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No último domingo foi encerrada a 1ª temporada da série The Killing, exibida nos EUA pelo canal AMC (de séries como Mad Men, Breaking Bad e The Walking Dead). Contando com 13 episódios, a série enfoca o assassinato da jovem Rosie Larsen e todo o trabalho de investigação de uma dupla de detetives – interpretados pelos excelentes Mireille Enos e Joel Kinnaman – para a resolução desse caso. Cada um dos episódios engloba um dia dessa investigação, lembrando um pouco a fórmula temporal da agora clássica série 24 Horas. Tecnicamente deslumbrante, principalmente no que se refere a edião, já que em teoria é difícil conquistar o espectador nesse formato, visto que poucas informações são liberadas a cada episódio – tal qual aconteceria numa investigação policial verdadeira -, tendo assim total apoio no excelente elenco e, por conseguinte, em grandes interpretações do mesmo.

The Killing, uma adaptação de uma série sueca, é uma constante crescente em termos de qualidade e envolvimento. Desde o episódio piloto (duplo), até o fechamento desta temporada, a série consegue manter um raro padrão de qualidade, sem nunca cair no marasmo e, como infelizmente é comum em produções de gênero semelhante, começar a praticar o tão estúpido “enchimento de lingüíça”. A estrutura narrativa de The Killing é muito cinematográfica, parecendo a mesma ser um filme muito longo, tanto que sua ambientação – um tanto quanto fria e triste (envolve crime, certo?) – lembra muito o clima do filme Sobre Meninos e Lobos, dirigido por Clint Eastwood em 2002.

A dupla de detetives Stephen Holder (Joel Kinnaman) e Sarah Linden (Mireille Enos), responsáveis pela investigação do assassinato de Rosie Larsen.

Apesar de o interesse do espectador residir na descoberta do assassino da jovem Rosie Larsen, o que realmente faz sentido a trama é o complexo painel de personagens que são apresentados (profundamente, por sinal) na série, interligando-os de maneira orgânica, conseguindo a difícil tarefa de fazer-mos nos importar com eles, sejam estes possuidores de uma índole não tão ortodoxa, sejam “boas pessoas”. The Killing é um produto complexo, profundo, mas que nunca se julga superior ou apresenta-se intelingível, é sim uma obra dotada de camadas, sendo assim o expectador está livre para “acompanhar” as camadas que o interessam e que julgam serem de importância. Multifacetada, ela é thriller, policial, drama político, ou seja, estas camadas a configuram como produto único na produção televisiva atual.

Com toda certeza The Killing será uma das grandes indicadas as maiores premiações do ano (Emmy, Globo de Ouro etc.) e competirá de igual por igual com séries consagradas (e tão acostumadas a tais indicações) como Dexter, Mad Men, Breaking Bad, House M.D., além da nova Game of Thrones (que em breve terá o restante dos capítulos comentados), dentre outras. Para mim The Killing, ao lado de Game of Thrones, é a melhor surpresa da temporada, assim como no ano passado foram Boardwalk Empire e The Walking Dead. Agora, após o climático, tenso e angustiante encerramento da temporada, devemos aguardar sua continuação no até então longíquo ano de 2012.

Confiram The Killing. Altamente recomendado. Talvez a melhor série do ano (e a melhor do gênero em décadas).

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Página na Wikipédia (Inglês)

Site oficial (em inglês): The Killing

Fichas no IMDB:

Mireille Enos

Joel Kinnaman

Billy Campbell

Michelle Forbes

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