas, visto que o mesmo acabou empurrado para o meio do ano seguinte), competindo com os grandes filmes evento do ano (como Homem Aranha 2 e Shrek 2, por exemplo) e sob a batuta do mexicano Alfonso Cuarón (diretor de filmes distintos como A Princesinha, E Sua Mãe Também e Filhos da Esperança), Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban traz novo gás a franquia, dando início a uma abordagem mais séria ao universo dos bruxos, além de dinamizar o filme (este é o exemplar mais curto da série até então), além de limar o excesso de didatismo dos filmes anteriores (a passagem do tempo através da representação das mudanças de estações – quando o “astro” em cena é o salgueiro – é fantástica), resultando assim numa trama compacta e sem muitas firulas.

Além disso Cuarón traz uma boa dose de suspense e mistério ao universo de Hogwarts (é clara a diferença quando comparamos a cena em que Harry anda sozinho a noite pelos corredores de Hogwarts com o mapa do maroto numa quase total escuridão, se não fosse a pequena luz emitida por sua varinha, enquanto numa cena parecida em A Câmara Secreta, fica parecendo que os corredores de Hogwarts ficam iluminados 24 horas por dia), “enfeia” um pouco o universo dos bruxos – é comum aparecer gente desdentada, espinhenta, com cabelos desgrenhados e roupas surradas.  Realmente o filme marca uma ruptura em termos de abordagem e conceito em comparação aos dois longas anteriores, casando perfeitamente com o início da adolescência do trio de personagens principais (Harry, Rony e Hermione) e dos espectadores e fãs de série, que antes era formada em sua maioria por crianças e que no momento de lançamento do longa estariam mais ou menos com a idade desses protagonistas.

O Prisioneiro de Azkaban tem alguns nomes novos no seu casting, como David Thewlis (Linha do Tempo) como o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas (pois é, ninguém esperava que o saudoso, mas inútil professor Lockhart permaneceria no cargo, não é mesmo?), que mostra segurança e carisma num papel um tanto quanto dúbil (e que serve como uma luva como apoio à Harry Potter), Gary Oldman (O Livro de Eli) como o misterioso “assassino” Sirius Black, Emma Thompson (Simplesmente Amor) como a excêntrica, porém não muito marcante professora de advinhações, além é claro do veterano ator inglês Michael Gambon (O Informante) como Alvo Dumbledore, substituindo o saudoso Richard Harris, que veio a falecer pouco tempo após o fechamento do capítulo anterior. Falando em Gambon, o mesmo cria nuançes interpretativas distintas das executadas por Harris, formatando assim um Dumbledore mais enérgico, jovial e sério, porém com menos inocência e carisma, soando algumas até como um velho alucinado. Mérito ou demérito de Gambon? Prefiro acreditar na primeira afirmação, mesmo reconhecendo a importância do personagem concebido por Harris.

Visualmente o filme recebe também um upgrade, ganhando contornos mais escuros – muitos tons cinzas, muita chuva, pouco sol -, em comparação aos dois filmes anteriores, acentuando assim o momento de transição dos personagens, tanto como pessoas, quanto com relação as densas camadas da história que vão surgindo, em especial com relação ao passado de Harry, de seus pais e de Você-Sabe-Quem. Os efeitos-visuais, como não podia deixar de ser, crescem em qualidade a cada ano, sendo assim os efeitos apresentados no filme também melhoraram significativamente.

Por fim, O Prisioneiro de Azkaban continua a representar o ponto de partida para a saga de Harry Potter contra seu algoz Voldemort, tendo os capítulos anteriores como introdução para o épico que se inicia aqui e culminará no último longa da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II. Um grande passo para a saga, que a partir de então segui num caminho quase que totalmente diferente (e “melhor”), sem abandonar por completo as camadas de fantasia e aventura que fazem parte desse mágico universo concebido por J.K. Rowling. Uma pena que este foi o único trabalho de Cuarón como diretor de um capítulo da saga Harry Potter, contudo dois ótimos cineastas viriam a continuar seu trabalho com competência e afinco.

Amanhã publicarei meu olhar sobre o quarto filme da série, Harry Potter e o Cálice de Fogo.

Caso você não tenha visto minhas impressões sobre os filmes anteriores da franquia, Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, acesse os textos clicando respectivamente aqui e aqui.

Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Gary Oldman, Julie Waters, David Thewlis, Fiona Shaw, Richard Griffths, Emma Thompson, Tom Felton, Timothy Spall e Warwick Davis.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

Gênero: Aventura

Duração: 139 min.

Ano de lançamento: 2004

Site oficial: http://www.azkaban.com/

Estúdio: Warner Bros. / Heyday Films / 1492 Pictures

Direção: Alfonso Cuarón

Roteiro: Steven Kloves, baseado em livro de J.K. Rowling

Produção: David Heyman

Música: John Williams

Fotografia: Michael Seresin

Direção de arte: Alan Gilmore

Figurino: Jany Temime

Edição: William Kruzykowski e Steven Weisberg

Efeitos especiais: Double Negative / Industrial Light & Magic / Framestore CFC / Cinesite Ltd. / The Moving Picture Company

:: Trailer ::

Legendado

Dublado

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Histórico de Bilheteria (The-Numbers):

* Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

* Série de Filmes

– Posts sobre os filmes anteriores:

* Harry Potter e a Pedra Filosofal

* Harry Potter e a Câmara Secreta

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