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:: Sinopse ::

Em seu 4º ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwards, Harry Potter (Daniel Radcliffe) é misteriosamente selecionado para participar do Torneio Tribruxo, uma competição internacional em que precisará enfrentar alunos mais velhos e experientes de Hogwards e também de outras escolas de magia. Além disso a aparição da marca negra de Voldemort (Ralph Fiennes) ao término da Copa do Mundo de Quadribol põe a comunidade de bruxos em pânico, já que sinaliza que o temido bruxo está prestes a retornar.

:: Impressões ::

Voltando a ter um filme da franquia exibido no final do ano, o quinto capítulo da saga, Harry Potter e o Cálice de Fogo, é continuação direta – tanto em estilo quanto narrativamente – dos acontecimentos do filme anterior. Agora sob o comando do veterano Mike Newell (o primeiro inglês a assumir um filme da franquia, que teve um norte-americano – Chris Columbus – e um mexicano – Alfonso Cuarón – como comandantes nos longas anteriores), diretor de filmes como Quatro Casamentos e um Funeral, Donnie BrascoO Amor nos Tempos do Cólera e posteriormente a esse Harry Potter a aventura Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo, o filme em sua essência é um misto bem executado dos três capítulos anteriores, visto que carrega o clima mais pesado e sombrio de O Prisioneiro de Azkaban com a magia e aventura de A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta. O torneio que tem como prêmio o cálice do título é o mote perfeito para apresentar novos personagens – dessa vez no âmbito internacional -, novas criaturas fantásticas – temos dragões e sereias, por exemplo -, além de lugares inóspitos. O filme também acerta por nos mostrar finalmente aspectos do vilão e de seus aseclas, fato este que nos capítulos anteriores não teve tanto destaque. Portanto, O Cálice de Fogo é o longa da franquia até então que estabelece Voldemort como vilão – inclusive é durante este filme que o mesmo “volta” à vida.

Repleto de efeitos-visuais de primeira (talvez o filme com mais efeitos da série até o momento), com um clima bacana, porém as vezes um tanto quanto corrido – fica a impressão de que Newell não ousou tanto quanto Cuarón no filme anterior, que limou aspectos contidos no livro que não fizeram falta (pelo menos para mim) na transposição em película, já Newell parece ter tentado fazer como Columbus e não conseguiu tudo que julgara importante no livro em pouco mais de 2 horas e meia -, sendo assim alguns momentos são demasiadamente truncados, enquanto outros parecem não ter tanta importância assim ao plot central – que seria o torneio, seguido do twist composto pela volta de Você-Sabe-Quem. Uma outra falha do longa (talvez devido ao problema comentado acima) reside no que se refere a passagem de tempo no filme, que não repete a simplicidade (e, por que não, genialidade) do filme anterior, e muito menos utiliza do método dos dois primeiros – que anunciava o Natal, por exemplo, como dica para que o ano letivo em Hogwarts estava em recesso -, resultando assim numa verdadeira confusão para sabermos quanto tempo levou para a realização do torneio – às vezes tem-se a impressão de que o mesmo ocorreu em apenas alguns dias. Mas e o resto ano? Fica a dúvida.

Tirando isso o filme é muito divertido, finalmente nos apresenta o tão temido Lorde Voldemort (com um Ralph Fiennes se divertindo bastante por trás da excelente maquiagem do personagem), que mata um personagem (Cedric Diggory, interpretado pelo hoje crepuscular Robert Pattinson, da saga Crepúsculo) que infelzimente não causa muita comoção, visto que o mesmo é tão superficialmente desenvolvido no filme que o impacto de sua morte é quase nulo (além da quase que total falta de carisma do intérprete). Brendan Gleeson, que interpreta o personagem Moody Olho Torto também está bem caracterizado, enquanto Michael Gambon continua praticando atos de loucuras e intimidação com sua visão diferenciado do bruxo Dumbledore. Por fim, realmente a aparição de Voldemort nos minutos finais é a grande cena do filme, junta a quase conclusão do longa, num clima de dor e desespero (deveria ter acabado neste clima), mas que apela para o desfecho esperançoso com a luz ao final.

Harry Potter e o Cálice de Fogo é um tão bom quanto o filme anterior, no que se refere ao fator entretenimento. No aspecto técnico, ganha no quesito de efeitos-visuais, maquiagem e figurino (fato óbvio devido a pontual evolução tecnológica com o passar dos anos), porém sua abordagem tem menos ousadia, o filme é – apesar dos fãs da série literária em sua maioria não concordarem – menos enxuto que o anterior e um tanto quanto confuso em alguns momentos (talvez devido a sua pressa e vontade de contar tudo). O mesmo também marca a entrada de um novo maestro na composição da trilha sonora, Patrick Doyle (britânico que compôs as trilhas de O Pagamento Final e Razão e Sensibilidade, dentre outros), além de ser o primeiro filme da franquia sem a presença dos co-produtores Chris Columbus e Mark Radcliffe (da 1402 Productions). Conclusão: Harry Potter e o Cálice de Fogo não seguiu o caminho que a saga vinha seguindo até entao, o de cada novo filme superar o anterior no conjunto da obra, contudo o mesmo consegue manter – com competência – o nível do capítulo anterior, marcando assim (talvez) o padrão que a série viria a ter nos próximos episódios, a começar pelo filme lançado dois anos depois, A Ordem da Fênix.

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Caso você não tenha visto minhas impressões sobre os filmes anteriores da franquia, acesse os links abaixo:

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e a Câmara Secreta

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

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:: Ficha Técnica ::

Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Brendan Gleeson, Julie Waters, David Tennant, Robert Pattinson, Jason Isaacs, Tom Felton, Timothy Spall, Ralph Fiennes e Warwick Davis.

Título original: Harry Potter and the Goblet of Fire

Gênero: Aventura

Duração: 157 min.

Ano de lançamento: 2005

Estúdio: Warner Bros. / Heyday Films

Direção: Mike Newell

Roteiro: Steven Kloves, baseado em livro de J.K. Rowling

Produção: David Heyman

Música: Patrick Doyle

Fotografia: Roger Pratt

Direção de arte: Mark Bartholomew, Alastair Bullock, Alan Gilmore, Neil Lamont e Gary Tomkins

Figurino: Jany Temime

Edição: Mick Audsley

Efeitos especiais: Animal Logic / Double Negative / Gentle Giant Studios Inc. / Industrial Light & Magic / Rising Sun Pictures / The Moving Picture Company / The Orphanage

:: Trailer ::

Legendado

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Histórico de Bilheteria (The-Numbers):

* Harry Potter and the Goblet of Fire

* Série de Filmes

– Posts sobre os filmes anteriores:

* Harry Potter e a Pedra Filosofal

* Harry Potter e a Câmara Secreta

* Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

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:: Sinopse ::

O 3º ano de ensino na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts se aproxima. Porém um grande perigo ronda a escola: o assassino Sirius Black (Gary Oldman) fugiu da prisão de Azkaban, considerada até então como à prova de fugas. Para proteger a escola são enviados os Dementadores, estranhos seres que sugam a energia vital de quem se aproxima deles, que tanto podem defender a escola como piorar ainda mais a situação.

:: Impressões ::

Eis então que chegou o momento de comentar acerca do anteriormente considerado por mim o melhor filme da franquia Harry Potter. E, após conferí-lo mais uma vez, posso afirmar que o mesmo continua muito bom, interessante, divertido, misterioso e competente, dando de certa forma um banho, no que se refere a técnica cinematográfica, aos filmes dirigidos por Chris Columbus. Primeiro filme da série a ser lançado no verão norte-americano (os demais foram lançados no mês de novembro, com aquele clima natalino por trás), devido a um atraso no cronograma original (portanto 2003 não teve filme do bruxinho nos cinemas, visto que o mesmo acabou empurrado para o meio do ano seguinte), competindo com os grandes filmes evento do ano (como Homem Aranha 2 e Shrek 2, por exemplo) e sob a batuta do mexicano Alfonso Cuarón (diretor de filmes distintos como A Princesinha, E Sua Mãe Também e Filhos da Esperança), Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban traz novo gás a franquia, dando início a uma abordagem mais séria ao universo dos bruxos, além de dinamizar o filme (este é o exemplar mais curto da série até então), além de limar o excesso de didatismo dos filmes anteriores (a passagem do tempo através da representação das mudanças de estações – quando o “astro” em cena é o salgueiro – é fantástica), resultando assim numa trama compacta e sem muitas firulas.

Além disso Cuarón traz uma boa dose de suspense e mistério ao universo de Hogwarts (é clara a diferença quando comparamos a cena em que Harry anda sozinho a noite pelos corredores de Hogwarts com o mapa do maroto numa quase total escuridão, se não fosse a pequena luz emitida por sua varinha, enquanto numa cena parecida em A Câmara Secreta, fica parecendo que os corredores de Hogwarts ficam iluminados 24 horas por dia), “enfeia” um pouco o universo dos bruxos – é comum aparecer gente desdentada, espinhenta, com cabelos desgrenhados e roupas surradas.  Realmente o filme marca uma ruptura em termos de abordagem e conceito em comparação aos dois longas anteriores, casando perfeitamente com o início da adolescência do trio de personagens principais (Harry, Rony e Hermione) e dos espectadores e fãs de série, que antes era formada em sua maioria por crianças e que no momento de lançamento do longa estariam mais ou menos com a idade desses protagonistas.

O Prisioneiro de Azkaban tem alguns nomes novos no seu casting, como David Thewlis (Linha do Tempo) como o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas (pois é, ninguém esperava que o saudoso, mas inútil professor Lockhart permaneceria no cargo, não é mesmo?), que mostra segurança e carisma num papel um tanto quanto dúbil (e que serve como uma luva como apoio à Harry Potter), Gary Oldman (O Livro de Eli) como o misterioso “assassino” Sirius Black, Emma Thompson (Simplesmente Amor) como a excêntrica, porém não muito marcante professora de advinhações, além é claro do veterano ator inglês Michael Gambon (O Informante) como Alvo Dumbledore, substituindo o saudoso Richard Harris, que veio a falecer pouco tempo após o fechamento do capítulo anterior. Falando em Gambon, o mesmo cria nuançes interpretativas distintas das executadas por Harris, formatando assim um Dumbledore mais enérgico, jovial e sério, porém com menos inocência e carisma, soando algumas até como um velho alucinado. Mérito ou demérito de Gambon? Prefiro acreditar na primeira afirmação, mesmo reconhecendo a importância do personagem concebido por Harris.

Visualmente o filme recebe também um upgrade, ganhando contornos mais escuros – muitos tons cinzas, muita chuva, pouco sol -, em comparação aos dois filmes anteriores, acentuando assim o momento de transição dos personagens, tanto como pessoas, quanto com relação as densas camadas da história que vão surgindo, em especial com relação ao passado de Harry, de seus pais e de Você-Sabe-Quem. Os efeitos-visuais, como não podia deixar de ser, crescem em qualidade a cada ano, sendo assim os efeitos apresentados no filme também melhoraram significativamente.

Por fim, O Prisioneiro de Azkaban continua a representar o ponto de partida para a saga de Harry Potter contra seu algoz Voldemort, tendo os capítulos anteriores como introdução para o épico que se inicia aqui e culminará no último longa da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II. Um grande passo para a saga, que a partir de então segui num caminho quase que totalmente diferente (e “melhor”), sem abandonar por completo as camadas de fantasia e aventura que fazem parte desse mágico universo concebido por J.K. Rowling. Uma pena que este foi o único trabalho de Cuarón como diretor de um capítulo da saga Harry Potter, contudo dois ótimos cineastas viriam a continuar seu trabalho com competência e afinco.

Amanhã publicarei meu olhar sobre o quarto filme da série, Harry Potter e o Cálice de Fogo.

Caso você não tenha visto minhas impressões sobre os filmes anteriores da franquia, Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, acesse os textos clicando respectivamente aqui e aqui.

Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Gary Oldman, Julie Waters, David Thewlis, Fiona Shaw, Richard Griffths, Emma Thompson, Tom Felton, Timothy Spall e Warwick Davis.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

Gênero: Aventura

Duração: 139 min.

Ano de lançamento: 2004

Site oficial: http://www.azkaban.com/

Estúdio: Warner Bros. / Heyday Films / 1492 Pictures

Direção: Alfonso Cuarón

Roteiro: Steven Kloves, baseado em livro de J.K. Rowling

Produção: David Heyman

Música: John Williams

Fotografia: Michael Seresin

Direção de arte: Alan Gilmore

Figurino: Jany Temime

Edição: William Kruzykowski e Steven Weisberg

Efeitos especiais: Double Negative / Industrial Light & Magic / Framestore CFC / Cinesite Ltd. / The Moving Picture Company

:: Trailer ::

Legendado

Dublado

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Histórico de Bilheteria (The-Numbers):

* Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

* Série de Filmes

– Posts sobre os filmes anteriores:

* Harry Potter e a Pedra Filosofal

* Harry Potter e a Câmara Secreta