Francis Ford Coppola – O Homem que Fazia Chover (1997)

Publicado: agosto 4, 2011 em Cinema, Grandes Cineastas
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:: Sinopse ::

Um jovem advogado desempregado (Matt Damon) é a única esperança de um casal que não consegue obter de uma companhia de seguros dinheiro para a cirurgia do filho, que tem leucemia e precisa de um transplante de medula óssea para salvar sua vida. Enquanto o advogado trabalha em seu primeiro caso se apaixona por uma mulher casada (Claire Danes), cujo marido a atacou várias vezes, inclusive com um taco de baseball.

:: Impressões ::

O cineasta Francis Ford Coppola, diretor de clássicos como O Poderoso Chefão Partes 1 e 2 e Apocalypse Now não teve durante a década de 90 seu período mais criativo como artista. Finalizou a saga dos Corleone de maneira controversa com O Poderoso Chefão Parte III em 1990, adaptou o clássico de Bram Stoker, Drácula, no ano de 1992,  realizou o bobinho Jack, em 1994 e, em 1997, entregou outra adaptação literária, dessa vez de um best-seller do autor norte-americano John Grisham, O Homem que Fazia Chover (The Rainmaker). Com o grande elenco ao seu dispor, formado por veteranos como Danny DeVito (O Nome do Jogo), Mickey Rourke (Killshot – Tiro Certo), Jon Voight (Pearl Harbor), Virginia Madsen (Anjos Rebeldes) e Danny Glover (Máquina Mortífera), além da marcante presença dos então jovens Matt Damon (Gênio Indomável) e Claire Danes (Stardust), Coppola comanda um eficiente (no entanto um tanto quanto arrastado) drama de tribunal, que acerta ao mesclar as duas tramas vividas pelo personagem de Damon (seu envolvimento com uma mulher casada e a causa contra a empresa de seguros de saúde), além da boa química entre o mesmo e seu parceiro “advogado” (que hilariamente não passou no teste da ordem dos advogados após 6 tentativas), vivido por DeVito e a simpática senhora que aluga um quarto para o personagem, enquanto o mesmo cuida do testamento da mesma.

Coppola já vinha, de certa forma, definhando (no que concerne a qualidade distinta e ousadia de seus projetos) após sua adaptação romântica do Drácula de Bram Stoker e, mesmo com o vigor apresentado por O Homem que Fazia Chover, fica a sensação de que este filme poderia ter sido realizado por qualquer outro bom cineasta, não resultando assim num excelente filme do gênero, muito menos, no meu ponto de vista, na melhor adaptação de um livro de John Grisham para o cinema. Infelizmente, O Homem que Fazia Chover hoje soa um tanto quanto datado e exibe uma certa falta de prazer (diria tesão) do diretor na condução do longa, que por sinal o mesmo acumulou a função de co-roteirista (ato este que há um bom tempo o mesmo não fazia).

O Homem que Fazia Chover não é um filme imperdível ou uma referência na filmografia de Francis Ford Coppola, mas é um bom filme, com uma constelação de ótimos atores (jovens e veteranos) mostrando vontade em atuar, além de apresentar uma história bem amarradinha e interessante, no entanto simples. Como dito acima, não foi nem se tornará um filme referência do gênero, à exemplo de 12 Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet, por exemplo. Por sinal pode ser comparado a outro filme de Lumet,  Sob Suspeita (Find Me Guilty), com Vin Diesel, que não é um filme ruim, contudo também não é nada deslumbrante. Sendo assim, apesar de um trabalho bacana, ainda prefiro outras adaptações de Grisham ao cinema, como Tempo de Matar (dirigido por Joel Schumacher) e O Júri (de Gary Fleder), lembrano que o mesmo ainda teve obras como A Firma (direção de Sidney Pollack), O Dossiê Pelicano (comandado por Alan J. Pakula), além de outra obra dirigida por Schumacher, O Cliente. Um balde cheio para os aficcionados em filmes de tribunal ou com conteúdo jurídico.

:: Ficha Técnica ::

Elenco: Matt Damon, Danny DeVito, Claire Danes, Jon Voight, Danny Glover, Virginia Madsen e Mickey Rourke.

Título original: The Rainmaker

Gênero: Drama

Duração: 134 min.

Ano de lançamento: 1997

Site oficial: http://www.therainmaker.com

Estúdio: American Zoetrope / Constellation Films / Douglas/Reuther Productions

Distribuidora: Paramount Pictures / UIP

Direção: Francis Ford Coppola

Roteiro: Francis Ford Coppola, baseado em livro de John Grisham

Produção: Steve Reuther

Música: Elmer Bernstein

Fotografia: John Toll

Direção de arte: Bob Shaw

Figurino: Aggie Guerard Rodgers

Edição: Barry Malkin

:: Trailer ::

Sem Legendas

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

– Fichas do IMDB:

* Francis Ford Coppola (roteirista e diretor)

* Matt Damon

* Danny DeVito

* Jon Voight

* Claire Danes

* Mickey Rourke

* Virginia Madsen

* Danny Glover

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comentários
  1. Vanessa Silvah disse:

    Realmente achei uma afronta suas críticas. Acabo de assistir o filme 16 anos após sua gravação e adorei. Assistiria por mais mil vezes, só me deixou mais fascinada pelo direito.. E nao diga que quem o dirigiu está definhando, lembre-se os que estao a mais tempo na historia sao os mais prestigiados. Nao só no cinema, mas em toda cultura.

  2. Cara Vanessa,

    Ou você leu muito rapidamente meu texto ou não compreendeu realmente qual foi minha intenção. Em momento algum disse que Coppola – o qual amo – está definhando, mas sim que seus filmes da década de 1990 já não apresentavam o mesmo frescor do que seus trabalhos das décadas de 1960, 1970 e 1980. Percebi que você destacou à questão do Direito em seu comentário e quanto a isto assino embaixo, o filme faz um recorte bastante interessante sobre o Direito norte-americano, assim como outros filmes (ao meu ver, melhores) baseados em obras de John Grishman. Contudo, minha análise teve o intuito de estudar o filme como filme, não como suporte ao estudo das ciências jurídicas, compreende? Creio que você exagerou um pouco quando destacou que minha crítica foi uma afronta, pois não levantei nenhum dado difamador com relação ao filme, muito pelo contrário, pois apesar de considerá-lo arrastado e ligeiramente datado, em momento algum classifiquei-o como ruim ou não recomendado. Como o entretítulo diz, estas foram impressões minhas e as impressões as vezes ficam, as vezes passam e outras vezes se modificam.
    Agradeço pelo comentário e espero que continue a visitar o espaço (mesmo que este esteja atualmente sem atualizações).
    Abraços!

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