E já parece rotina: a cada 6 meses tem que estrear uma série com a assinatura de J. J. Abrams (Lost, Fringe, Person of Interest). A bola da vez é um projeto concebido por uma velha colaboradora de Abrams, a produtora e roteirista Elizabeth Sarnoff (Deadwood, Lost), que apresenta o misterioso desparecimento da população inteira do presídio de Alcatraz, no longínquio ano de 1963 e o também curioso reaparecimento de alguns destes, quase cinquenta anos depois, entretanto sem nenhuma mudança de idade. Enigmas? Mas é claro que sim. Apesar do ecletismo do produtor, o forte dele é mesmo trabalhar conceitos que envolvam mistérios.
Então, vamos à série!
O episódio piloto de Alcatraz é irregular, contudo consegue ganhar o espectador pelo desfecho, que gera curiosidade em acompanhar, pelo menos por mais um capítulo, o que acontecerá a partir de então. Comentar acerca de um produto no qual seu trunfo é o mistério é complicado, pois qualquer revelação publicada aqui acarretará numa depreciação da obra, sendo assim, me aterei apenas a dizer que Alcatraz parece ser o melhor produto com a marca J. J. Abrams desde Fringe – apesar de que desta vez o produtor estar realmente apenas produzindo, já que este não contribuiu em “nada” com relação ao conceito/trama da série -, pois traz uma trama apoiada até então na seriedade, estabelecendo o universo no primeiro episódio de maneira mais satisfatória do que o último lançamento de Abrams, por exemplo (Person of Interest), além de render algumas homenagens (propositais ou não) ao fenômeno Lost, tirando o fato de ambas as séries terem como personagem de destaque uma ilha cheia de mistérios. Estrelada pela desconhecida (e até então sem carisma) Sarah Jones e pelo Hurley de Lost, Jorge Garcia, além de contar com o veterano ator Sam Neill (Jurassic Park), Alcatraz não traz exatamente nada de deslumbrante ou curioso a ponto de despertar um interesse diferenciado no espectador – na verdade a série parece ser um casamento entre Fringe e Lost -, mas convence e gera curiosidade, aspecto este positivo, até por que está cada vez mais raro hoje produzir um episódio piloto que realmente cative de forma inequívoca o espectador, especialmente de uma série que brinca com temas “fantásticos” como esta.
*
Alcatraz é produzida pelo canal FOX e teve sua estréia – nos Estados Unidos – no no último dia 16 de janeiro. No Brasil, sua estréia está marcada para hoje, às 22 horas, no canal à cabo Warner.
Apesar de um fenômeno recente, a badalada rede social Facebook já tem inúmeros livros que traçam seu perfil tanto como empresa de sucesso, quanto como história dramática. Dentre estes títulos um ganha destaque por ter inspirado um filme que abraça o tema, da criação do site as enroladas histórias por trás deste fenômeno midiático. Escrito por Ben Mezrich e intitulado por aqui como Bilionários por Acaso: A Criação do Facebook (Editora Intrínseca), o livro resume a razão da criação do Facebook simplesmente como uma busca de dois nerds por aceitação perante o público feminino, ou, como frisado pelo livro, uma busca por transas com garotas bonitas. Abordando momentos pontuais da parceria e amizade entre o criador da rede social, Mark Zuckerberg e o c0-criador e financiador do projeto, o brasileiro Eduardo Saverin, Bilionários por Acaso: A Criação do Facebook é um raro livro que mistura romance à relatos jornalísticos (o conteúdo deste foi obtido através de várias entrevistas com pessoas envolvidas no processo, inclusive Saverin), transformando os depoimentos colhidos em prosa literária com uma roupagem bastante dinâmica, que desperta interesse imediato no leitor, mesmo que este possua uma narrativa fragmentada, que intercala longos intervalos de tempo entre cada capítulo. Enfim, apesar da condensação de eventos sofrer perda de informações devido a esses buracos temporais em sua narrativa, o contexto nunca deixa de ser inteligível e o leitor pode acompanhar a trejetória da dupla e demais personas de grande relevância da trama, sem grandes perdas. Um livro curto, dinâmico e bem-escrito, sem grandes pretenções, mas competente em sua proposta, tanto que despertou interesse em Hollywood e teve seus direitos negociados para uma adaptação cinematográfica, que viria a ser roteirizada por Aaron Sorkin (série The West Wing) e dirigida por David Fincher (Clube da Luta, O Curioso Caso de Benjamin Button) e lançada no ano de 2010.
:: Cinema ::
Indicada a diversos prêmios, dentre eles o Oscar, no qual concorreu nas principais categorias, dentre elas melhor filme e melhor diretor, A Rede Social (The Social Network) é um dos filmes em que nota-se realmente que sua fonte base foi utilizada, visto que, apesar da estruturação diferenciada – os eventos descritos no livro são pontuados através das cenas das ações judiciais entre Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin e Zuckerberg e os irmãos Winkervoss – tem quase todos os momentos apontados por Ben Mezrich apresentados ou citados. Alguns pontos sofrem inversão ou são apenas encaixados em momentos diferentes, com o propósito de dinamizar ainda mais a narrativa, mas sem deixar de transparecer a essência apresentada na obra literária, que é a dicotomia entre negócios e amizades, na disputa entre poder e dinheiro e honra e companheirismo. Muito mais do que reflexão das fragilidades do homem moderno e da hipocrisia social, A Rede Social é um retrato perfeito de parte da juventude 2.0, com todo o seu ímpeto e arrogânica, seu desapego as tradições analógicas, seu preciosismo e pretenciosidade quanto à inteligência, mesmo quando a solução final apresenta-se tão vazia e insolúvel, enfim, sua ambição cega sob um chão sem vigas de sustentação, onde poucos alcançam o sucesso, seja comercial (vide Zuckerberg), seja moral (Saverin) ou ambos. A Rede Social é um retrato compacto e dinâmico de nossa atualidade, que conta com um primoroso trabalho do elenco comandado pelo sempre seguro David Fincher, com destaque óbvio para as performances de Jesse Eisenberg (Zumbilândia) e Andrew Garfield (O Imaginário Mundo de Doutor Parnassus), respectivamente vivendo Zuckerberg e Saverin, além da notável presença do antes cantor e dançarino Justin Timberlake, como o criador do Napster e um dos semeadores da discórdia, de acordo com o Saverin das obras cinematográfica e literária, Sean Parker.
Mark Zuckerberg e Jesse Eisengerb.
:: Resultado ::
Tanto o livro Bilionários por Acaso quanto o filme A Rede Social são bons trabalhos em suas respectivas mídias, sendo principalmente dinâmicos e envolventes a seu modo, complementando-se assim de maneira bastante orgânica e interessante. Entretanto, apesar de nenhuma destas serem obras incríveis e inovadoras – apesar de muitos apontarem o livro como “enfadonho” e o filme como “revolucionário” -, tanto Bilionários quanto Rede Social são entretenimento pop de grande qualidade, sem grandes pretenções a mudanças paradigmáticas ao algo do gênero, tendo como grandes objetivos informar e, principalmente, entreter. Sendo assim, apesar do equilíbrio das obras nestes quesitos, devo apontar A Rede Social como objeto mais interessante e envolvente, talvez por transportar aquele universo que nas páginas do livro perdiam um pouco do referencial por não traduzir-se em imagens como o filme, visto que todas as personagens demonstradas “existem” no mundo real, forçando assim ao leitor tentar ao máximo imaginar aquelas figuras apresentadas da mesma maneira que estas são de verdade, aspecto que o filme apresenta com maior eficácia, sem deixar de destacar, é claro, que com mais facilidade, pela própria dinâmica da matriz do cinema, a imagem.
Em suma, apesar do filme ser levemente superior, Bilionários por Acaso é um livro interessante e que deve ser lido, principalmente por aqueles que como eu gostaram de sua livre adaptação cinematográfica, por que através dele assimilarão alguns aspetcos que, pela dinâmica própria do cinema, foram limados ou condensados no filme, reiterando assim o caráter complementar de ambas as obras.
Este ano o Top 10 Filmes será diferente. Para não parecer injusto, pois seria muita audácia indicar uma lista fechada de filmes, já que muitos dos grandes lançamentos não foram vistos por mim (até por que alguns, como grande parte dos filmes “oscarizáveis”, só estrearão em território nacional agora em 2012). Sendo assim, publicarei abaixo uma lista com 10 filmes que são, até então, os meus preferidos do ano de 2011 (lembrando que o critério para o filme constar nesta lista é a data de lançamento do mesmo no Brasil e não no seu país de origem) e, até o meio do ano de 2012, publicarei uma outra listagem, sem número definido de títulos, com demais filmes que, no meu ponto de vista, deveriam constar nesta, seja no lugar de algum dos publicados, ou simplesmente como acrescidos, formando assim uma lista de 10 filmes com 13 títulos, por exemplo.
Outra mudança em relação à lista de 2010 está no que se refere a posicionamento. Como a função primordial desta listagem é indicar alguns dos filmes que julgo estarem num patamar de excelência e/ou que me marcaram de uma forma diferenciada, portanto, o que importa é que tais filmes estejam listados e não a ordem de preferência ou qualidade atribuída aos mesmos. Sendo assim, a seguinte relação estará organizada em ordem alfabética. Aproveitem a leitura e comentem se concordam com a seleção, se houve alguma supervalorização ou injustiça, enfim, opinem e fomentem discussões aqui no Teia Pop!
…
ABUTRES (Carancho, 2010).
Direção:Pablo Trapero. Com Ricardo Darín e Martina Gusman.
Soco no estômago!
Existem filmes que marcam pela “ousadia”, outros pela “obviedade”, contudo alguns conseguem marcar pelo choque. Este é o caso de Abutres, filme argentino dirigido pelo cineasta Pablo Trapero, do premiado Leonara (que conta com a participação do brasileiro Rodrigo Santoro) e estrelado pelo grande Ricardo Darín (O Segredo dos seus Olhos) e por Martina Gusman (Leonera), que aborda o processo criminoso dos seguros de vida/morte por acidentes de trânsito no país, enfocando as figuras de um advogado (Darín) e uma enfermeira plantonista de emergência (Gusman) e seu futuro envolvimento, além do conflitos que surgem tanto em detrimento do envolvimento de Darín nesta atividade, quanto dos “problemas internos” enfrentados por este quando o mesmo decide abandonar a “carreira”. Cheio de denúncia social, violento e com imagens fortes, Abutres (como são conhecidos os profissionais da estirpe da personagem de Darín) dividiu opiniões, entretanto para mim é um filme excelente, apesar de incômodo e negativista, pois consegue surpreender e causar aflição mesmo em situações que inferem obviedade, descontruindo o óbvio em razão da surpresa. Até hoje só conferi um filme que me causou sentimento semelhante – e que, de certa forma, aborda o mesmo tema “vida e morte” -, Vivendo no Limite, filme de 1999 de Martin Scorsese, estrelado pelo querido Nicolas Cage, que também recomendo. Enfim, dentre tantos (bons) filmes vistos durante o ano, não pude deixar de destacar este Abutres, tanto pelo impacto causado, quanto por suas qualidades cinematográficas no que se refere a estética e conteúdo.
:: Trailer ::
…
ALEXANDRIA (Agora, 2009).
Direção:Alejandro Amenábar. Com Rachel Weisz, Max Minghella, Oscar Isaac e Rupert Evans
Épico com E maísculo!
A exemplo de Abutres, Alexandria é outro filme lançado em 2011 no Brasil (este direto em DVD) que saiu anteriormente fora do país, aspecto este recorrente por aqui quando o filme não se encaixa no perfil “comercial” das distribuidoras e exibidoras de cinema. Escrito e dirigido por Alejandre Amenábar (responsável por títulos do naipe de Mar Adentro e Os Outros, por exemplo) e baseado em eventos reais, Alexandria nos transporta a antiguidade, durante a dominação do Império Romano da cidade de Alexandria, localizado no Egito e narra a história da filósofa, pensadora e professora Hipátia (vivida de corpo e alma pela adorável Rachel Weisz, vencedora do Oscar por O Jardineiro Fiel) e sua relação para com os dilemas vividos neste momento, que são os constantes conflitos entre as diversas religiões seguidas no local, cristianismo, judaísmo e greco-romana, em especial esta primeira, que conforme cresce almeja cadaz vez mais poder, fomentando assim um período de extrema violência e ódio, culminando na destruição da famosa biblioteca de Alexandria. Para um épico, Alexandria apresenta substância e questionamentos dignos dos filmes dramáticos mais aprofundados politicamente, fazendo assim com que seja um dos épicos mais densos da história recente do cinema, sem esquecer os fatores estéticos que aprazem tanto os entusiastas do gênero, pois existem, mesmo que reduzidas, sequências de combate, além do visual do longa ser deslumbrante: figurinos, direção de arte, maquiagem e, principalmente, fotografia, são primorosos. Entratanto, como já frisado, o chamariz do longa realmente está no enredo, nas atuações e na moral da história, que além de apresentar uma personalidade histórica, até então desconhida de grande parte da humanidade, como uma pessoa visionária, libertadora e a frente do seu tempo, além de mulher, nos alerta para os conflitos e problemas de nossa realidade. Um filme rico e bem feito, tanto em ideias, quanto em substância e alerta. Para mim, o melhor épico desde Coração Valente, só que muito mais cerebral do que este último.
Quer saber mais? Clique aqui e acesse minhas primeiras impressões sobre o filme.
:: Trailer ::
…
A ÁRVORE DA VIDA (The Tree of Life, 2011).
Direção:Terrence Malick. Com Brad Pitt, Jessica Chastain e Sean Penn.
Uma experiência incompartilhável que transcende o cinema!
Polêmico. Incompreendido por muitos. Lento. Não linear. Ousado. Confuso. Transcendental. Distinto. Belo. Prepotente. Ambicioso. Complexo. Enfadonho. São tantas as palavras que podem ajudar a definir o filme A Árvore da Vida, entretanto nenhuma destas (ou quaisquer outras que deseje proferir) soam suficientes para definir a verdadeira experiência cinematográfica que manifesta esta película, que como poucas extrai diferentes percepções de cada espectador, pois cada um que assistiu a A Árvore da Vida “definiu” de maneira diferenta o sentimento que este desperta, seja de forma positiva ou negativa, sendo esta talvez a única unanimidade do longa: quem o confere não consegue ser indiferente, ou seja, manifesta o desejo de opinar, mesmo que sua “interpretação” da obranão possa ser compreendida pelos demais. Pois é justamente este quesito que faz esta obra tão rica e mágica, pois cada um que a vê/percebe interpreta os diversos signos visuais jogados da tela a sua retina de maneira extremamente pessoal, que será compreendida através de sua história de vida, sua maturidade, seu corpo intelectual, sua bagagem cultural, seu credo, estilo de vida etc etc etc. Portanto, não cabe aqui definir como e o que seria a experiência de assistir ao filme A Árvore da Vida, muito menos definir do que se trata o mesmo. Simplesmente assista, pois, gostando ou não, “compreendendo” – sinceramente não creio nessa possibilidade, por que bem ou mal, todo mundo absorve e joga algo após conferir o filme - ou não, o resultado final deste conjunto de signos visuais contemplativos, analíticos e subjetivos elaborados, recortados e montados pelo cineasta Terrence Mallick (Além da Linha Vermelha), juntamente a entrega do elenco encabeçado por Brad Pitt (Encontro Marcado), Jessica Chastain e Sean Penn (numa pequena, porém marcante participação), são, no meu ponto de vista, indefiníveis, apenas sentidos e, para isto, cada um deve se entregar ao filme e sentir por si mesmo a magia que você mesmo dará a esta obra prima.
:: Trailer ::
…
CONTRA O TEMPO (Source Code, 2011).
Direção:Duncan Jones. Com Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Michelle Monaghan e Jeffrey Wright.
Complexidade e entretenimento podem e devem andar juntos!
E o filho de David Bowie, Duncan Jones, acerta mais uma vez. Após entregar o intrigante e complexo Lunar – considerado por muitos 0 2001 contemporâneo – , eis que o jovem cineasta, em seu segundo trabalho como diretor, entrega uma obra ainda superior a sua já tão bem sucedida estreia, a ficção-científica com clima de suspense e com uma aura psico-filosófica extremamente elaborada intitulada por aqui como Contra o Tempo (a tradução do título original, Source Code, cairia melhor, pois a mesma significa Código Fonte ou Código Matriz). Um filme quase que perfeito, por que conjuga de forma sublime ação, mistério, suspense, empatia e carisma, com uma temática recheada de filosofia e trato humano, que traz ao espectador duas sensações distintas, mas que são atreladas de forma tão competente e elaborada que chegam ao mesmo tempo: o de diversão e o de reflexão. Não vale a pena descrever a trama, pois Contra o Tempo é o tipo de filme que merece ser visto sem o espectador ter quase que nenhuma ideia do que o mesmo se trata, basta saber que este é inteligente sem soar pedante, divertido sem recair na babaquice, conta com um bom elenco (Jake Gyllenhaal, de Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo, Vera Farmiga, de Os Infiltrados, Michelle Monaghan, de Missão: Impossível III e Jeffrey Wright, de 007: Cassino Royale), mesmo que não tomado por grandes astros e apresenta uma história bacana e criativa, que envolve uma viagem temporal na mente humana, guardando assim um “quezinho” de A Origem, de Christopher Nolan, mesmo que em essência muita coisa a ver, a não ser estar com este em uma lista minha de melhores do ano, portanto, ficou mais do que claro que Contra o Tempo é (ou seria foi?) a melhor ficção-científica de 2011.
:: Trailer ::
…
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTES 1 e 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows – Parts 1 and 2, 2010-2011).
Direção:David Yates. Com Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson e Ralph Fiennes.
Toda saga tem um fim!
Pra começo de conversa, meu registro a Harry Potter e as Relíquias da Morte leva em conta os dois filmes em um, pois é muito difícil avaliar conteúdo e estética de uma obra sem que ela tenha um início ou um fim e, como estruturalmente tanto a parte 1, de 2010, quanto a parte 2, do ano passado, realmente formam um único e preciso filme quando vistos de uma só vez. Embora prefira o clima tenso, frio e compassado da primeira parte, é lógico que a segunda guarda momentos de emoção que fãs e não fãs aguardam anciosamente desde o longínquo ano de 2001, quando foi lançado nos cinemas o primeiro filme da hoje concluída saga Harry Potter, A Pedra Filosofal. Não vou me aprofundar muito quanto aos filmes em si, pois ambas as partes já foram comentadas no blog na sessão Franquia, podendo ser acessadas aqui (caso queira ver a análise de toda a franquia Harry Potter, clicar aqui). Sendo assim, com erros e acertos, o universo de Harry Potter foi encerrado de forma grandiosa e marcante, galgando assim estes derradeiros capítulos um lugar entre os 10 melhores filmes conferidos por mim no ano de 2011.
:: Trailer Parte 1::
:: Trailer Parte 2 ::
…
O PRIMEIRO AMOR (Flipped, 2010).
Direção:Rob Reiner. Com Madeline Carrol, Callan McAuliffe, Rebbeca De Mornay e Aidan Quinn.
Matinê de amor como antigamente.
O Primeiro Amor (Flipped) não causou estardalhaço. Na verdade quase não foi visto em 2010, quando lançado nos Estados Unidos e, por aqui, com seu lançamento ocorrido ano passado, a recepção não foi muito diferente. Talvez com potencial futuro para filme cut ou simplesmente tesourinho de locadora (bons tempos de locadora), O Primeiro Amor é, verdade seja dita, o filme mais contagiante do cineasta Rob Reiner (Louca Obsessão) desde o drama Questão de Honra, de 1992, e bebe muito da fonte de um de seus maiores êxitos como realizador, o cultuadíssimo pela minha geração e clássico dos anos 1980, Conta Comigo. Reiner consegui resgatar neste longa de 2010 elementos característicos da cinematografia e, por que não, da própria cultura dos anos 1980 – apesar do longa não se passar neste período -, construindo um filme com aquela cara de “bonitinho”, mas que ao conferí-lo o espectador percebe que este é muito mais do simplesmente “bonitinho”. Obviamente, por se tratar de um drama até certo ponto infantil, a carga dramática é bastante reduzida, entretanto O Primeiro Amor é tão bem realizado, tão saudisista, que sua simplicidade acaba por crescer no espectador, metamorfoseando o filme em algo genial. E é assim, de um emaranhado de clichês bem contados, de um elenco carismático e disposto, de uma história simples, porém tocante e de um comandante esperto e experiente, que sabe como ninguém contar histórias simplórias mas que escondem no fundo tons de romantismo, melancolia, vida e esperança como poucos, que O Primeiro Amor é construído e realizado. Um filme que talvez não seja, no futuro, reverenciado e cultuado em sua proposta, mas que neste já ido ano de 2011 me tocou como poucos fizeram, tornando-se então assim um destaque dentre os grandes filmes do ano.
:: Trailer ::
…
RANGO (2011).
Direção:Gore Verbinski. Com as vozes de Johnny Depp, Isla Fisher, Abigail Breslin, Ray Winstone, Bill Nighy, Alfred Molina, Ned Beatty, Tymothy Olyphant e Harry Dean Stanton.
Inusitada homenagem aos faroestes consegue desbancar pretensos novos clássicos como a nova versão de Bravura Indômita.
Pela lógica é bastante óbvio o que escreverei, mas tenho que reforçar: Rango é a melhor animação de 2011 (sim, ainda não vi As Aventuras de Tintim). Gore Verbinski (trilogia Piratas do Caribe) convocou o parceiro Johnny Depp (Alice no País das Maravilhas) para esta gostosa aventura em animação, que não só homenageia um gênero com competência ímpar, como tem em sua estrutura características de agradar a qualquer tipo de público, desde o infantil através de suas figuras simpáticas, inusitadas, engraçadas e cheias de persoalidade, até o adulto, seja pelo contexto referencial, seja pelo equilíbrio entre comédia, aventura, açao e, por que não, contexto existencialista da obra. Visualmente deslumbrante e quase impecável narrativamente, Rango conta ainda com um afiado e talentoso elenco de vozes – com destaque para outro ás de Verbinski, Bill Nighy (Notas Sobre um Escândalo) e o versátil Ned Beatty (Superman – O Filme, O Assassino em Mim) e com uma trilha sonora marcante de um dos mais competentes maestros da atualidade, Hans Zimmer (que, a título de curiosidade, cuidou da também marcante trilha do filme A Origem, destacado por aqui entre os melhores do ano de 2010). Enfim, criança ou não, vale a pena conferir esta animação que, mesmo com essa “desvantagem” natural, conseguiu superar em qualidade (seja qual for) o tido como melhor faroeste recente, o último longa dos irmãos Ethan e Joel Coen, Bravura Indômita.
:: Trailer ::
…
SUPER 8 (2011).
Direção:J. J. Abrams. Com Joel Courtney, Elle Fanning, Kyle Chandler, Noah Emmerich e Bruce Greenwood.
Um filme que equilibra saudosismo de infância com uma organicidade atual.
J. J. Abrams (co-criador da série fenômeno Lost e diretor dos filmes Missão: Impossível 3 e do remake de Star Trek) juntou-se ao midas do cinema moderno, Steven Spielberg (Contatos Imediatos do 3º Grau, Além da Eternidade, Guerra dos Mundos) e decidiu escrever e dirigir um filme de ficção-científica repleto de aventura, suspense, mistério e ação, protagonizado por crianças e repleto de lições de vida, tal como eram os filmes do gênero realizados na década de 1980, principalmente aqueles produzidos pela Amblin, empresa de Spielberg e, para ser breve e curto, ele conseguiu. Com um pé nos anos 1980 e outro nos dias de hoje, Super 8 é uma mistura de E.T. – O Extraterrestre (de Spielberg), Os Goonies (de Richard Donner) e do seriado Lost (isso mesmo), condensando elementos presentes nessas obras de forma a prestar homenagem, sem deixar de possuir características próprias. Simples, mas com uma mensagem de superação e rendenção bem conduzida, Super 8 é a prova viva de que ainda dá para praticar um cinema comercial que aposte no coração sem que para isso se precise fazer concessões à tramas tolas ou previsíveis, visto que, apesar de sua simplicidade e aparentemente não novidade em sua trama, a forma com que um filme é feito pode mudar toda uma percepção sobre uma obra, logo, Abrams e Spielberg provam mais uma vez, como pupilo e mestre, que são exímios contadores das mesmas histórias, só que sempre as apresentando de algum ângulo novo e sempre interessante.
:: Trailer ::
…
THE SUNSET LIMITED (2011).
Direção:Tommy Lee Jones. Com Samuel L. Jakcon e Tommy Lee Jones.
Se não há espaço para deliberações inteligentemente complexas nos cinemas, há na televisão!
Produzido para e exibido no o canal de TV a cabo HBO, The Sunset Limited é um filme tão bom que galgou uma posição dentre os 10 mais exibidos no cinema. Adaptado da obra do renomado escritor norte-americano Cormac McCarthy (Onde os Fracos Não Tem Vez, A Estrada) – pelo próprio – e dirigido pelo também ator Tommy Lee Jones (M.I.B. – Homens de Preto), este filme é um verdadeiro tratado psicológico, sociológico, antropológico e filosófico sobre o ser-humano e suas verdades multifacetadas, sua busca por resposta a seus por ques, as suas dúvidas, as suas angústias, as suas crenças etc. Co-estrelado por Samuel L. Jackson (Pulp Fiction – Tempos de Violência) – na verdade o filme interiro só conta com a presença dos dois atores, mostrando aí parte de sua ousadia -, The Sunset Limited não é um filme fácil, principalmente pelo seu ritmo lento – mas nunca desinteressante -, pela carga dramática com toques de trágico ser bem pesada, pela não linearidade dos discursos – quem disse que uma conversa na vida real segue um sentido ordenado? – e pelo fato de que, por quase 90 minutos, vemos apenas dois personagens dialogando num ambiente único, sendo este o apartamento de um dos protagonistas. Enfim, um filme brilhante que infelizmente ainda não se encontra disponível para compra ou locação no Brasil mas que, caso tenha acesso, não deve ser deixado de lado, pois é de uma inteligência e perspicácia pouco vista neste último ano, em relação a cinema.
:: Trailer ::
…
X-MEN – PRIMEIRA CLASSE (X-Men First Class, 2011).
Direção:Matthew Vaughn. Com James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Jennifer Lawrence, January Jones, Nicholas Hoult e Oliver Platt.
Um belo recomeço para a bem sucedida franquia de super-heróis!
Quem não gosta de ser surpreendido? Apesar de sempre ter levado fé neste prequel (pré-sequência) da franquia X-Men, isso nunca foi unanimidade entre os cinéfilos de plantão. Dirigido por Matthew Vaughn (Stardust – O Mistério da Estrela, Kick Ass – Quebrando Tudo) e contando com o retorno de Bryan Singer à cadeira de produtor (e diretor de X-Men e X-Men 2), X-Men: Primeira Classe é o melhor filme de super herói do ano e, por que não, o blockbuster de aventura mais bacana do ano (juntamente a Super 8 e Rango). Equilibrado no que tange à exploração dos efeitos-visuais (os poderes dos mutantes), cenas de ação, alívios cômicos e homenagens aos filmes anteriores, além de apresentar uma história redondinha e deveras criativa, que costura diversos momentos históricos passados na década de 1960 à mitologia dos homo-superior, X-Men: Primeira Classe sagra-se assim como o melhor filme da franquia ao lado do até então unânime X-Men 2, de 2003, e, além de garantir um refresco a esta até então combalida franquia, dá novo gás a sua produtora, a Twentieth Century Fox, que vinha de retombantes fracassos, além de despertar a vontade de conferir a continuação do horrível filme solo do Wolverine, se bem que, cá entre nós, o verdadeiro desejo é conferir uma sequência para Primeira Classe e torçer para que esta tenha um vilão tão bacana (e surpreendente) quanto o Sebastian Shaw vivido por Kevin Bacon (O Homem Sem Sombra) neste.
:: Trailer ::
…
:: Menção Honrosa ::
CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR (Captain America: The First Avenger, 2011).
Direção:Joe Johnston. Com Chris Evans, Hugo Weaving, Hayley Altwell, Dominic Cooper e Tommy Lee Jones.
Taí um filme que, desde que começaram a pipocar notícias sobre, não punha fé alguma. Não havia curtido a escalação do diretor Joe Johnston (Mar de Fogo, O Lobismomem) e a escolha do ator Chris Evans (Quarteto Fantástico, Heróis) – achava o primeiro fraco e o segundo sem força para interpretar um ícone dessa monta no cinema -, nem mesmo os trailers de divulgação me empolgaram. Mas eis que, após dar uma chance ao acaso e conferir o filme, todas as minhas ideias pré-concebidas foram se dissipando cena após cena durante a projeção deste Capitão América: O Primeiro Vingador. Clima bacana, visual estupendo, boa dinâmica entre os vários – e põe vários aí – personagens, um vilão se não excelente, mas pelo menos “charmoso” (o Caveira Vermelha, interpretado pelo eterno agente Smith, da trilogia Matrix – e vilão-mor do cinema blockbuster contemporâneo, ao lado de Mark Strong (Sherlock Holmes) – , Hugo Weaving), enredo crescente e empolgante, além da direção competente de Johsnton e da grande atuação de Evans, que me fizeram queimar a língua (principalmente o segundo) e cumpriram muito mais do que o esperado. Portanto, mesmo achando bacanas os filmes Thore O Incrível Hulk (este não tanto), Capitão América: O Primeiro Vingador encontra-se um nível acima, quase no ponto dos mais do que bons Homen de Ferro e Homem de Ferro 2 e, se a missão deste era a de aquecer o público para o vindouro filme Vingadores (longa que reunirá os persongens Capitão América, Homem de Ferro, Hulk e Thor num só filme), esta foi mais do que bem-sucedida!
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um resumo:
A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 12.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 4 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.
Compilação de histórias que revisitam a origem de alguns dos mais clássicos personagens do universo Marvel Comics, Mitos Marvel é, de certa forma, um fechamento digno para os demais encadernados de luxo lançados pela Panini Comics sob o selo Marvel Knights. Na verdade, tecnicamente este não tem nada a ver com o outro – até mesmo por que muitos personagens se repetem, à exemplo de Capitão América e Homem-Aranha, por exemplo -, contudo, como ambas as obras possuem acabamento similar, vale a pena incluir Mitos Marvel ao lado das demais publicações Namor: As Profundezas, Homem-Aranha: Com Grandes Poderes… e Capitão América: A Escolha.
Não vou ficar aqui discrimando a qualidade de cada uma das seis histórias publicadas neste encadernado, visto que, apesar de algumas se mostrarem superiores outras, o equilíbrio é mantido pelo roteirista Paul Jenkins (Origem) e pelo ilustrador Paolo Rivera. Portanto, para quem curte X-Men, Quarteto Fantástico, Motoqueiro Fantasma, Capitão América, Hulk e Homem-Aranha ou tem curiosidade em conhecê-los, esta aí uma ótima oportunidade, pois cada equipe/personagem tem sua origem revisitada de forma simples e atualizada em pouco mais de 20 páginas (por história), portanto de forma resumida e objetiva. Enfim, Mitos Marvel é um projeto pouco original (quantas vezes a Marvel não publicou produtos similares?), mas que por conta da qualidade da equipe criativa e do acabamento de luxo, acaba se destacando dentre outros materiais disponíveis no mercado.
*
Abaixo, uma galeria com as capas originais das edições originais publicadas nos Estados Unidos:
:: Mythos X-Men ::
:: Mythos Hulk ::
:: Mythos Captain America ::
:: Mythos Fantastic Four ::
:: Mythos Ghost Rider ::
:: Mythos Spider-Man ::
*
Já publiquei comentários sobre os seguintes títulos da linha de especiais Marvel Knights, lançadas no Brasil pela Panini Books/Panini Comics:
Mitos Marvel foi lançado no Brasil pela editora Panini, numa caprichada edição em capa dura que reúne seis edições especiais que reabordam origens de vários personagens do universo Marvel.
Sob a sombra do 11 de Setembro, o prefeito e super-herói Mitchell Hundred realiza um casamento entre um bombeiro e seu velho namorado, um ativista gay republicano. Mas as atribulações de sua vida vão muito além: há terríveis assassinatos sendo cometidos no subsolo de Nova York.
:: Impressões ::
Passado o estranhamento natural das primeiras edições – não há mais a necessidade de se habituar ao cenário novo, nem a personalidade dos personagens principais -, Ex Machina ganha contornos de ironia e suspense neste segundo arco, intitulado Símbolo. Continuando a marca das edições anteriores, a HQ intercala lembranças de Mitchell Hundred enquanto atuava como A Grande Máquina com seu conturbado início como principal gestor da cidade de Nova York, destacando os momentos de menos destaque operacional do então prefeito, que tem que equilibrar a caça a um homicida que marca presença nos túneis de metrô da cidade com a polêmica decisão de Hundred em oficializar um casamento gay sob o auspício de sua gestão.
Com uma trama mais “leve” como esta, Brian K. Vaughan consegue imprimir um tom mais irônico aos diálogos, visto que, como frisado acima, a necessidade de apresentação do núcleo principal de personagens já não se mostra necessária – tanto isto é verdade que dois personagens que ganharam um destaque considerável em “Estado de Emergência“, Kremlin, antigo fornecedor de equipamentos de Hundred quando este atuava como super-herói e Bradburry, seu atual guarda-costas, praticamente não dão as caras – o primeiro não aparece em momento algum do arco Símbolo. Além disso, apesar da tensão provocada pela série de assassinatos, o enredo parece correr mais rápido do que o arco anterior, ganhando destaque informações importantes acerca de alguns elementos que deram poder a Mitchell Hundred.
Enfim, Ex Machina – Símbolo mantém, na medida do possível, a mesma dinâmica apresentada no encadernado anterior, só que focando em elementos ainda não discutidos, portanto, faz a ponte evolutiva natural de uma obra. Os diáologos continuam diretos e cheios de referências – devidamente explicadas no glossário disponível ao final da graphic novel – e o traço de Tony Harris mantém a classe de sempre, sedimentando ainda mais sua importância para as páginas de Ex Machina ganharem vida para o leitor. E a história continua…
*
Ex Machina – Símbolo é um relançamento da Panini Comics no formato encadernado, reunindo as edições 6 à 10 da série norte-americana, num total de 148 páginas.
Mais de um ano após a primeira postagem assumidamente inútil do Teia Pop, eis então uma seqüência para esse inesperado “sucesso” de acessos no blog. E, o astro escolhido para se impor ao talento descomunal de Nicolas Cage (alvo da primeira análise) e suas diversas cabeleiras, é nada mais nada menos do que o galã Johnny Depp, que, em minha opinião, tem em sua filmografia personagens tão loucos, esquizofrênicos e inusitados quanto os do colega Cage.
Sendo assim, abaixo estarão disponíveis algumas fotografias de personagens de Johnny Depp com looks mais estranhos (para não dizer bizarros) e, como disse no post anterior, peço que observem as fotos por sua conta e risco!
Obs.: abaixo das fotos deixo a minha impressão sobre o filme (ótimo, bom, regular ou ruim – e clássico, que está acima de tudo [ou não]). Boa leitura e boa diversão!
1984 – A HORA DO PESADELO (A NIGHTMARE ON ELM STREET), dirigido por Wes Craven (trilogia Pânico).
Depp no filme A Hora do Pesadelo, seu primeiro papel no cinema.
Esse bigode "moustache" é foda... e o filme também!
Cotação: Ótimo.
1998 – MEDO E DELÍRIO (FEAR AND LOATHING IN LAS VEGAS), dirigido poe Terry Gilliam (Os 12 Macacos/ Irmãos Grimm).
Bem, o que esperar de um filme do Terry Gilliam, não é?
Cotação: Clássico.
1999 – A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA (SLEEPY HOLLOW), dirigido por Tim Burton.
O penteado até que não é esquisito, mas o adereço ótico denota um novo sentido a cabeleira de Depp nesta nova parceria com Tim Burton.
Cotação: Ótimo.
1999 – ENIGMA DO ESPAÇO (THE ASTRONAUT’S WIFE), dirigido por Rand Ravich (roteirista de Candyman 2).
Achou o visual "Cry-Baby" gay? Então o que me diz desse cabelo alourado aparado no Jassa... FAGGOT hairstyle!
Cotação: Não vi.
2000 – POR QUE CHORAM OS HOMENS (THE MAN WHO CRIED), dirigido por Sally Potter (Yes / Rage).
Bigode e barbichinha...
Cotação: Não vi.
2000 – ANTES DO ANOITECER (BEFORE NIGHT FALLS), dirigido por Julian Schnabel (Basquiat – Traços de uma Vida/O Escafandro e a Borboleta).
Uma imagem vale mais do que trocentas palavras... (o filme é foda)!
Cotação: Ótimo.
2003 – PIRATAS DO CARIBE: A MALDIÇÃO DO PÉROLA NEGRA (PIRATES OF THE CARIBBEAN: THE CURSE OF THE BLACK PEARL), dirigido por Gore Verbinski (O Chamado/Rango).
Jack "fucking" Sparrow man! Johnny Depp mainstream...
Cotação: Muito Bom.
2005 – A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE (CHARLIE AND THE CHOCOLATE FACTORY), dirigido por Tim Burton.
Androgenia e Michael Jackson feelings...
Cotação: Bom.
2007 – SWEENEY TODD: O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET (SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET), dirigido dirigido por Tim Burton
Style total, cara de fodão. Se mete com o cara?
Cotação: Muito Bom.
2010 – ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (ALICE IN WONDERLAND), dirigido dirigido por Tim Burton.
Apenas duas palavras: Madonna drogada!
Cotação: Regular.
…
::: BONUS :::
2005 – A NOIVA CADÁVER (CORPSE BRIDE), dirigido dirigido por Tim Burton e Mike Johnson.
Johnny Depp artesanal...
Cotação: Bom.
2011 – RANGO, dirigido dirigido por Gore Verbinski.
Igualzinho... igual!
Este post não visa denegrir, de forma alguma, a capacidade e talento de Johnny Depp como intéprete. Longe disso, pois em primeiro lugar admiro bastante a maioria de seus filmes. Contudo, não poderia deixar de apresentar “alguns” visuais curiosos do ator durante sua carreira até então.
Já havia conferido a adaptação cinematográfica de Querido John antes de ler este livro e, apesar de achar o filme mais eficiente do que a obra literária, principalmente pela condensação dos eventos e clima oferecido – talvez devido a temática do mesmo apresentar-se cinematográfica desde sua concepção impressa -, este me trouxe algumas boas surpresas. E, o termo surpresa é aplicado pois, apesar da trama ter como cerne o relacionamento amoroso entre as personagens John e Savannah, o que realmente me chamou a atenção, tanto no quesito de empatia e emoção, quanto pela sensibilidade narrativa aplicada pelo autor do romance best-seller, Nicholas Sparks (autor de outros sucessos como Diário de uma Paixão e Um Amor para Recordar, também adaptados ao cinema), foi o delicado relacionamento entre John e seu “estranho” pai, principalmente durante o período de afastamento do primeiro, que, como militar alistado, passava mais tempo servindo ao Exército no Iraque e Alemanha, por exemplo, do que ao lado do pai e, consequentemente, de sua amada, Savannah (o enredo se passa entre as inserções bélicas no Afeganistão e Iraque, ou seja, entre 2000 e 2006).
O romance chave entre John e Savannah é bonito, contudo devido ao excesso de sacarose e bondade aplicado por Sparks em alguns momentos, o mesmo pode soar enfadonho para certo tipo de leitor, em especial do sexo masculino, pois é mais do que clara pela escrita do autor que seu público de interesse realmente é o sexo oposto. Enfim, Querido John reúne com delicadeza e competência a clássica história de amor com elementos de “proibido” e “separação” com um belíssimo recorte de um relacionamento entre pai e filho, onde acompanhamos a descoberta de ambos como muito mais do que aquilo que um enxerga ao outro. Justamente este aspecto me despertou mais a atenção do que o romance em si, ao contrário do filme, em que a relação entre pai e filho é abordado, mas perde o impacto exercido na versão original. Sendo assim, recomendo tanto o livro quanto o filme, por que é certo que em cada uma dessas mídias o leitor/espectador absorverá referências distintas que soarão complementares ao final da experiência. Obviamente que nenhuma das obras são imperdíveis, mas têm seu valor e são competentes em suas finalidades: apresentar uma simples e bela história (histórias, para alguns) de amor.
…
Observação: Decidi não publicar a capa da edição brasileira no topo da postagem pois não concordo com a utilização da imagem do filme na edição literária, dentre outros motivos, pelo fato de que a caracterização física dos personagens são distintas nas duas versões, portanto soa estranho, por exemplo, visualizar a imagem de Savannah como uma garota loura de olhos claros na capa do livro (que na verdade é a imagem da atriz do filme) e ao ler o romance ser informado que na verdade a garota tem os cabelos negros e olhos escuros. No meu ponto de vista, uma confusão só. Em resumo, não são contra a livre adaptação cinematográfica, mas sim a decisão editorial de utilizar a imagem de versão em película no romance sem nem mesmo atentar a esse detalhe importantíssimo.
Proporções a parte, o canal norte-americano AMC parece que vai realmente se tornar competidor oficial da HBO como produtor de séries ecléticas com produções primorosas, visto que, apesar de contar com um ainda pequeno hall de programas, o canal já conta com pelo menos duas séries premiadas e reconhecidas pelo grande público, que são Mad Men e Breaking Bad, uma que virou mania desde o ano passado, The Walking Dead, além de uma elogiada nova série policial que estreou no começo do ano, intitulada The Killing, fechando o ciclo atual com esta até então bacaníssima Hell on Wheels.
Criação dos até então não muito conhecidos Joe e Tony Gayton (este último autor dos roteiros de filmes como A Sombra da Maldade, dirigido D.J. Caruso e Rápida Vingança, de George Tillman Jr.), Hell on Wheels trata-se de um faroeste classudo, ambientado pelos idos de 1850, durante o pós-Guerra de Secessão, libertação dos escravos afro-americanos e eferverscência da construção das ferrovias, sendo então esse trio de temas que ganham destaque no episodio piloto. Contudo, apesar de relevantes a construção da trama, o plot principal se apresenta através de outro aspecto consagrado dos faroestes e da história da humanidade, por assim dizer, a vingança. Esta vingança é procurada pelo ex-soldado confederado Cullen Bohannon (Anson Mount, ator não muito conhecido que já participou de diversas séries, como Dollhouse, Smallville e até mesmo Lost), que “caça” os responsáveis pela morte de sua esposa durante os eventos da guerra.
Possuidora de uma produção requintada, do figurino e locações à marcante trilha sonora (o tema original foi composto pelo vencedor do Oscar por O Segredo de Brokeback Mountain e Babel, Gustavo Santaolalla), bons atores (em sua maioria desconhecidos) e de uma edição dinâmica, Hell on Wheels parece ser uma das boas pedidas da temporada 2011, conquistando a audiência nesse episódio piloto (cerca de 4,4 milhões de pessoas assistiram ao episódio) e, se isto for comprovado pelos demais episódios, mais um grande acerto da AMC, resultando assim num degrau a mais rumo ao título de “tão competente quanto a HBO” na produção de séries. Recomendado.
*
Hell on Wheels é produzida pelo canal AMC e teve sua estréia no no último dia 6 de novembro e, por ironia do destino (ou não), será exibida no Brasil pela HBO, contudo sem data confirmada para tal.
Inimigos Públicos: o CEO da LexCorp, Lex Luthor, é eleito Presidente dos Estados Unidos durante uma crise econômica. Luthor se torna popular com a recuperação do país e consegue que vários super-heróis colaborem com ele: Capitão Átomo, Estelar, Katana, Raio Negro, Poderosa e Major Força. Contudo, Superman e Batman não confiam em Luthor.
O governo americano descobre que um grande meteoro de Kriptonita está em rota de colisão com a Terra. Luthor acha que consegue deter a ameaça sozinho e impede que outros heróis interfiram, mas Batman e Superman realizam seus próprios esforços para deterem a ameaça. Lex finge tentar um acordo com Superman, mas o herói acaba tendo que enfrentar o guarda-costas presidencial ciborgue chamado Metallo, que possui no lugar do coração uma pedra de Kriptonita. Depois de uma luta devastadora, Superman é salvo por Batman mas Metallo aparece morto e Lex acusa Superman de ser o assassino. Ele alega em público que a proximidade do meteoro estaria afetando o equilíbrio mental do herói. E logo a seguir estipula um prêmio de 1 bilhão de dólares para quem capturar o Superman e Batman, a quem Luthor acusa de ser o Parceiro de Crime do Homem de Aço.
Vários vilões tentam derrotar Superman e Batman, e depois os heróis que apoiam Luthor também buscam aprisionar a dupla (exceto Poderosa, que é a única da equipe do presidente que sabe da verdade e pretende ajudar a dupla). Porém, quando a tentativa de Luthor de parar o meteoro falha, várias pessoas começam a duvidar da capacidade do presidente. Para Batman e Superman só resta pedir ajuda ao Homem dos Brinquedos, que possui uma nave preparada para explodir o meteoro.
Apocalypse (2010): Quando uma nave cai na baía de Gotham, Batman e Superman descobrem uma kryptoniana com poderes iguais aos do campeão de Metrópolis, logo revelada como Kara, prima de Superman, que a acolhe para ensinar os costumes terrestres. É quando o vilão Darkseid, acreditando que descobriu um modo de derrotar Superman, rapta e domina a mente de Kara, usando-a em seusw propósitos. Depende agora de Batman e Superman salvar Kara, mas para isso, terão de encarar Darkseid dentro de seu mundo hostil, aonde desconhecidas e e teríveis ameaças espreitam emcada esquina, incluindo uma kriptoniana controlada mentalmente capaz de encarar o homem de aço de frente.
Em suma essas adpatações de dois arcos contínuos de histórias em quadrinhos são bacanas, pois além de manterem a essência das obras originais, num rompante de “ousadia” e competência conseguem, ao meu ver, tornar o enredo de ambas mais coesas e divertidas do que as obras matrizes. Enquanto o primeiro, Inimigos Públicos, tem seu roteiro a cargo de Stan Berkowitz, que consegue manter o nonsense da obra original e deixá-la compreensível para todos os públcios (leia-se aqueles que leram ou não a obra base em quadrinhos), além de quase toda a porradaria imposta no roteiro original de Jeph Loeb (Superman: As Quatro Estações, Batman: O Longo Dia das Bruxas). Já Apocalypse teve sua adaptção a cargo de Tab Murphy, que também mostra competência em seu trabalho, tendo apenas como falha a irregularidade no ritmo da história (junto ao montador da animação, óbvio), que soa monótona em alguns pontos. Entretanto, por possuir cerca de 11 minutos a mais em sua metragem em comparação a animação anterior, este é um ponto justificável.
Em suma, tanto Inimigos Públicos quanto Apocalypse são dois bons exemplares desse novo direcionamento da DC Universe Animated, apostando agora na adpatção de grandes (ou não) histórias dos quadrinhos em longas lançados diretamente em home-video (Blu-ray e DVD), visto que são cheios de ação e contam uma história que, apesar do grande potencial, não decepcionam ao focar quase que exclusivamente na “porradaria” e frases de efeito – não há como culpar o pessoal responsável pela animação, pois mantiveram essas histórias fiéis as obras originais. É importante ainda destacar que o trabalho da divisão de animação do catálogo de personagens da DC Comics (uma das maiores editoras norte-americana de histórias em quadrinhos) ainda continua a cargo de Bruce Timm, um dos cabeças por trás de grandes e premiadas séries de animação, como Batman – The Animated Series, Superman – The Animated Series, Justice League e Justice League Unlimited, dentre outras, além de todos os filmes em animação com a marca DC lançados durante este período, ou seja, expertise não falta a equipe criativa e de produção das animações DC. Enfim, essas animações, apesar de não serem excelentes, são divertidas e bem realizadas e as indico principalmente aos mais jovens entusiastas de histórias em quadrinhos ou fãs do Batman e/ou Superman.
Como último destaque, friso o trabalho da diretora de vozes das animações, a veterana Andrea Romano (desde o começo junto a Bruce Timm), que trouxe de volta aos papéis de Batman, Superman e Lex Luthor os mais clássicos dubladores dos mesmos, Kevin Conroy, Tim Daly e Clancy Brown, respectivamente, conferindo assim uma identidade maior a estas animações perante seu público de interesse, em particular seus fãs e entusiastas. Por fim, mas não menos importante, também destaco o excelente trabalho da edição de dublagem brasileira, a cargo da Cine Video (que está por trás da dublagem das animações DC desde a série de TV da Liga da Justiça), que também trouxe as vozes brasileiras dos personagens, com destaque as presenças de Guillherme Briggs, como Superman e Mário Seixas, como Batman, ambos mais uma vez realizando um excelente trabalho, com uma aura de carinho e amor a estes personagens. Confiram!
…
Tanto Superman/Batman: Inimigos Públicos, quanto Superman/Batman: Apocalypse já estão disponíveis em DVD no Brasil, sendo a edição da primeira a única dentre os lançamentos da Warner/DCU Animation disponível em versão dupla (ou seja, com dois discos, um com o filme, outro com material extra) no Brasil. Uma pena, pois Apocalypse saiu nos Estados Unidos também com dois discos, enquanto por aqui a edição é simples e com extras que não contemplam o próprio filme, já que apresentam documentários acerca de outros títulos lançados pela Warner/DCU Animation, o que não deixa de ser estranho.
:: Trailers ::
* Superman/Batman: Inimigos Públicos (2009)
Sem Legendas.
* Superman/Batman: Apocalypse (2010)
Sem Legendas.
I
1. Arte da HQ Inimigos Públicos (arte de Ed McGuinness). 2. Arte da HQ Apocalypse (arte de Michael Turner).