Arquivo da categoria ‘Cinema em Casa’

São estas as recomendações para conferir no final de semana:

Os Garotos Estão de Volta (The Boys Are Back, 2009, ING/AUS). Direção: Scott Hicks (de Shine – Brilhante e Lembranças de um Verão). Com Clive Owen (Trama Internacional).

Inspirado numa história real (como o cartaz já anuncia), Os Garotos Estão de Volta é um drama sensível que aborda dois temas inseparáveis do ser-humano: a descoberta da paternidade (e com ela, o dever e a responsabilidade) e a redescoberta da infância (que poderá ser alcançada por alguns pais ao se verem em seus filhos, ou não – infelizmente essa última parece ser mais comum). Dirigido com competência por Scott Hicks, que parece se dar melhor conduzindo dramas sensíveis (seu último filme, a comédia Sem Reservas, é bacana, mas longe de filmes como este), Os Garotos Estão de Volta é um filme bonito, que conta com uma brilhante atuação do inglês Clive Owen, que transmite insegurança e amor apenas através de gestos e olhares e que, mesmo não tendo estilo panfletário, consegue nos indicar alguns pontos que precisam ser analisados e sentidos quando no relacionamento entre pais e filhos.

:: TRAILER (Legendado) ::

 

O Poder é a Lei (The Lincoln Lawyer, 2011, EUA). Direção: Brad Furman (de The Take). Com Matthew McConaughey (Tempo de Matar), Marisa Tomei (O Lutador), Ryan Phillippe (Stop Loss), Josh Lucas (Poseidon), William H. Macy (Jurassic Park III), John Leguizamo (Fim dos Tempos) e Michael Peña (As Torres Gêmeas).

Filme clássico de advogado/tribunal americano, mas que há alguns anos não surgia no mercado (provavelmente o último bom filme do gênero foi O Júri, de 2003), O Poder é a Lei é um entretenimento dinâmico e bastante eficiente em sua proposta, onde acompanhamos um advogado (McConauguey) um tanto quanto sem escrúpulos que decide defender um jovem rico (Phillippe) acusado de homicídio. Contudo, como todo bom thriller, o que estava claro na verdade era escuro e, a história vira de ponta cabeça. Brad Furman, em seu segundo trabalho por trás das câmeras, realiza um filme competente, que, a não ser pelo exagero do último ato do filme, consegue manter um bom nível, tanto no que se refere a história, quanto ao clime e as atuações (também, com um elenco desses, seria quase impossível não obter boas atuações). Destaque para o galã McCounaghey, que há tempos não entregava um papel realmente relevante – o mais próximo que o mesmo chegou disso fora nos filmes U-571 (de Jonnathan Mostow) e Nós Somos Marshall (de McG), contudo ainda longe de sua entrega em longas como Tempo de Matar (de Joel Schumacher) e Amistad (de Steven Spielberg), para a bela Tomei (que não aparece muito, mas continua linda mesmo após os 40), o contido Phillipe (o ex-galãzinho de filmes teen dos anos 1990, como Segundas Intenções e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado), além das pontas de H. Macy (que bigodão) e Peña, que está se acostumando a interpretar personagens chorosos em filmes. Por fim, O Poder é a Lei não é um filme inovador, mas consegue seguir as regras do gênero sem tratar o expectador como um idiota, portanto, consegue ser um bom filme apesar da falta de novidade.

:: TRAILER (Legendado) ::

Cinema em Casa: Centurião / Machete

Publicado: fevereiro 12, 2011 em Cinema, Cinema em Casa

:: Cinema em Casa :: Neste espaço estão comentadas algumas indicações de filmes que já estão disponíveis para venda e em locadoras para que se assistir no conforto do lar. Em média são indicados dois ou três títulos em cada postagem, que tem por objetivo ser bastante objetiva e dinâmica.

A seção oferece, além do texto, os trailers legendados (hospedados no YouTube) dos filmes.

Centurião (Centurion, 2010, ING). Direção: Neil Marshall (de Abismo do Medo). Com Michael Fassbender (Bastardos Inglórios), Dominic West (300) e Olga Kurylenko (Quantum of Solace).

Tá aí um filme que me surpreendeu bastante. E de forma positiva. Novo trabalho do roteirista e diretor inglês Neil Marshall, que apareceu no mundo do cinema com o Cult, porém pouco visto, Dog Soldiers, chamou a atenção das platéias (mais as de fora do que as brasileiras) com o “criativo” terror Abismo do Medo e decepcionou os críticos com o irregular Juízo Final. Sendo assim, eis que no ano de 2010 Marshall lançou um novo e, por que não, ousado projeto: um épico ambientado na época em que Roma era a potência militar do momento. Basicamente um filme de perseguição (regado a muitos corpos e sangue jorrando como água), Centurião apresenta uma caçada aos sobreviventes da 9ª legião de soldados romanos pelos “terríveis” pictos, povos “bárbaros” que habitavam a região em que os “heróicos” romanos invadiram e tentavam se estabelecer como proprietários.

Quando vi o trailer do filme pela primeira vez fiquei um tanto quanto decepcionado, já que o filme lembrava uma mistura entre o visual arrojado (único ponto positivo) do fraco Desbravadores (de Marcus Nispel, que lançará um outro filme do “gênero” ainda este ano, a nova adaptação cinematográfica de Conan, o Bárbaro), com a violência estilizada do épico 300 de Zack Snyder. Contudo, de uma forma em que transparecia uma produção pobre e pouco inventiva. Entretanto, após conferir as pouco mais de 1 hora e 40 minutos de projeção tudo o que posso dizer é: testosterona pura e, felizmente, muito bem dosada. O filme tem litros de sangue jorrando e corpos destroçados por cortes de espadas e flechas? Sim. O filme tem diálogos cheios de frases de efeito e dotados de contrapontos puramente maniqueístas (ou seja, quem é mal é mal, quem é herói é herói)? Com certeza. Contudo, quando o conjunto da obra, mesmo que repleta de clichês, é bem realizada e orquestrada por uma equipe competente e um por um excelente líder (neste caso, o diretor-roteirista Marshall) sempre queremos ver/ler ou rever/reler mais uma vez a história de sempre. E Centurião, com muita humildade, consegue este feito. Por fim, confesso que adoro quando um trailer não me agrada, mas o filme me surpreende. O efeito contrário é muito mais doloroso.

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Machete (2010, ING). Direção: Robert Rodriguez (de Sin City) e Ethan Maniquis. Com Danny Trejo (Era Uma Vez no México), Jessica Alba (Awake – A Vida Por um Fio), Steven Seagal (A Força em Alerta), Michelle Rodriguez (Avatar), Jeff Fahey (série Lost), Lindsay Lohan (Meninas Malvadas) e Robert De Niro (O Bom Pastor).

Eis que Robert Rodriguez cumpre a palavra e lança o filme de Machete, que havia sido apresentado pela primeira vez através de um “falso” trailer durante a projeção do projeto cinematográfico Grindhouse (composto pelos filmes À Prova de Morte, de Quentin Tarantino e Planeta Terror, de Rodriguez). E, após quase 2 horas de projeção, o que se vê é nada mais nada menos do que todas as características que permeiam as obras “adultas” do inventivo diretor, portanto, um visual pra lá de carregado, personagens icônicos, “mexicanismo” a toda, além de seqüências de ação e diálogos surreais. O grande destaque do longa, além do inusitado protagonista, é a incrível escalação do elenco. De personalidades B tais quais Steven Seagal e Jeff Fahey até cobras do porte de Robert De Niro, todos parecem estar completamente a vontade em seus papéis, se divertindo como nunca e reconhecendo a força que o filme de Rodriguez traz através do seu maior potencial: a diversão imediata. Talvez o filme pudesse ser apresentado em um pouco menos de tempo, já que em alguns momentos o longa pode tornar-se enfadonho. Contudo, Machete é uma obra simples e, por que não, uma ode aos filmes B. Marca esta que Rodriguez nunca escondeu e que, por sinal, cada vez mais demonstra querer seguir este caminho.

Obs.: Pra você que acha que o filme não tem nenhuma idéia “séria”, observe o subtexto nada sutil sobre a imigração ilegal de latinos (em especial de mexicanos). Hilário!

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Como, apesar de hoje ser véspera de natal, não existe nenhum lançamento que enfatize o tema sou “obrigado” a indicar obras que não tem nada a ver com o espírito natalino. Entretanto, apesar do enfoque oposto, são filmes excelentes, ambos lançados diretamente em DVD por aqui. Portanto, vale a pena conferir, nem que seja apenas no domingo pós festividades natalinas. Boa leitura e bons filmes!

Enigmas de um Crime (Oxford Murders, 2008, ESP/ING). Direção: Alex De La Iglesia (de O Dia da Besta). Com Elijah Wood (O Senhor dos Anéis), John Hurt (Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal) e Leonor Watling (Paris, Te Amo).

Se você procura um filme que seja, ao mesmo tempo, divertido e envolvente, porém com uma trama bem desenvolvida e possivelmente inteligente (que não duvida da capacidade do espectador em encarar algo não tão linear), Enigmas de um Crime é o filme. Possuidor de um clima bem inglês (frio, monocromático, tenso, enigmático – fazendo jus ao título brasileiro), este longa, lançado diretamente em DVD no Brasil, é uma excelente surpresa entre tantas porcarias lançadas por aqui e narra o envolvimento de três diferentes pessoas (um estudante universitário, um gênio da matemática e uma enfermeira) na resolução de estranhos assassinatos, onde, como todo bom filme de mistério, cada um parece estar envolvido em algum momento da projeção, até “descobrirmos” na resolução final que nada na verdade é o que parecia no início do filme. Ou não… Mais um excelente pequeno filme descoberto e que, com toda a certeza, merece figurar no Top 10 do ano (apesar do seu lançamento original ter-se dado no ano de 2008).

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Um Caminho de Luz (Camino, 2008, ESP). Direção: Javier Fesser. Com Nerea Camacho, Carme Elías, Mariano Venancio e Manuela Vellés.

Grande vencedor do Goya de 2008 (maior premiação cinematográfica da Espanha, uma espécie de Oscar do país), Camino (o título nacional Um Caminho de Luz simplifica demais a abrangência da obra), filme baseado numa história real, conta a “saga” da menina Camino, criada num lar totalmente baseado nos preceitos mais ortodoxos do catolicismo e sua cruzada contra um câncer terminal. Apesar da doença ser um dos pontos principais da trama, é o contexto de discussão colocado na película, em especial a dos limites entre o extremismo e a fé e o quanto a religião pode influenciar e até mesmo impedir que um indivíduo (neste caso, a menina Camino) possa ter não apenas uma chance de vida, mas sim uma chance de viver sua vida até quando puder. Camino é um belíssimo filme, com uma narrativa simples, porém dotato de uma complexidade ímpar, nunca tratando com parcialidade tanto os que vêem no catolicismo a verdadeira salvação, quanto naqueles que acreditam que o que deve sempre ser seguido é o bom senso. Não conferi os outros indicados ao Goya no ano de 2008, porém, a julgar pelo conteúdo desta obra, com certeza a premiação da mesma não foi de forma alguma injusta. Um filme emocionante e que procova boas reflexões, que ensina e entretém. Uma raridade na atualidade.

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Hoje recomendarei dois bons filmes de gêneros diferentes, mas que guardam similaridades entre si. Enquanto A Epidemia é um filme de horror sobre uma epidemia que transforma os seres humanos em zumbis, Os Coletores é uma ficção-científica pesada, com contornos negativos acerca de um futuro próximo da humanidade onde a tecnologia avança positivamente (pode-se realizar transplantes de praticamente todos os órgãos com risco de morte praticamente zero), contudo com a ganância da mesma exponencialmente maior (se é que isso é possível). Contudo, ambos os filmes carregam consigo dois pontos importantes. Primeiro, apesar dos contornos fantásticos, apresentam ideias que têm como foco o ser humano e o questionamento de seus atos e decisões, colocando assim as pessoas em situações limite para mostrar as possibilidades dos mesmos perante estas situações. Portanto, não deixa de ser uma forma de estudo (idealizada, sim, contudo não deixa de ser interessante). O segundo ponto é que os dois filmes foram lançados diretamente em DVD/Blu-Ray no Brasil (coincidentemente pela mesma distribuidora, a Imagem Filmes), certamente devido a não tão boa arrecadação nas bilheterias lá fora (principalmente Os Coletores, que também arrematou péssimas críticas – aspecto este com que não concordo, senão não estaria indicando o filme aqui). No entanto, apesar de não terem sido lançados antes nos cinemas, isto não muda a qualidade dos longas. Sendo assim, sinceramente espero que após a leitura dos comentários acerca deles vocês dêem uma oportunidade e os confiram. No mais, boa leitura!

A Epidemia (The Crazies, 2010, EUA). Direção: Breck Eisner (de Sahara). Com Tymothy Olyphant (A Trilha), Radha Mitchell (Silent Hill) e Joe Anderson.

Seguindo a recente onda de produções “zumbifestadas”, que chegou ao ápice após o lançamento do filme Zumbilânidia ano passado e da estréia da série The Walking Dead este ano, este The Crazies é, a exemplo de Madruagada dos Mortos (Dawn of the Dead), de Zack Snyder, mais um remake de um filme do veterano (e precursor do gênero) George A. Romero. Dirigido por Breck Eisner, The Crazies é um filme tenso e envolvente, que mostra sob o ponto de vista um casal (Olyphant e Mitchell), um xerife e uma médica, respectivamente, a “ascensão” de uma misteriosa doença que contamina quase todos os habitantes, que passam a se comportar de forma estranha e a matar aqueles que ainda não foram contaminados. A premissa não é original, contudo a forma com que o filme é desenvolvido é interessante, já que, a exemplo da série The Walking Dead, o que foco de Eisner está no drama dos personagens, no relacionamento entre eles e no misto de sentimentos de esperança e claustrofobia. Bem realizado, tenso, direto e bem elaborado, The Crazies não fez feio a obra original (que ainda não conferi) nem aos títulos clássicos do gênero, estando ao lado dos grandes filmes do gênero que surgiram nesta década, como Todo Mundo Quase Morto e os já citados Madrugada dos Mortos e Zumbilândia.

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Os Coletores (Repo Men, 2010, EUA). Direção: Miguel Sapochnik. Com Jude Law (Closer – Perto Demais), Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia), Alice Braga (Predadores) e Liev Schreiber (Salt).

Mais uma ficção-científica com um péssimo prognóstico para o futuro da humanidade. Desta vez o foco está na indústria de órgãos para venda (pessoas que necessitam de transplante de órgãos – de pele à coração – podem pagar pelo serviço), que é mostrada no filme como um negócio extremamente lucrativa, porém com um adendo: aqueles que atrasam o pagamento têm o órgão “comprado” retirado imediatamente pelos intitulados coletores. O enredo do filme nada mais é do que o velho mote da mudança de perspectiva que o ser humano vive dependendo das circunstâncias vividas: no caso do filme, o personagem de Jude Law possuía uma linha de pensamento quando coletor, contudo, após um acidente e a conseqüente adoção de um coração (leia-se, compra), o mesmo vê-se sem saída já que não consegue arcar com o pagamento e, dessa forma, sente na pele o que as pessoas que ele “caçava” anteriormente sentiam. Os Coletores apontam uma discussão deveras interessante, contudo talvez devido à pouca experiência do diretor Miguel Sapochnik o filme soa desequilibrado em alguns momentos, mas isso não chega a macular o filme como um todo que, ao lado da interessante discussão, apresenta bons momentos de ação (no geral extremamente violentos) e consegue entreter o expectador ao mesmo tempo que sugere alguns importantes questionamentos de ordem moral e ética. Com uma linguagem visual que lembra bastante filmes recentes de ficção-científica como Eu, Robô, de Alex Proyas (a arquitetura da cidade é muito parecida, sem bem que parece mais desgastada e sombria em Repo Men) e Filhos da Experança, de Alfonso Cuarón (a direção de arte desgastada e suja da cidade) – talvez o melhor filme do gênero dos últimos 10 anos – , Os Coletores é uma obra interessante (não é perfeita, mas é muito provocativa) e merece ser vista, mesmo tendo sido lançada por aqui diretamente em DVD (infelizmente a mesma foi um fracasso nas bilheterias estrangeiras).

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Hoje estão em destaque filmes de ação. Bon apetit!

Dupla Implacável (From Paris with Love, 2009, FRA/EUA). Direção: Pierre Morrel (de Busca Implacável). Com John Travolta (Assalto ao Trem 123), Jonathan Rhys-Myers (Match Point) e Kasia Smutniak .

Após o descartável Busca Implacável (Taken), o diretor francês Pierre Morrel (Carga Explosiva)comanda mais uma vez uma película de ação descerebrada. Só que, sob a batuta do veterano Luc Besson (que, além de produzir, escreveu o argumento deste filme), Dupla Implacável (tosca adaptação do título original From Paris with Love, que insiste em fazer alusão ao filme anterior de Morrel, o já citado Busca Implacável) possui mais méritos do que o filme citado anteriormente. Tendo como “cabeças” a dupla formada por John Travolta (apesar de acima do peso, divertindo-se a beça no papel do policial descontrolado) e Jonathan Rhys-Myers (contido como todo inglês, mas convincente), eles terão que destruir uma célula terrorista em Paris, ao mesmo tempo em que se conhecem. Apesar de não possuir uma trama muito original, este longa diverte (principalmente se você desligar parte do seu cérebro) e tem como grande mérito as bem coreografadas e criativas cenas de ação. Sendo assim, este é mais um bom exemplar das produções descartáveis de Luc Besson.

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Esquadrão Classe A (The A-Team, 2010, EUA). Direção: Joe Carnahan (de Narc). Com Liam Neeson (O Preço da Traição), Bradley Cooper (Se Beber, Não Case), Sharlto Copley (Distrito 9), Quintom “The Rampage” Jackson, Patrick Wilson (Watchmen – O Filme) e Jessica Biel (A Volta dos Bravos).

Esta  adaptação da famoso série de TV dos anos 1980 é fantástica. Bastante dinâmica e surpreendentemente divertida (até para quem não acompanhou a série, como eu), Esquadrão Classe A é um verdadeiro recorte de exageros, repleto de humor e ironia. A união de um grupo de ex-militares após serem falsamente incriminados (e escaparem da prisão) e sua jornada para limparem seus nomes é o mote deste longa, que mistura exageradas seqüencias de ação (vide a cena em que um tanque cai de um avião e o mesmo é utilizado como arma durante a queda) a outras de comédia pura (a grande maioria a cargo do sul-africano Sharlto Copley, que obteve notoriedade após o sucesso do filme Distrito 9). Quanto a trama em si, quem se importa. Compre a idéia e se divirta a beça com esse “grandioso” filme.

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Encontro Explosivo (Knight and Day, 2010, EUA). Direção: James Mangold (de Os Indomáveis). Com Tom Cruise (Operação Valkíria), Cameron Diaz (Uma Prova de Amor), Paul Dano (Sangue Negro) e Peter Saarsgard (A Órfã).

Eis que o astro Tom Cruise está de volta com mais um filme de ação. Bem, não todo de ação. Este Encontro Explosivo segue a cartilha de filmes como True Lies (de James Cameron) e Sr. e Sra. Smith (de Doug Liman), que apostam na “dupla” formada por um agente e uma mulher sem treinamento (no caso de Smith, dois agentes) e as inusitadas conseqüências de sua união. Apesar de não superar outros filmes de Cruise (como os da série Missão: Impossível, por exemplo), este Encontro Explisivo é bastante dinâmica e possui algumas boas cenas de ação, porém o foco reside no relacionamento conturbado e, por que não replicar, explosivo entre o agente vivido por Cruise e a cidadã comum numa jornada nada esperada vivida por Diaz. O casal tem boa química em tela e seguram todo o filme que, apesar de ter como mote as cenas de ação, ganha mais no retrato do relacionamento do casal de protagonistas e nas gags, principalmente as dos primeiros 30 minutos do longa, que apresenta os momentos mais divertidos de toda a projeção.

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Olá pessoal! Confiram abaixo as minhas dicas de filmes para alugar este final de semana.

Predadores (Predators, 2010, EUA). Direção: Nimrod Antal (de Temos Vagas). Com Adrien Brody (de O Pianista), Alice Braga (de Cidade de Deus), Topher Grace ( de Homem Aranha 3), Danny Trejo (de Machete) e Laurence Fishburne (de Assalto ao 13º Distrito).

Bastante massacrado pela crítica e razoavelmente visto pelo público, este Predadores não é um excelente filme, entretanto é bastante divertido, já que aposta naquilo que funcionou no original (originalmente lançado em 1986, encabeçado por Arnold Schwarzenegger): homens altamente treinados enfrentando uma (neste filme, mais de uma) criatura alienígena dotada de estratégias de guerra. Tendo um elenco bastante eclético, encabeçado por nomes como Adrien Brody, Alice Braga, Topher Grace, Danny Trejo e contendo uma infame participação de Laurence Fishburne (que praticamente não fez nada desde a trilogia Matrix), como um louco (ótima descrição, não). Não vou aqui me debruçar sobre o plot do filme, mas acho que vale a pena conferi-lo. Predarores tem como produtor e maior entusiasta o cineasta Robert Rodriguez (de Sin City e A Balada do Pistoleiro), que carregava a primeira versão do roteiro deste filme desde meados dos anos 1990 e, apesar do trabalho razoável apresentado pelo diretor deste Predarores (Nimrod Antal, de Assalto ao Carro Blindado – um bom filme, por sinal), fica aquele gostinho de “seria melhor se o Rodriguez tivesse dirigido”. No entanto, o filme é bem divertido e bastante desprentencioso, sendo assim, loque-o, coloque-o no seu aparelho de DVD e/ou Blu-Ray e aprecie este produto naquele sábado a noite, regado a muita pipoca e refrigerante bem gelado.

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Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock, 2008, EUA). Direção: Ang Lee (de O Segredo de Brokeback Mountain). Com Henry Goodman, Imelda Staunton (de Harry Potter e a Ordem da Fênix), Eugene Levy (de American Pie), Jeffrey Dean Morgan (de Watchmen – O Filme), Paul Dano (de Pequena Miss Sunshine) e Emile Hirsch (de Speed Racer).

Este longa apresenta uma retrospectiva leve e dinâmica sobre como foi realizado o clássico festival de música de Woodstock, durante o ápice do movimento hippie e das discussões acerca da guerra no Vietnã. Dirigido pelo conceituado Ang Lee e encabeçado por jovens atores (até então desconhecidos do grande público, à exceção de Emile Hirch, um rosto já presente nas telas, vide filmes como Speed Racer, Na Natureza Selvagem e Um Show de Vizinha, por exemplo – contudo este tem um papel muito pequeno neste filme de Lee), Aconteceu em Woodstock enfoca não no festival e na música, mas sim nas pessoas por trás do mesmo e nos relacionamentos advindos e concebidos através deste. O filme pode desagradar aqueles que procuram um direcionamento ligado aos artistas que compareceram a esse evento histórico, contudo ainda acho válido conferir este mais recente trabalho do diretor Ang Lee, que mais uma vez nos apresenta um trabalho bastante sensível e perspicaz, que registra uma época conturbada e importante da nossa história moderna. Com certeza não é o melhor trabalho de Ang Lee, contudo até hoje este não nos mostrou um trabalho medíocre, portanto quem conferir este filme com toda a certeza não se arrependerá.

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Quincas Berro D’água (2010, BRA). Direção: Sérgio Machado (de Cidade Baixa). Com Paulo José (de Benjamin), Irandhir Santos (de Tropa de Elite 2), Luís Miranda, Frank Menezes, Mariana Ximenes (de A Máquina) e Vladimir Brichta (de A Mulher Invisível).

Eis aqui mais um bom lançamento do cinema nacional. Seguindo aquela cartilha mais que conhecida da comédia brasileira, este Quincas Berro D’água apresenta uma dinâmica semelhante as das comédias de Guel Arraes (O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro, por exemplo), com uma ligeira “pegada” televisiva (ou seria “Global”?), mas sem jamais passar do ponto e agredir as técnicas cinematográficas que devem estar presente num produto formatado para este meio. Mas, deixando de devaneios, Quincas Berro D’água é uma boa adaptação (apesar de não ter lido o livro) da obra do escritor baiano Jorge Amado, que diverte sem ser apelativo (tirando uma sequencia em que o excesso de flatulência pode incomodar), mostrando um painel estilizado, porém bastante “acreditável”, que procura homenagear tanto os tipos locais concebidos por Amado, quanto a arquitetura de Salvador, que ganha vida própria através do olhar delicado do diretor (também baiano) Sérgio Machado. Nos extras contidos no dvd do filme Machado revela ser um entusiasta de Amado como autor e, a julgar pelo trabalho feito pelo mesmo, o comprova de maneira espontânea e sincera. Este não é um excelente filme mas, com tantas porcarias abastecendo as prateleiras das locadoras, Quincas é uma boa pedida para um programa bem leve, quem sabe após aquela macarronada de domingo, com toda a família reunida na frente da tv, fazendo a digestão enquanto confere a desventura do morto mais vivo da literatura (e agora, do cinema) brasileira. Destado, além da boa adaptação e da direção segura de Machado, as boas atuações de Paulo José (veterano ator que não precisa de nenhuma apresentação), Irandhir Santos (visto recentemente como o deputado Fraga no excelente Tropa de Elite 2) e Vladimir Brichta (que parece estar se acostumando com a representação de personagens “submissos”, porém muito engraçados), além da pontuais presenças das “globais” Marieta Severo (a eterne Nenê da sitcom A Grande Família) e Mariana Ximenes (linda como sempre). Por fim, uma boa diversão para aquele domingão com a família.

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Após um tempinho sem atualizar esta coluna, volto aqui com mais três dicas de filmes para alugar e curtir no aconchego do lar. E, desta vez, venho confirmar que esta coluna será publicado no blog semanalmente às sextas-feiras, trazendo sempre algumas boas pedidas de filmes disponíveis nas locadoras, para um bom divertimento sem sair de casa. Sem mais delongas, eis abaixo as minhas dicas para este final de semana:

Uma Noite Fora de Série (Date Night, 2010, EUA). Direção: Shawn Levy (de Uma Noite no Museu). Com Steve Carrell (de O Virgem de 40 Anos), Tina Fey (egressa do show de humor americano Saturday Night Live), Mark Wahlberg (de O Atirador), Taraji P. Henson (de O Curioso Caso de Benjamin Button) e James Franco (de Homem-Aranha).

Se você procura um filme escapista que te proporcione uma diversão leve, este Uma Noite Fora de Série é uma boa indicação. Estrelado por Steve Carrel e Tina Fey , o longa mostra um casal que literalmente “entra em altas confusões” (citando a clássica chamada da Sessão da Tarde, da rede plim-plim) após uma tentativa de apimentar sua já rotineira relação pessoal e, para isso, decidem sair para jantar (daí o título original, Date Night, que numa tradução rasteira seria A Noite do Encontro ou Noite do Jantar, talvez). Contudo, o restaurante escolhido por eles é altamente procurado e, como não haviam feito reserva para o mesmo, ficam a ver navios no bar do mesmo. No entanto, decidem aproveitar uma oportunidade literalmente não-ética: alguém chama por uma determinada pessoa que havia reservado uma mesa. Como ninguém atende ao chamado, o casal Carrel/Fey prontamente se apresenta esta pessoa que reservou a mesa. Só que, durante o jantar deles, dois homens chegam e intimam o casal, perguntando se eles são o senhor e a senhora X. Como ambos confirmam, eles os “convidam” a se retirar do local. Já fora do local, os caras intimam o casal a entregar algo que nenhum deles possui (já que não são o casal verdadeiro). Eles tentam explicar isto, contudo os caras não acreditam. A partir daí Carrel e Fey tentam arrumar uma maneira de sair desta situação e, desta forma, começam suas “altas confusões”.

Noite do Jantar (digo, Uma Noite Fora de Série – versões brasileiras, shame on you) não é um filme extremamente engraçado, contudo é bastante divertido por que, se não possui ótimas gags e piadas, consegue ser eficiente (apesar dos clichês) no quesito de aventura (os personagens principais não ficam mais de 5 minutos num local, tornando esta comédia praticamente um foot movie – alusão a roadie movie, contudo, como os personagens praticamente só andam a pé, fiz esta ligeira adaptação) e mostra-se um filme bastante movimentado, com uma excelente química entre Steve Carrel e Tina Fey, além de uma impagável e sem noção interpretação (talvez eu seja um dos poucos que acham que ele sabe atuar) de Mark Wahlberg, que faz aqui uma ponta muito bacana. Sem muito mais a dizer (o filme é tão raso quanto um pires), fica aqui a dica de uma diversão efêmera e superficial, porém, divertida (ser redundante às vezes também é divertido).

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Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010, EUA). Direção: Joe Favreau (de Zathura). Com Robert Downey Jr. (de Sherlock Holmes), Gwyneth Paltrow (de A Prova), Don Cheadle (de Crash – No Limite), Sam Rockwell (de Choke – No Sufoco), Scarlett Johanson (de Vicky Cristina Barcelona), Mickey Rourke (de Killshot – Tiro Certo) e Samuel L. Jackson (de Ameaça Terrorista).

Seqüência mais que bem vinda do sucesso de 2008, Homem de Ferro 2 possui o raro equilíbrio de um bom filme que segue diretamente de onde o antecessor parou. Investindo pesado em novos (e ótimos) personagens coadjuvantes, com destaque para o cínico empresário e rival do herói, Justin Hammer (interpretado pelo versátil e talentoso Sam Rockwell) e a misteriosa assistente do mesmo, Natalie (literalmente encorporada pela beldade Scarlett Johanson). O longa também conta com as boas presenças de Mickey Rourke (vencedor do Globo de Ouro por O Lutador), como o antagonista do herói, o Whiplash, Don Cheadle, substituindo o ator Terrence Howard como o braço direito do Homem de Ferro, além, é claro, do bastante a vontade e com total domínio de cena Robert Downey Jr., que domina o espectador do começo ao fim da projeção, seja com os trejeitos e frases marcantes de seu Tony Stark, seja metralhando Whiplash como Homem de Ferro. Para mais informações sobre o longa (detalhes sobre a trama e conceitos técnicos) recomendo uma visita ao meu blog de cinema, neste link, onde comento mais acerca desta ótima seqüência. Um filme tão bom e tão divertido quanto o original.

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O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010, EUA). Direção: M. Night Shyamalan. Com Noah Ringer, Dev Patel (de Quem Quer Ser um Milionário), Jackson Rathbone (de Crepúsculo), Nicola Peltz e Cliff Curtis (de Duro de Matar 4.0).

Nunca dei muita bola para a animação Avatar (não o de James Cameron, mas sim a animação da Nickelodean), fonte de origem desta adaptação cinematográfica, apresentada como O Último Mestre do Ar. E, quando vi o primeiro da trailer da produção também não fiquei muito empolgado. Lembrava um pouco o filme Tróia, de 2004, principalmente pela cena final do trailer, que mostrava uma imensa esquadra de navios de guerra prontos para a atacar uma ilha. Contudo, apesar da baixa expectativa, decidi conferir o longa. O resultado? Um tanto quanto frustrante. O Último Mestre do Ar não é um filme ruim, no entanto parece um pouco apressado e, para marinheiros de primeira viagem como eu, que não estão familiarizados com o universo dos personagens, tudo fica um tanto quanto confuso. O filme possui ótimos efeitos-especiais, boas seqüência de luta (as coreografias são bem elaboradas, mas nada de espetacular ou inovador) e com uma ótima direção de arte e fotografia. Ou seja, o filme destaca-se mais nos quesitos técnicos do que nos de narrativa e atuação. Eis então o problema maior do mesmo já que, com a abundante tecnologia disponível hoje, fica difícil engolir um filme que possui apenas visual e um conteúdo pouco desenvolvido. O maior problema do filme é a falta de equilíbrio. Entretanto, afirmo que o filme é indicado e merece ser visto, pois possui bons momentos e, no geral, diverte. Mesmo que seja pela sua beleza estética e não pelo seu conteúdo e mensagem. Por fim, a grande contribuição de O Último Mestre do Ar para mim foi incitar minha curiosidade para conferir a animação original na qual o filme se baseia e, já tendo conferido toda a primeira temporada da mesma, que é apresentada neste filme, percebi que esta é sim um ótimo produto, muito mais complexo e bem desenvolvido do que seu filho cinematográfico.

Obs.: Este filme foi adaptado e dirigido por M. Night Shyamalan, realizador de O Sexto-Sentido, Sinais e A Vila, dentre outros. Cineasta este que admiro bastante. Contudo, desde seu filme anterior, o dispensável Fim dos Tempos (The Happening, algo como O Acontecimento – realmente este filme é um acontecimento) fiquei atento as produções subsequentes do cineasta indiano. E, infelizmente, com esta adaptação da animação Avatar, Shyamalan ainda não consegui sair do vermelho.

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