Saudações, caros leitores!

Presumo que já era óbvio, mas decidi postar este texto formalizando a realidade do TEIA POP estar “interditado” indeterminadamente. Ou seja, não há prazo para a publicação de novos posts (quem sabe quando Game of Thrones retornar em 2013).

 

Mas por qual razão o blog está parado?

Na verdade seriam três razões principais:

  • Em primeiro lugar, o objetivo inicial do TEIA POP era o de reunir uma equipe para alimentar o site com textos opinativos sobre diversas expressões da cultura pop, fosse através dos suportes cinema, TV, literatura, quadrinhos, música…  Infelizmente o tempo passou e não consegui ninguém que me ajudasse na manutenção do site, sendo assim o TEIA POP permaneceu por cerca de 2 anos como um “portal” de um homem só;
  • Em segundo lugar, no começo desde ano decidi criar um blog paralelo para falar apenas sobre cinema, que funcionasse como uma espécie de “diário” de filmes assistidos (pela filosofia do novo blog, sou obrigado a produzir um texto opinativo após conferir cada filme, quer eu já tenha assistido anteriormente ou não), mas que não tivesse um grande aprofundamento, batizado de CineMografia. No entanto, este quesito acabou indo por água abaixo, por que  os textos publicados por lá estão cada vez mais maiores. A opção de hospedar esse projeto simultâneo no blogger/blogspot se deu pela maior leveza e facilidade das ferramentes de publicação do mesmo. Some-se a isso o fato de eu encaminhar alguns os textos deste blog para outro blog – muita coisa, não? – no qual fui convidado a escrever, que faz parte do portal de notícias da minha cidade, o site Minuto Arapiraca. Apesar de não ter o “trabalho” de elaborar um texto diferente – a não ser quando publiquei minha opinião acerca do falecimento do diretor Tony Scott -, demanda certo tempo selecionar e encaminhar o texto. Para quem ficou com curiosidade, clique aqui para acompanhar esta versão do blog;
  • O terceiro ponto na realidade é consequência dos anteriores. Atualmente, devido a alguns outros compromissos (estudo, banda etc.), meu tempo hábil para produção e publicação de textos foi drasticamente reduzido. Sendo assim, como o tempo de preparação e publicação do blog caçula é menor, além do fato do compromisso para com ele ser, digamos, divertido, além do fato de que este trata apenas de cinema, não sendo tão abrangente quanto o TEIA POP, decidi por interditar este temporariamente, até organizar melhor a situação, quem sabe rever o “projeto” do mesmo e reunir uma galera disposta a alimentar o site junto comigo.

Sendo assim, sugiro que àqueles que curtem meus textos, em especial os relacionados a cinema, comecem a acompanhar meu trabalho no CineMografia, até por que nele publico quase que diariamente textos sobre filmes, tendo uma média mensal de entre 20 e 30 postagens. Para aqueles que não curtiram, ficam aqui minhas sinceras desculpas, mas infelizmente no momento está inviável a confecção de novos textos, juntamente a administração do blog como um todo. Mas fica aqui registrado o meu compromisso de um dia retomar essa “bagaça”, de uma forma ou de outra,  sejam estas quais sejam (hã?!).

Um grande abraço à todos e acompanhem, curtam, comentem e leiam o CINEMOGRAFIA!

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:: Sinopse ::

No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los. (Fonte: Adoro Cinema).

:: Impressões ::

Filme policial de clima noir futurista, Blade Runner é uma das ficções-científicas mais adoradas do cinema. Adaptado do romance Do the Androids Dream of Eletric Sheep, de Philip K. Dick, por Hampton Fancher (O Mistério das Caraíbas) e David Peoples (Os Imperdoáveis), este filme foi marcado por diversos insucessos (fracasso nas bilheterias e má recepção da crítica na época de lançamento, alterações na montagem final pelos produtores – de 1982 até hoje, o filme passou por pelo menos três montagens distintas -, brigas entre elenco e diretor), mas pouco a pouco foi obtendo destaque, até alcançar o patamar de cult movie, sendo hoje considerado por muitos como umas das maiores obras de ficção-científica da história do cinema e talvez o melhor trabalho do inglês Ridley Scott(Prometheus) como diretor.
Apesar do início anti-climático, que lembra bastante o clima do filme neo-noir Chinatown, de Roman PolanskiBlade Runner vai ganhando ritmo compassadamente, até entrar em aceleramento lá pela primeira hora de projeção, quando o filme avança carregado de tensão e medo, em especial graças a excelente atuação do holandês Rutger Hauer (A Morte Pede Carona), que entrega aqui sua interpretação mais icônica e a trilha-sonora assinada pelo compositor grego Vangelis (Carruagens de Fogo), que cria o clima perfeito para a ação em desenvolvimento com seus sons sintetizados e inorgânicos.
Estrelado pelo recém-lançado a fama Harrison Ford (Os Caçadores da Arca Perdida) e contando também com performances emblemáticas de até então novos rostos (que posteriormente ficariam apenas nisso) como Daryl Hannah (Kill Bill Vol. 1) e Sean Young (Sem Saída), o filme dirigido por Ridley Scottarrisca e entrega um enredo carregado de elementos filosóficos existencialistas, através do subterfúgio de um androide em busca de sobrevivência, num futuro recente (2019, coincidentemente o mesmo ano de outro filme comentado neste blog, O Sobrevivente, que infelizmente é infinitamente – tanto esteticamente, quanto em conteúdo – inferior ao filme aqui destacado) onde tais “seres” tem prazo de validade curtíssimo, com a única serventia de realizar trabalhos de curta duração aos seres humanos. Repleto de mensagens complexas, que aparecem mais como sugestões que que explicitamente, Blade Runner continua impecável até hoje, apesar do futuro exposto provavelmente não ter relação alguma com nossa realidade daqui há cerca de 7 anos.
Se no campo das ideias o filme permanece fresco e interessante, com muitas possibilidades de debates e, principalmente, de interpretações, no campo estético o filme perde um pouco, até por que muitas das previsões visuais pregadas pelo filme não se concretizaram, trazendo este uma carga mais próxima à época de seu lançamento, ou seja, o estilo visual carregado e “sintetizado” da década de 1980, do que da vigente. No entanto, observando um escopo maior, este não desagrada o olhar ou atrapalha a narrativa do filme, na verdade este certo afastamento para com nossos dias acabam fortalecendo-o, dando a este um caráter mais misterioso e idílico, que casa perfeitamente aos temas de Vangelis, outro aspecto fortemente relacionado a década de 1980 arraigado ao filme.
Lançado numa época de criatividade ímpar para o cinema de ficção-científica, onde tivemos o nascimento ou fortalecimento do cinema promovido por caras como Steven SpielbergGeorge Lucas,James CameronRobert Zemeckis e do próprio Ridley ScottBlade Runner talvez seja a maior referência da época, com seu estilo temático e visual próprio, sua abordagem distinta e seu clima particular, permanecendo estudado e reverenciado pelos entusiastas da sétima arte e descoberto pelas novas gerações, fato mais do que comprovado com o recente interesse de produzir uma sequência para o filme, como pelas grandes produções do gênero que galgaram também um status de cult nos últimos anos, como Matrix, claramente influenciado – propositalmente ou não – pelo filme de Scott, Ford, Hauer, Vangelis, Hampton, Peoples e cia.
Obs.: A versão conferida para avaliação foi a definitiva de 25 anos, lançada em DVD em 2007. Por enquanto, esta é a atestada como mais próxima ao que Ridley Scott pretendia quando filmava a produção, de acordo com as palavras do próprio, em depoimento exibido antes do início da projeção do filme.
:: Ficha Técnica ::
Elenco: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah, Edward James Olmos e William Sanderson.

Título original: Blade Runner

Gênero: Ficção-científica / Policial

Duração: 117 min.

Ano de lançamento: 1982

Estúdio: The Ladd Company / Shaw Brothers / Blade Runner Partnership

Direção: Ridley Scott

Roteiro: Hampton Fancher, David Peoples, baseado em livro de Philip K. Dick

Produção: Michael Deeley, Charles de Lauzirika

Música: Vangelis

Fotografia: Jordan S. Cronenweth

:: Trailer ::

Pelo qualidade apresentada até então e o texto elucidativo sobre a primeira temporada da série, não vejo ser necessário me alongar tanto debatendo acerca dos méritos e do impacto positivo causados por esta que é uma das melhores séries norte-americanas da atualidade. Fechando o arco iniciado na temporada anterior, a temporada 2 de The Killing mantém o nível de excelência, ao mesmo tempo em que consegue surpreender novamente, revelando detalhes até então nunca imaginados pelo espectador e revelando as causas e culpados pelo crime de maneira crível, mas não menos chocante e surpreendente.

Aproveitando ainda mais o belíssimo cabedal de personagens, temos aqui a detetive Linden (Mireille Enos) ainda mais intempestiva e à beira de um “colapso mental”, junto ao seu enigmático e boa praça parceiro Holder (Joel Kinnaman), para mim o grande nome dessa temporada. Outro grande nome que ganha uma nova cara – muito devido às consequências dos acontecimentos sofridos no final da temporada anterior – é a performance do ator Billy Campbell, que  emprega uma espécie de brilho e tormento ao seu personagem, o vereador Darren Richmond.

É chover no molhado enaltecer o caráter humano e psicológico tanto da trama quanto dos tridimensionais personagens de The Killing, até por que subtende-se que quem tem interesse de conferir esta segunda temporada, viu a anterior e esta basicamente continua a jornada iniciada naquela. Entretanto, não é demais afirmar mais uma vez que esta série, ao lado de Homeland, são as séries de conteúdo adulto mais interessantes feitas nos últimos anos, perfeitas para aqueles que procuram um entretenimento com baseadas na “realidade”, bem pé no chão, e com profundidade na abordagem dos seus temas.

Independentemente de gostos e de alcance midiático, é válido registrar que The Killing é uma série com grau de excelência tão ou até maior do que The Walking Dead e Game of Thrones, por exemplo, que também são produtos de qualidade altíssima, mas que têm a vantagem de possuírem uma divulgação e, consequentemente, uma audiência substancialmente maior em comparação a The Killing.  Sendo assim, para aqueles que curtem essas duas excelentes séries citadas acima, mas também curtem filmes policiais com uma pegada mais intimista (e, por que não, contemporânea) como Sobre Meninos e Lobos, Medo da Verdade – coincidência ou não, ambos baseados em obras policiais do norte-americano Dennis Lehane, que tem uma pegada semelhante a da série debatida aqui – , Seven, os Sete Crimes Capitais, dentre outros, recomendo entusiasticamente que confiram The Killing, pois a mesma possui um grau de profundidade, excelência e qualidade que supera em muito até mesmo grandes filmes do gênero, além de ter a rara qualidade no mundo das séries de TV de manter-se interessante e com grande qualidade do início ao fim das duas temporadas, que somam 26 episódios, nunca enganando o espectador e apresentando um dos encerramentos mais angustiantes e emotivos dos últimos tempos. Recomendo que a (ou as, caso não tenha acompanhado a temporada primeira) veja imediatamente.

:: Links ::

Análise da 1ª Temporada

Página na Wikipédia (Inglês)

Site oficial (em inglês): The Killing

Fichas no IMDB:

– Mireille Enos

– Joel Kinnaman

– Billy Campbell

– Michelle Forbes

Episódio dono do maior índice de audiência de toda a série, Valar Morghulis encerra com propriedade a segunda temporada de Game of Thrones, fechando os eventos iniciados no tenso episódio passado e deixando alguns ganchos para a temporada posterior. Quase que um resumo do que que aconteceu a cada um dos personagens após a sangrenta batalha mostrada no episódio anterior, acompanhamos o momento de glória dos Lannister em Porto Real (à excessão de Tyrion), a fuga de Arya Stark, a “traição” de Jon Snow, o resgate dos dragões de Daenerys, o êxodo de Bran e Rickon, a “fuga” de Jaime Lannister e Brienne, a angústia de Stannis Baratheon e a surpreendente comitiva de errantes no desfecho do capítulo.

Sem grandes reviravoltas e com algumas discrepâncias de eventos com relação à obra original, além de alguns elementos emprestados dos livros posteriores, o episódio perde apenas por optar pela  rapidez de resolução de alguns núcleos, em especial o de Daenerys, visto que os dilemas vividos pela personagem não chegam a causar comoção ao espectador, sendo sanados um tanto quanto facilmente demais. Outro que deixou um pouco a desejar foi Jon Snow, que em decorrência do ocorrida nos episódios anteriores, transformou-se – pelo menos por enquanto – num personagem pouco audaz e de inteligência limitada. Afora isso, este último episódio sobre fechar bem a temporada, tendo a maior parte de suas falhas não devido a sua própria incompetência, mas sim a algumas opções não tão boas tomadas pelos roteiristas da série em alguns dos episódios anteriores.

Apesar de não tão harmônica e emocionante como a temporada anterior, o segundo ano de Game of Thrones tem mais qualidades que deméritos, usando e abusando de discussões morais e políticas, sem deixar de buscar entreter seus diversos públicos – talvez uma falha, mas isso requer outra discussão – e honrar com rigor a obra mãe de George R. R. Martin, deixando assim esses públicos ansiosos pela sequência em 2013.

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Ainda não viu minhas impressões sobre os episódios anteriores? Veja agora:

Episódio 1, temporada 2The North Remembers

Episódio 2, temporada 2: The Night Lands

Episódio 3, temporada 2: What is Dead May Never Die

Episódio 4, temporada 2: Garden of Bones

Episódio 5, temporada 2: The Ghosts of Harrenhall

Episódio 6, temporada 2: The Old Gods and the New

Episódio 7, temporada 2: A Man Without Honor

Episódio 8, temporada 2: The Prince of Winterfell

Episódio 9, temporada 2: Blackwater

Um dos episódios mais aguardados desta 2ª temporada, Blackwater não decepciona em momento algum. Pelo contrário, pois a abordagem de George R. R. Martin (roteiro) e do diretor Neil Marshall (Abismo do Medo) ultrapassam o lugar comum e transformam um episódio que em essência seria focado apenas em batalha e combate (o que ainda possui, para deixar claro) num misto de tensão e intimismo, onde antes do confronto entre as forças de Stannis Baratheon contra a de Porto Real sentimos todo o clima de angústia e medo que com toda certeza passa pelas mentes e corações de todos antes de qualquer conflito.

Quase que totalmente focado nestes dois cenários (Stannis / Porto Real), este nono episódio praticamente descarta os demais núcleos e personagens da série, o que ao meu ver foi uma decisão mais do que acertada, visto que mesmo focando a preparação e a posterior batalha em pouco mais de 50 minutos, ainda assim ficou um gostinho de quero mais. Com uma boa condução, clima impactante, momentos espetaculares – talvez o grande destaque do capítulo seja o personagem Cão de Caça – e uma batalha eficiente e bem-elaborada, mesmo que não grandiloquente, Blackwater não é, ao meu ver, o melhor episódio da série, entretanto é um dos mais bem acabados,emocionantes (em diversos sentidos) e tensos de todos. O que dizer do final carregado de tensão (o que será que aconteceu?) e que abruptamente tem revelado o destino da batalha, quando um personagem de grande destaque desta temporada chega com as boas novas? Fantástico. Pena que agora só nos resta mais um…

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Ainda não viu minhas impressões sobre os episódios anteriores? Veja agora:

Episódio 1, temporada 2The North Remembers

Episódio 2, temporada 2: The Night Lands

Episódio 3, temporada 2: What is Dead May Never Die

Episódio 4, temporada 2: Garden of Bones

Episódio 5, temporada 2: The Ghosts of Harrenhall

Episódio 6, temporada 2: The Old Gods and the New

Episódio 7, temporada 2: A Man Without Honor

Episódio 8, temporada 2: The Prince of Winterfell

O oitavo episódio de Game of Thrones chegou e com eles algumas grandes mudanças com relação aos fatos ocorridos no livro original, visto que alguns dos eventos apresentados em The Prince of Winterfell são mostrados apenas nos livros posteriores, que não equivaleriam, em teoria, a segunda temporada. Entretanto, os criadores e roteiristas da série, David Benioff e D. B. Weiss amarram as pontas com competência, deixando toda a estrutura natural.

Espécie de prelúdio para o próximo episódio, onde certamente teremos a grande batalha entre Stannis Baratheon e sua armada de navios contra Rei Joffrey em Porto Real, The Prince of Winterfell mais uma vez dá destaque a situação “delicada” de Jon Snow, que apesar da embromação do episódio passado, é melhor explorado aqui. Arya Stark volta a aparecer quase que totalmente como suporte para o ponto de vista do espectador acerca do que acontece em Harrenhal, visto que desde a chegada da menina lá, pouco de ação ela tem tido. Entretanto, dessa vez a garota parece ganhar um certo desenvolvimento em sua rotina como auxiliar de Lorde Tywin Lannister. Já em Porto Real, Tyrion e Cersei Lannister voltam a ter certo destaque, protagonizando um dos melhores diálogos do episódio. Entretanto, talvez o grande destaque deste episódio tenha sido a resolução do que aconteceu com Jaime Lannister e a comprovação de algo que o título do capítulo já entregara.

Melhor acabado e bem mais interessante do que o episódio anterior, este oitavo capítulo deixa quase todos os elementos prontos para a iminente batalha pelo trono de Westeros, preparando terreno e, de certa forma praticamente encerrando os arcos de alguns personagens que provavelmente não terão uma larga importância nos eventos posteriores próximos. Com roteiro a cargo do criador da obra literária, George R. R. Martin e com direção do criativo cineasta inglês Neil Marshall (Abismo do Medo, Centurião), o próximo episódio tem tudo para ser o melhor da temporada.

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Ainda não viu minhas impressões sobre os episódios anteriores? Veja agora:

Episódio 1, temporada 2The North Remembers

Episódio 2, temporada 2: The Night Lands

Episódio 3, temporada 2: What is Dead May Never Die

Episódio 4, temporada 2: Garden of Bones

Episódio 5, temporada 2: The Ghosts of Harrenhall

Episódio 6, temporada 2: The Old Gods and the New

Episódio 7, temporada 2: A Man Without Honor

:: Sinopse ::
Em 1757, franceses e ingleses lutam pelas terras da América do Norte utilizando como soldados índios nativos. Hawkeye (Daniel Day-Lewis) é um dos índios envolvidos na guerra, que se torna alvo do amor de Cora (Madeleine Stowe), filha de um oficial britânico, após salvá-la com mais uma jovem de um ataque da tribo dos franceses. (Fonte: CinePlayers).
:: Impressões ::
Espetáculo visual comandado por Michael Mann (Miami Vice), O Último dos Moicanos é um raro épico que não privilegia cenas e sequências épicas, mas sim a ambientação de época e o conflito vigente, com a finalidade não apenas de impactar o espectador, mas principalmente de transportar o mesmo para um período distinto de sua vivência. Ambientado no século XVIII, durante a guerra entre França e Inglaterra por territórios nos Estados Unidos, o longa-metragem dirigido e co-roteirizado por Mann (em parceria com Christopher Crowe) é possuidor de um poder imagético fabuloso, seja pelo destaque à natureza, seja pela direção de arte e pelos bem acabados figurinos, não importa qual seja o foco da avaliação, a parte visual do filme é deslumbrante e com um toque realista.
Estrelado pelo brilhante ator irlandês Daniel Day-Lewis (Meu Pé Esquerdo), no talvez único papel de sua carreira em que sua interpretação tenha sido mais sobre o aspecto físico do que pela fala, entonação e gestos e pela bela Madeleine Stowe (Os 12 Macacos), O Último dos Moicanos é dono de uma trama até certo ponto simples e objetiva, tratando não só do conflito entre França e Inglaterra e sua óbvia repercussão perante as tribos indígeno-americanas, mas também das motivações pessoas do branco criado como índio (Day-Lewis), da mulher branca a frente de seu tempo (Stowe) e de um nativo em busca de vingança (Wes Studi, de Dança com Lobos). Sendo assim, apesar do viés macro, o grande achado do filme é abordar aspectos humanos, de honra à vingança, numa escala de cinza, onde enxergamos heróis e vilões, porém ambos apresentam motivações suficientes para justificarem seus atos e status quo.
Além disso, apesar de não ser o foco principal, O Último dos Moicanos apresenta um dos mais belos momentos de romance do cinema na década de 1990, não tanto pela origem do sentimento entre os personagens de Day-Lewis e Stowe – que se dá de forma rápida, porém crível -, mas sim pelas cenas elaboradas que exploram a relação de ambos, quase sempre apoiadas por um belo trabalho do diretor de fotografia Dante Spinotti (Inimigos Públicos) e do belíssimo tema composto pela dupla Trevor Jones (Em Nome do Pai) e Randy Edelman (O Máscara).
Feito para o público adulto e principalmente para aqueles que preferem filmes mais pé no chão, sem floreios ou concessões cômicas, O Último dos Moicanos foi o primeiro grande filme de Michael Mann,mais um excelente trabalho de Day-Lewis como criador de personagens multifacetados, com personalidades próprias e compostos através de sutilezas e o abridor de portas para a feitura de épicos com tonalidade mais crível, sem medo de ser belo, violento, contundente ou romântico, abraçando o estilo e aplicando personalidade ao mesmo. Enfim, um marco fabuloso do cinema, com certeza um “jovem” clássico.
Obs.: Este filme é uma adaptação tanto do romance homônimo escrito por James Fenimore Cooper, quanto do filme de 1936, de George B. Seitzutilizando elementos de ambas as obras.
 :: Ficha Técnica ::Elenco: Daniel Day-Lewis, Madeleine Stowe, Wes Studi, Russell Means, Eric Schweig, Jodhi May e Steven Waddington.

Título original: The Last of the Mohicans

Gênero: Épico / Aventura

Duração: 114 min.

Ano de lançamento: 1992

Estúdio: Morgan Creek Productions

Direção: Michael Mann

Roteiro: Michael Mann, Christopher Crowe

Produção: Hunt Lowry, Michael Mann

Música: Randy Edelman, Trevor Jones

Fotografia: Dante Spinotti

Edição: Dov Hoenig, Arthur Schmidt

 

:: Trailer ::