Finalmente foi exibido o primeiro episódio da 9ª temporada de Two and a Half Men (Dois Homens e Meio, quando exibido no Brasil), primeira a não ter a participação do co-protagonista Charlie Harper, interpretado pelo hoje icônico Charlie Sheen (Platoon, Wall Street). Ainda não li nenhuma crítica ou comentário acerca da percepção do público americano e dos críticos especializados sobre esse início da nova trajetória da série, mas minhas impressões sobre a série continuam positivas. No episódio intitulado “Nice to Meet You, Walden Schmidt” (algo como Prazer em conhecê-lo, Walden Schmidt) acompanhamos o “inesperado” funeral de Charlie Harper – que fora atropelado por um trem durante uma viagem à Europa – e a chegada do seu, digamos, substituto, o personagem título do episódio, vivido pelo antecipadamente criticado Ashton Kutcher (Efeito Borboleta, Par Perfeito). Sinceramente esse episódio fluiu tão bem como todos os outros que compõem a série – com seus altos e baixos, claro -, abordando o início do que provavelmente será a nova conexão entre Alan Harper (Jon Cryer) e seu filho Jake (Angus T. Jones) com o, ao final do episódio, novo proprietário da ex-casa de Charlie, visto que Alan, apesar de ter herdado a mesma, não teria condições de mantê-la.

Porém, apesar da má impressão ter passado longe desse episódio, é gritante a falta do cinismo do personagem anteriormente interpretado por Sheen. É claro que, somente com esse primeiro capítulo, não dá para mesurar se o mesmo realmente é ou não insubstituível ao conceito da série. Contudo, é fato que, nenhum dos personagens imersos nessa “nova” trama possui as ferramentas que o finado Charlie Harper tinha, solução esta criada pela produção da série, que decidiu inserir um novo personagem (Kucther) que possuíse “personalidade própria” (e, pra falar a verdade, Kutcher repete o que Sheen já fazia ao seu personagem, que é usar sua muleta pessoal de interpretação para construir o personagem, ou seja, se Charlipe Harper nada mais era do que caricatura de Charlie Sheen, Walden Schmidt é uma caricatura de todos os tipos já concebidos por Ashton Kucther durante toda a sua “carreira’), podendo esta decisão tornar-se correta com o decorrer dos capítulos ou não, se por acaso a ausência de Sheen for substancial para a queda de qualidade do seriado. Por enquanto, a curiosidade permanece – fato este comprovado pela excelente audiência de reestréia do programa nos Estados Unidos, que bateu todos os recordes dos episódios “pilotos” das temporadas anteriores -, sendo assim só nos resta acompanhar os demais capítulos e avaliar o resultado final.

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