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Compilação de histórias que revisitam a origem de alguns dos mais clássicos personagens do universo Marvel Comics, Mitos Marvel é, de certa forma, um fechamento digno para os demais encadernados de luxo lançados pela Panini Comics sob o selo Marvel Knights. Na verdade, tecnicamente este não tem nada a ver com o outro – até mesmo por que muitos personagens se repetem, à exemplo de Capitão América e Homem-Aranha, por exemplo -, contudo, como ambas as obras possuem acabamento similar, vale a pena incluir Mitos Marvel ao lado das demais publicações Namor: As Profundezas, Homem-Aranha: Com Grandes Poderes… e Capitão América: A Escolha.

Não vou ficar aqui discrimando a qualidade de cada uma das seis histórias publicadas neste encadernado, visto que, apesar de algumas se mostrarem superiores  outras, o equilíbrio é mantido pelo roteirista Paul Jenkins (Origem) e pelo ilustrador Paolo Rivera. Portanto, para quem curte X-Men, Quarteto Fantástico, Motoqueiro Fantasma, Capitão América, Hulk e Homem-Aranha ou tem curiosidade em conhecê-los, esta aí uma ótima oportunidade, pois cada equipe/personagem tem sua origem revisitada de forma simples e atualizada em pouco mais de 20 páginas (por história), portanto de forma resumida e objetiva. Enfim, Mitos Marvel é um projeto pouco original (quantas vezes a Marvel não publicou produtos similares?), mas que por conta da qualidade da equipe criativa e do acabamento de luxo, acaba se destacando dentre outros materiais disponíveis no mercado.

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Abaixo, uma galeria com as capas originais das edições originais publicadas nos Estados Unidos:

:: Mythos X-Men ::

:: Mythos Hulk ::

:: Mythos Captain America ::

:: Mythos Fantastic Four ::

:: Mythos Ghost Rider ::

:: Mythos Spider-Man ::

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Já publiquei comentários sobre os seguintes títulos da linha de especiais Marvel Knights, lançadas no Brasil pela Panini Books/Panini Comics:

Capitão América: A Escolha

Homem-Aranha: Com Grandes Poderes…

Namor: As Profundezas

Mitos Marvel foi lançado no Brasil pela editora Panini, numa caprichada edição em capa dura que reúne seis edições especiais que reabordam origens de vários personagens do universo Marvel.

 

Até agora a melhor graphic-novel da série Marvel Knights, Namor: As Profundezas é uma grande história de mistério, que bebe bastante de autores clássicos do horror, como Edgar Alan Poe e H.P. Lovecraft, principalmente pelo clima passado através das linhas de Peter Milligan (X-Force) e da arte de Esad Ribic (Loki, Surfista Prateado: Réquiem). Claustofóbrica e cheia de mistério, o enredo dividido em cinco partes mostra-se interessante do começo ao fim, procurando envolver o leitor através das personalidades distintas dos diversos personagens apresentados durante a trama. Na verdade, o personagem título (Namor, ou Sub-Mariner na edição original) nada mais é do que um coadjuvante e, talvez por isso, o roteiro desenvolvido por Milligan funcione tão bem, pois passamos a acompanhar as “descobertas” e reviver as “lendas” sobre o ser atlante junto aos homens que participam da expedição marítima.

Carregado de um clima vitoriano e passado em meados do século XX (nunca fica claro o ano em que a história se passa), Namor: As Profundezas é quase que perfeito, mais pelo clima e ambiência da história, do que propriamente pela inovação criativa do enredo. Esta perfeição no que se propõe só não é devidamente alcançada devido ao fator técnico, que, infelizmente, é essencial numa novela gráfica: a instabilidade apresentada no traço de Ribic. Conferi os trabalhos Loki e Surfista Prateado: Réquiem, ilustrados por Ribic, e a qualidade dos mesmos são substancialmente mais uniformes do que a que o artista apresenta em As Profundezas. É claro que não é a todo momento que a arte do ilustrador “falha”, contudo em alguns momentos ela parece um tanto quanto apressada.

Exceptuando essa pequena falha, Namor: As Profundezas é, até então, o melhor, mais interessante, cativante, dinâmico e bem-executado produto da linha Marvel Knights, equilibrando perfeitamente a necessidade de apresentar o personagem título aos não iniciados, ao mesmo tempo em que não incomoda, de maneira alguma, o leitor já familiarizado com o mesmo, principalmente pela roupagem distinta apresentada do mesmo, que não o descaracteriza, pelo contrário, no meu ponto de vista, o torna tão ou até mesmo ainda mais interessante do que o mesmo é.

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Já publiquei comentários sobre os seguintes títulos da linha de especiais Marvel Knights, lançadas no Brasil pela Panini Books/Panini Comics:

Capitão América: A Escolha

Homem-Aranha: Com Grandes Poderes…

Namor: As Profundezas foi lançado no Brasil pela editora Panini, numa caprichada edição em capa dura que reúne as cinco partes da minissérie publicada originalmente, nos Estados Unidos, no ano de 2008. O preço cobrado pela obra é bastante justo, principalmente pela alta qualidade de sua formatação por aqui.

Mais uma história lançado sobre o selo Marvel Knights, Homem-Aranha: Com Grandes Poderes…, escrita por David Lapham (Batman – City of Crime)e ilustrada por Tony Harris (Ex-Machina), nada mais é do que mais uma revisita à origem do personagem. Dividida em cinco partes, a história tem como diferencial, em comparação ao enredo original de Stan Lee, o foco em um Peter Parker mais irresponsável, tanto pelo peso do descobrimento dos poderes de aranha, quanto pelas próprias características advindas do período de adolescencia, além, é claro, do impacto constante de bullying sofrido por Parker anteriormente ao acidente que o confere poderes sobrehumanos.

Sem um fechamento efetivo (sugerindo então uma possível continuação à série, que até então não foi confirmada – passaram-se 3 anos de sua publicação), Homem-Aranha: Com Grandes Poderes… é um material interessante para os não iniciados na trajetória do personagem e que desejam um material independente para que possam adentrar no universo do mesmo. É claro que esta história não pertence a cronologia oficial do personagem, contudo não há grandes diferenças entre o enredo desta e a essência do personagem em suas histórias, digamos, oficiais.

Quanto aos leitores já iniciados, que acompanham, acompanharam ou possuem um bom conhecimento acerca do universo do Homem-Aranha, não recomendo à leitura desse produto, principalmente por que o mesmo não apresenta nenhuma novidade, no que se refere à uma nova leitura ou interpretação do personagem. Por sinal, a revisita da origem do personagem feita por Brian Michael Bendis (roteiro) e Mark Bagley (desenhos) na série Ultimate (universo alternativo dos personagens da Marvel Comics) é bem melhor, em todos os sentidos – talvez não no traço, mas isso não faz assim tanta diferença em termos narrativos – do que Homem-Aranha: Com Grandes Poderes… .

Sendo assim, reforço que essa história é indicada principalmente aqueles que não tem grande conhecimento sobre o personagem, principalmente os que não conhecem a fundo a origem do personagem e seus primeiros anos em ação (ou seja, talvez aqueles que conheçam o personagem apenas pelos filmes ou desenhos animados).  Até agora, dentre as séries de encadernados sob o selo Marvel Knights que saíram no Brasil, Homem-Aranha: Com Grandes Poderes… é a mais fraca, não pelo enredo/traço em si, mas sim por não ousar em sua abordagem, nem apresentar novidades à estrutura narrativa e/ou estética do personage. Portanto, apesar de estar longe da perfeição, a outra HQ conferida da série, Capitão América: A Escolha, é um produto mais interessante (mesmo não sendo realmente uma história do Capitão América como personagem principal) e portanto melhor do que Homem-Aranha: Com Grandes Poderes…

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Homem-Aranha: Com Grandes Poderes… foi lançado no Brasil pela editora Panini, numa caprichada edição em capa dura que reúne as cinco partes da minissérie publicada originalmente, nos Estados Unidos, no ano de 2008. O preço cobrado pela obra é bastante justo, principalmente pela alta qualidade de sua formatação por aqui.

 

Parte da iniciativa Marvel Knights, selo criado pela editora de quadrinhos norte-americana Marvel Comics visando contar histórias fechadas e, de certa forma, mais aprofundadas de diversos ícones de seu universo de super-heróis,  sempre contando com roteiristas e ilustradores de peso, Capitão América: A Escolha (Captain America: The Chosen) é uma história originalmente publicada em seis partes que tem como mote a fatídica morte do herói (o mesmo está com uma doença degenerativa) e sua busca por um “substituto” que literalmente carregue sua bandeira e, com isso, seu legado de honra, justiça, honestidade, coragem e esperança.

É claro que a história escrita pelo autor do romance First Blood (que inspirou o filme Rambo – Programado para Matar), David Morrel e belamente ilustrada por Mitch Breitweiser, traz mais do que isso em suas pouco mais de 130 páginas, contudo, como seria de esperar de um personagem tão complexo quanto o Capitão e do “passado” do autor (criou John Rambo. Preciso dizer algo a mais?) a história às vezes exagera no patriotismo barato, principalmente quando não consegue universalizar o tema (alguns grandes escritores conseguiram fazer isso quando escreveram histórias do personagem) e descarrega sem piedade o poder e o lugar do norte-americano como bússola da sociedade, da moral e da vida. É certo que esses são momentos pontuais, mas que não deixam de incomodar quando surgem.

Contudo, o aspecto mais negativo da trama (muito bem contada, por sinal) se dá logo na primeira parte da mesma, quando somos posicionados no conflito Iraque x EUA e nos é vendido (mérito não apenas desse quadrinho, que fique bem claro) todo o pensamento alienado do que, quem e como é um terrorista, não faltando é claro a figura do até então (a HQ começou a ser lançada no final de 2009 e foi concluída em 2010) inencontrável Osama Bin Laden.Em resumo, no conflito armado no Iraque, o exército da salvação e da justiça (EUA) se vê constantemente num ambiente de medo e frustração, contudo o mesmo não é dito do povo iraquiano que tem, por bem ou por mal, sua terra invadida, além de generalizar de forma muito rasteira quem é e quem não é terrorista.

Falando em medo, este sim é um conceito muito interessante abordado por Capitão América: A Escolha, já que o personagem título afirma diversas vezes ao seu suposto substituto (um soldado em serviço no Iraque) que foi  justamente este sentimento que o fez um homem melhor, já que foi através das sucessivas batalhas (mentais) para enfrentar seus medos que o mesmo cresceu, transformando escolhas carregadas de medo em atos de coragem e bravura, tendo assim Morrel um excelente ponto de vista a mostrar ao leitor sobre o quanto podemos alcançar quando sobrepujamos nossos medos.

Enfim, Capitão América: A Escolha tem momentos de altos e baixos, contudo com o andamento da história os primeiros se sobrepõem aos demais, ficando assim no cerne do leitor a certeza de que idependentemente de bandeira, credo, partido ou filosofia de vida, os sentimentos básicos como liberdade e esperança são universais e, através de uma reflexão discreta, Morrel e Breitweiser nos contam uma história batida, contudo sempre eficiente, de que apenas nós mesmos podemos nos tornar-mos homens e mulheres melhores, ou seja, seres-humanos plenos, em conceito, grau e gênero.

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Capitão América: A Escolha foi lançado no Brasil pela editora Panini, numa caprichada edição em capa dura que reúne as seis partes da minissérie publicada entre os meses de novembro de 2009 e fevereiro de 2010, nos Estados Unidos. O preço cobrado pela obra é bastante justo, principalmente pela alta qualidade de sua formatação por aqui. Recomendado para fãs de histórias em quadrinhos, colecionadores ou não.

:: Sinopse ::

Thor (Chris Hemsworth) estava prestes a receber o comando de Asgard das mãos de seu pai Odin (Anthony Hopkins) quando forças inimigas quebraram um acordo de paz. Disposto a se vingar do ocorrido, o jovem guerreiro desobedece as ordens do rei e quase dá início a uma nova guerra entre os reinos. Enfurecido com a atitude do filho e herdeiro, Odin retira seus poderes e o expulsa para a Terra. Lá, Thor acaba conhecendo a cientista Jane Foster (Natalie Portman) e precisa recuperar seu martelo, enquanto seu irmão Loki (Tom Hiddleston) elabora um plano para assumir o poder. Mas os guerreiros do Deus do Trovão fazem a mesma viagem para buscar o amigo e impedir que isso aconteça. Só que eles não vieram sozinhos e o inimigo está presente para uma batalha que está apenas começando.

:: Impressões ::

Antes tarde do que nunca conferi um dos filmes evento que mais esperava em 2011. E, em resumo, não me decepcionei. É óbvio que nem tudo o que foi apresentado me agradou completamente (continuo cada vez mais chato), contudo o conjunto da obra Thor me deixou muito satisfeito e ancioso tanto para sua mais do que provável seqüência (meados de 2013), quanto para a participação do herói no megaprojeto Vingadores, que já tem estréia marcada para o verão (dos Estados Unidos) do ano que vem. Sendo assim, vamos ao filme!

Dirigido pelo conceituado britânico Kenneth Branagh (também ator e roteirista), mais conhecido por suas adaptações cinematográficas de obras de Shakespeare (Hamlet, Henrique V) e literárias (Frankenstein de Mary Shelley), como diretor e roteirista, e como intéprete da personagem Gilderoy Lockhart da série de filmes Harry Potter, Branagh topou comandar esta ousada adaptação do personagem dos quadrinhos da Marvel Comics, que já é também inspirado em um “personagem” mítico. E, apesar de muita desconfiança (particularmente sempre aplaudi a escolha do diretor para comandar o projeto), eis que Thor estréia nos cinemas com sucesso e apresenta um resultado final bastante satisfatório, com unidade e competência, um filme que pode ser classificado como equilibrado.

Claro que o grande sucesso dos filmes do Homem de Ferro (outro personagem da Marvel Comics) influenciou de alguma maneira o processo de adaptação de Thor, já que pode-se notar facilmente momentos pontuais na exibição do mesmo em que nos é entregue aquele “humor” característico dos filmes do herói de armadura. Contudo, apesar de alguns (poucos) excessos, Branagh e todos os envolvidos na realização do filme conseguem nos conquistar, seja pelo deslumbrante universo de Asgard (a morada dos mitológicos deuses nórdicos, sendo Thor um deles), seja pela árida cidade terrena para onde o deus do Trovão é banido.

Thor conta com um ótimo elenco, tendo a presença do até então desconhecido ator Chris Hemsworth vivendo (com competência e carisma) o personagem título, o veterano Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes) como o deus Odin, pai de Thor e senhor de Asgard, a recém oscarizada Natalie Portman (Cisne Negro) como o interesse amoroso do herói, Stellan Skarsgard (O Exorcista – O Início), Kat Dennings (Defendor), Tom Hiddleston (série Wallander), perfeito como o irmão de Thor, o deus Loki – por sinal o “vilão” melhor concebido das adaptações de quadrinhos desde o Coringa do filme de Christopher Nolan, já que este Loki é o vilão circunstancial e não a figura de simples antagonista do herói -, além das pontuais participações de Rene Russo (O Nome do Jogo), Ray Stevenson (Justiceiro em Zona de Guerra), Clark Gregg (Choke – No Sufoco), Idris Elba e da sensacional cena de Jeremy Renner (Guerra ao Terror) como o Gavião Arqueiro (personagem que será apresentado e desenvolvido no vindouro filme Vingadores). Vale destacar que um dos grandes méritos de Branagh no comando do filme foi não apenas trazer este casting fenomenal, mas sim coordená-lo de forma em que o elenco todo forma-se o filme como um todo, não tendo assim o filme Thor um ator/atriz que sobressaia ao próprio filme (como aconteceu, por exemplo, nos filmes do Homem de Ferro, com Robert Downey Jr.).

Quanto aos pontos positivos de Thor, destaco o belíssimo visual (tanto os efeitos visuais, quanto a direção de arte e o figurino e maquiagem) e a entrega do elenco, que realmente “entram” em seus personagens e nos fazem crer que todo este mundo mágico é possível. Quanto aos negativos, aponto a montagem e escolha de ângulos de algumas cenas de combate do filme, que possuem cortes muito rápidos e câmera muito próxima, prejudicando um pouco a compreensão do que está acontecendo nestas cenas, o excesso de rapidez de alguns pontos do roteiro durante o desenvolvimento da história (o período da queda de Thor até sua redenção deveria ter sido dilatado um pouco mais, pois no filme ficou uma impressão de facilidade neste processo de “mudança” de caráter e objetivo do herói), tanto com relação à jornada do herói na Terra, quanto a paixão instantânea entre o mesmo e a personagem de Portman. E, pra completar, um ponto negativo que não reside na obra em si, mas sim na “opção” que tive ao conferir o filme, foi a irregular qualidade da dublagem do mesmo. Algumas vozes simplesmente não se encaixaram aos personagens, enquanto outras simplesmente desvirtuaram o que teoricamente foi proposto pelos realizadores. Talvez o filme tenha caído um pouquinho em minha avaliação devido a não ter curtido esta dublagem, portanto assistitirei ao longa o mais rápido possível em seu idioma original (é imprenscindível ouvir a voz e talento do mestre Anthony Hopkins).

Por fim, Thor se mostrou uma obra compatca, eficiente, bem feita, divertida e empolgante que, como os demais lançamentos da Marvel Studios (Homem de Ferro e Homem de Ferro 2, além de O Incrível Hulk), nos fornece pequenas informações sobre o filme mais esperado por quem é fã e acompanha este universo de personagens: Os Vingadores. Com certeza vai agradar a diversos tipos de público. Agora é torcer para que Branagh comande a continuação e que possua um pouco mais de “liberdade” na concepção e estilo do filme.

Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Tom Hiddlenston, Kat Dennings, Stellan Skarsgard, Ray Stevenson, Idris Elba, Jaimie Alexander, Clark Gregg, Joshua Dallas e Colm Feore.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Thor

Gênero: Aventura

Duração: 114 min.

Ano de lançamento: 2011

Site oficial: http://thor.marvel.com/

Estúdio: Marvel Studios / Paramount Pictures

D: Kenneth Branagh

Roteiro: Ashley Miller e Don Payne, baseado em roteiro de Mark Protosevich e Zack Stentz e nos personagens criados por Jack Kirby, Stan Lee e Larry Lieber

Produção: Kevin Feige

Música: Patrick Doyle

Fotografia: Haris Zambarloukos

Direção de arte: Kasra Farahani, Luke Freeborn, Sean Haworth e Maya Shimoguchi

Figurino: Alexandra Byrne

Edição: Paul Rubell

Efeitos especiais:Digital Domain / BUF / Legacy Effects / Luma Pictures / The Third Floor

:: Trailer ::

:: Links ::

– Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Curiosidades de produção: Adoro Cinema

Fichas do IMBD:

* Kenneth Branagh

* Chris Hemwsworth

* Natalie Portman

* Tom Hiddleston

* Anthnoy Hopkins