São estas as recomendações para conferir no final de semana:

Os Garotos Estão de Volta (The Boys Are Back, 2009, ING/AUS). Direção: Scott Hicks (de Shine – Brilhante e Lembranças de um Verão). Com Clive Owen (Trama Internacional).

Inspirado numa história real (como o cartaz já anuncia), Os Garotos Estão de Volta é um drama sensível que aborda dois temas inseparáveis do ser-humano: a descoberta da paternidade (e com ela, o dever e a responsabilidade) e a redescoberta da infância (que poderá ser alcançada por alguns pais ao se verem em seus filhos, ou não – infelizmente essa última parece ser mais comum). Dirigido com competência por Scott Hicks, que parece se dar melhor conduzindo dramas sensíveis (seu último filme, a comédia Sem Reservas, é bacana, mas longe de filmes como este), Os Garotos Estão de Volta é um filme bonito, que conta com uma brilhante atuação do inglês Clive Owen, que transmite insegurança e amor apenas através de gestos e olhares e que, mesmo não tendo estilo panfletário, consegue nos indicar alguns pontos que precisam ser analisados e sentidos quando no relacionamento entre pais e filhos.

:: TRAILER (Legendado) ::

 

O Poder é a Lei (The Lincoln Lawyer, 2011, EUA). Direção: Brad Furman (de The Take). Com Matthew McConaughey (Tempo de Matar), Marisa Tomei (O Lutador), Ryan Phillippe (Stop Loss), Josh Lucas (Poseidon), William H. Macy (Jurassic Park III), John Leguizamo (Fim dos Tempos) e Michael Peña (As Torres Gêmeas).

Filme clássico de advogado/tribunal americano, mas que há alguns anos não surgia no mercado (provavelmente o último bom filme do gênero foi O Júri, de 2003), O Poder é a Lei é um entretenimento dinâmico e bastante eficiente em sua proposta, onde acompanhamos um advogado (McConauguey) um tanto quanto sem escrúpulos que decide defender um jovem rico (Phillippe) acusado de homicídio. Contudo, como todo bom thriller, o que estava claro na verdade era escuro e, a história vira de ponta cabeça. Brad Furman, em seu segundo trabalho por trás das câmeras, realiza um filme competente, que, a não ser pelo exagero do último ato do filme, consegue manter um bom nível, tanto no que se refere a história, quanto ao clime e as atuações (também, com um elenco desses, seria quase impossível não obter boas atuações). Destaque para o galã McCounaghey, que há tempos não entregava um papel realmente relevante – o mais próximo que o mesmo chegou disso fora nos filmes U-571 (de Jonnathan Mostow) e Nós Somos Marshall (de McG), contudo ainda longe de sua entrega em longas como Tempo de Matar (de Joel Schumacher) e Amistad (de Steven Spielberg), para a bela Tomei (que não aparece muito, mas continua linda mesmo após os 40), o contido Phillipe (o ex-galãzinho de filmes teen dos anos 1990, como Segundas Intenções e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado), além das pontas de H. Macy (que bigodão) e Peña, que está se acostumando a interpretar personagens chorosos em filmes. Por fim, O Poder é a Lei não é um filme inovador, mas consegue seguir as regras do gênero sem tratar o expectador como um idiota, portanto, consegue ser um bom filme apesar da falta de novidade.

:: TRAILER (Legendado) ::

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