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:: Sinopse ::

Em Nova York, uma médica residente (Claire Forlani) conhece por acaso um recém-chegado na cidade (Brad Pitt). Eles se sentem atraídos, mas logo após se despedirem ele morre em um acidente. Em seguida, a própria Morte decide por utilizar o corpo desta vítima e vai falar com um magnata da mídia (Anthony Hopkins), dizendo que está ali para levá-lo mas, como pretende conhecer os hábitos dos humanos, propõe retardar esta partida se o milionário tornar esta “férias” interessantes e instrutivas. Ironicamente, a filha do magnata a jovem médica que tinha se sentido atraída por um desconhecido no início da história. Seria impossível para ela imaginar que estava diante da Morte, que apenas utilizava naquele momento aquele corpo como invólucro, mas outra coisa inimaginável também acontece: a Morte se apaixona pela filha do milionário.

:: Impressões ::

Assisti a Encontro Marcado pela primeira vez ainda garoto. E, junto a outros títulos como Forrest Gump, Lendas da Paixão (que espero comentar acerca em breve) e Coração Valente, me marcaram profundamente. Estava naquele período de transição entre a infância e a adolescência, e devo admitir que filmes dramáticos, mas possuidores de um certo romantismo, me fascinavam bastante. Hoje, cerca de 15 anos após o lançamento do mesmo, decidi revê-lo com olhos possuidores de uma maturidade mais acabada. E, não é que, mesmo após tanto tempo e apesar daquele sentimento de inocencia  já não me pertencer mais, Encontro Marcado consegue me envolver, me chamar a atenção, emocionar e abrir um largo sorriso no rosto. Sendo assim, destacarei alguns pontos que fazem este filme ser, no meu ponto de vista, um clássico do cinema moderno, através de sua narrativa até certo ponto simples, destacando um cenário onde o que importa são os dramas pessoas de uma família e o onde o amor se encaixa neste cenário.

Contando em seu elenco com um Brad Pitt (Bastardos Inglórios) no auge de sua juventude, mas já mostrando ser um ator talentoso, que não teme em nenhum momento a presença do sempre arrasador Anthony Hopkins (Thor) – por sinal, ambos repetem a dobradinho do filme Lendas da Paixão, de 1993 -, além de contar com a beleza e delicadeza da até então desconhecida atriz Claire Forlani. Um elenco reduzido, mas de grande qualidade que consegue fazer com que as três horas de duração do filme passem como duas.

O início do filme sugere um tom sobrenatural, com o personagem de Hopkins, o empresário Bill Parrish, ouvindo uma voz dizendo “sim” em sua mente. Logo após somos apresentados a sua rotina diária, onde o grande evento é seu aniversário de 65 anos. Conhecemos a partir daí o núcleo que forma sua família e seus negócios. Mas o que é destacado logo de cara aparece na sentença que o patriarca Parrish fala uma de suas filhas: “terminar a longa jornada sem ter amado seria como não ter vivido”. E, apesar de não ter apresentado sequer 10 minutos de projeção, este será o mote certeira de toda a trama, apesar de diversos outros pontos ajudarem também a movê-la. O mote do filme é velho conhecido por todos, mas muitas vezes relegado devido a outras “prioridades” surgidas na vida: siga seu coração, não importa o que ele diga, pense ou sinta.

Voltando ao filme, temos o encontro da filha (Forlani) com o simpático personagem de Brad Pitt, numa sequencia de diálogos sinceros e um tanto quanto “romanceados” demais, mas que funcionam de maneira perfeita para a impactante, porém necessária resolução do encontro pouco depois. Em seguida, a voz se revela como a Morte, que decide passar um “tempo” na terra e para isso coopta  Parrish como seu guia e, enquanto este exerce tal função, ganha este “tempo” a mais de vida. As situações advindas do relacionamento entre Joe Black (a Morte), Bill Parrish e Susan Parrish (Forlani) são o mote do filme, onde a partir daí vivenciamos, junto ao trio, a descoberta e, por que não, redescoberta de diversos sentimentos, medos, atitudes e sonhos, compondo assim uma ode à vida.

Dirigido pelo premiado diretor Martin Brest (Perfume de Mulher), Encontro Marcado é um drama sensível, que apresenta lições de vida através da discussão de temas irretocáveis da realidade humana, como o amor, a amizade, a família, a vida em si e, não menos importante, a morte. Estes temas são apresentados tanto de forma direta quanto através de alegorias, tendo como fonte maior o surgimento e a manutenção do sentimento que calca toda a trajetória da humanidade: o amor.

O existencialismo pontuado no filme concentra-se nestes três pontos: o medo da morte, a compreensão do amor como caminho para uma vida plena e a descoberta das pequenas coisas que permeiam a vida, mas que de tão corriqueiras passam despercibidas por todos nós (pequenas ações ou detalhes que nos mostram dia após dia como mágico e belo é o simples viver, do ar que respiramos, do sol que nos aquece à noite que nos adormece). Falando assim parece que este filme é um festival de pieguices, contudo o mesmo transmite tais mensagens de forma tão sutil e inocente que acaba externando positividade e não pieguice. Estes valores tão em falta nos nossos dias, apesar de inocentes, não soam falsos nem deslocados em Encontro Marcado.

Resumindo, é um filme que possui o raro poder de emocionar de forma sincera e nos deixar um sentimento esperança no porvir, no que podemos alcançar – não importa o objetivo, foco, meta – no futuro. Ele pontua alguns dos pensamentos conflitantes que nos movem: e se não fosse de tal forma? E se tivesse ou não agido diante de tal situação? Por que me preocupar ou não me preocupar co algo? Confiar plenamente ou não em uma pessoa? Se entregar ou não ao amor, não importa qual ou como seja esse amor. Angústias inerentes ao ser-humano que contextualizam toda a trama de Encontro Marcado, de forma conjunta a trama e nunca de maneira gratuita. A (re)descoberta da vontade de viver plenamente é o mote central do filme.

São tantos os pontos que podem ser discutidos neste filme que, se fossem expostos, talvez reduzissem o ponto fundamental do mesmo: o se entregar, aproveitar a vida, sonhar, viver de forma plena etc. Sendo assim, para apreciar Encontro Marcado por completo o espectador deve começar esquecendo dos problemas que assolam o mundo e aproveitar a jornada de Bill Parrish, Joe Black e Susan Parrish como que fosse a sua própria. Vivenciar suas dúvidas, seus sonhos, seus medos e seus amores através de seus olhos e, com isso, aprender tanto quanto o eles o valor de estar vivo, viver e deixar-se viver. Uma lição que ensaísta, filósofo, matemático ou naturalista nenhum poderia nos dar de maneira tão sincera e eficaz. Olhe o ser humano a sua volta e verá seu próprio reflexo. Somos todos e um só.

É isto o que em essência Encontro Marcado mostra de maneira natural, sem forçá-lo a “comprar” esta ideia, ele apenas apresenta um lado da vida. Cabe a você enxergá-lo ou não. Como comentado no início do texto, apesar de tê-lo visto pela primeira vez há mais de uma década, sendo assim com um uma percepção de vida diferente da que possuo hoje, Encontro Marcado continua me tocando e marcando, de maneira diferente mas ao mesmo tempo igual. Em resumo, um filme para rir, chorar, sentir, gostar, viver. E com ele eu ri, chorei, senti, gostei. Portanto, vivi (e continuo a viver).

Elenco: Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani, Jake Weber, Jeffrey Tambor e Marcia Gay Harden.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Meet Joe Black

Gênero: Romance

Duração: 180 min.

Ano de lançamento: 1998

Site oficial: http://www.meetjoeblack.com

Estúdio: Universal Pictures / City Light Films

Direção: Martin Brest

Roteiro: Ron Osborn, Jeff Reno, Kevin Wade e Bo Goldman

Produção: Martin Brest

Música: Thomas Newman

Fotografia: Emmanuel Lubezki

Direção de arte: Robert Guerra

Figurino: Aude Bronson-Howard e David C. Robinson

Edição: Joe Hutshing e Michael Tronick

Efeitos especiais: Industrial Light & Magic / Imtech Corporation

:: Trailer ::

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Fichas do IMDB:

Martin Brest (Diretor)

Brad Pitt

Anthony Hopkins

Claire Forlani

Marcia Gay Harden

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:: Sinopse ::

Thor (Chris Hemsworth) estava prestes a receber o comando de Asgard das mãos de seu pai Odin (Anthony Hopkins) quando forças inimigas quebraram um acordo de paz. Disposto a se vingar do ocorrido, o jovem guerreiro desobedece as ordens do rei e quase dá início a uma nova guerra entre os reinos. Enfurecido com a atitude do filho e herdeiro, Odin retira seus poderes e o expulsa para a Terra. Lá, Thor acaba conhecendo a cientista Jane Foster (Natalie Portman) e precisa recuperar seu martelo, enquanto seu irmão Loki (Tom Hiddleston) elabora um plano para assumir o poder. Mas os guerreiros do Deus do Trovão fazem a mesma viagem para buscar o amigo e impedir que isso aconteça. Só que eles não vieram sozinhos e o inimigo está presente para uma batalha que está apenas começando.

:: Impressões ::

Antes tarde do que nunca conferi um dos filmes evento que mais esperava em 2011. E, em resumo, não me decepcionei. É óbvio que nem tudo o que foi apresentado me agradou completamente (continuo cada vez mais chato), contudo o conjunto da obra Thor me deixou muito satisfeito e ancioso tanto para sua mais do que provável seqüência (meados de 2013), quanto para a participação do herói no megaprojeto Vingadores, que já tem estréia marcada para o verão (dos Estados Unidos) do ano que vem. Sendo assim, vamos ao filme!

Dirigido pelo conceituado britânico Kenneth Branagh (também ator e roteirista), mais conhecido por suas adaptações cinematográficas de obras de Shakespeare (Hamlet, Henrique V) e literárias (Frankenstein de Mary Shelley), como diretor e roteirista, e como intéprete da personagem Gilderoy Lockhart da série de filmes Harry Potter, Branagh topou comandar esta ousada adaptação do personagem dos quadrinhos da Marvel Comics, que já é também inspirado em um “personagem” mítico. E, apesar de muita desconfiança (particularmente sempre aplaudi a escolha do diretor para comandar o projeto), eis que Thor estréia nos cinemas com sucesso e apresenta um resultado final bastante satisfatório, com unidade e competência, um filme que pode ser classificado como equilibrado.

Claro que o grande sucesso dos filmes do Homem de Ferro (outro personagem da Marvel Comics) influenciou de alguma maneira o processo de adaptação de Thor, já que pode-se notar facilmente momentos pontuais na exibição do mesmo em que nos é entregue aquele “humor” característico dos filmes do herói de armadura. Contudo, apesar de alguns (poucos) excessos, Branagh e todos os envolvidos na realização do filme conseguem nos conquistar, seja pelo deslumbrante universo de Asgard (a morada dos mitológicos deuses nórdicos, sendo Thor um deles), seja pela árida cidade terrena para onde o deus do Trovão é banido.

Thor conta com um ótimo elenco, tendo a presença do até então desconhecido ator Chris Hemsworth vivendo (com competência e carisma) o personagem título, o veterano Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes) como o deus Odin, pai de Thor e senhor de Asgard, a recém oscarizada Natalie Portman (Cisne Negro) como o interesse amoroso do herói, Stellan Skarsgard (O Exorcista – O Início), Kat Dennings (Defendor), Tom Hiddleston (série Wallander), perfeito como o irmão de Thor, o deus Loki – por sinal o “vilão” melhor concebido das adaptações de quadrinhos desde o Coringa do filme de Christopher Nolan, já que este Loki é o vilão circunstancial e não a figura de simples antagonista do herói -, além das pontuais participações de Rene Russo (O Nome do Jogo), Ray Stevenson (Justiceiro em Zona de Guerra), Clark Gregg (Choke – No Sufoco), Idris Elba e da sensacional cena de Jeremy Renner (Guerra ao Terror) como o Gavião Arqueiro (personagem que será apresentado e desenvolvido no vindouro filme Vingadores). Vale destacar que um dos grandes méritos de Branagh no comando do filme foi não apenas trazer este casting fenomenal, mas sim coordená-lo de forma em que o elenco todo forma-se o filme como um todo, não tendo assim o filme Thor um ator/atriz que sobressaia ao próprio filme (como aconteceu, por exemplo, nos filmes do Homem de Ferro, com Robert Downey Jr.).

Quanto aos pontos positivos de Thor, destaco o belíssimo visual (tanto os efeitos visuais, quanto a direção de arte e o figurino e maquiagem) e a entrega do elenco, que realmente “entram” em seus personagens e nos fazem crer que todo este mundo mágico é possível. Quanto aos negativos, aponto a montagem e escolha de ângulos de algumas cenas de combate do filme, que possuem cortes muito rápidos e câmera muito próxima, prejudicando um pouco a compreensão do que está acontecendo nestas cenas, o excesso de rapidez de alguns pontos do roteiro durante o desenvolvimento da história (o período da queda de Thor até sua redenção deveria ter sido dilatado um pouco mais, pois no filme ficou uma impressão de facilidade neste processo de “mudança” de caráter e objetivo do herói), tanto com relação à jornada do herói na Terra, quanto a paixão instantânea entre o mesmo e a personagem de Portman. E, pra completar, um ponto negativo que não reside na obra em si, mas sim na “opção” que tive ao conferir o filme, foi a irregular qualidade da dublagem do mesmo. Algumas vozes simplesmente não se encaixaram aos personagens, enquanto outras simplesmente desvirtuaram o que teoricamente foi proposto pelos realizadores. Talvez o filme tenha caído um pouquinho em minha avaliação devido a não ter curtido esta dublagem, portanto assistitirei ao longa o mais rápido possível em seu idioma original (é imprenscindível ouvir a voz e talento do mestre Anthony Hopkins).

Por fim, Thor se mostrou uma obra compatca, eficiente, bem feita, divertida e empolgante que, como os demais lançamentos da Marvel Studios (Homem de Ferro e Homem de Ferro 2, além de O Incrível Hulk), nos fornece pequenas informações sobre o filme mais esperado por quem é fã e acompanha este universo de personagens: Os Vingadores. Com certeza vai agradar a diversos tipos de público. Agora é torcer para que Branagh comande a continuação e que possua um pouco mais de “liberdade” na concepção e estilo do filme.

Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Tom Hiddlenston, Kat Dennings, Stellan Skarsgard, Ray Stevenson, Idris Elba, Jaimie Alexander, Clark Gregg, Joshua Dallas e Colm Feore.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Thor

Gênero: Aventura

Duração: 114 min.

Ano de lançamento: 2011

Site oficial: http://thor.marvel.com/

Estúdio: Marvel Studios / Paramount Pictures

D: Kenneth Branagh

Roteiro: Ashley Miller e Don Payne, baseado em roteiro de Mark Protosevich e Zack Stentz e nos personagens criados por Jack Kirby, Stan Lee e Larry Lieber

Produção: Kevin Feige

Música: Patrick Doyle

Fotografia: Haris Zambarloukos

Direção de arte: Kasra Farahani, Luke Freeborn, Sean Haworth e Maya Shimoguchi

Figurino: Alexandra Byrne

Edição: Paul Rubell

Efeitos especiais:Digital Domain / BUF / Legacy Effects / Luma Pictures / The Third Floor

:: Trailer ::

:: Links ::

– Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Curiosidades de produção: Adoro Cinema

Fichas do IMBD:

* Kenneth Branagh

* Chris Hemwsworth

* Natalie Portman

* Tom Hiddleston

* Anthnoy Hopkins