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Depois do belo episódio introdutório, que se não apresentou nada de espetacular, serviu muito bem como uma espécie de boas-vindas ao fã do seriado, a segunda temporada de Game of Thrones começa a tomar corpo. The Night Lands mostra pelo menos dois lados do cada vez mais delicado jogo dos tronos, com a participação mais do que essencial de Tyrion Lannister (o premiado ator Peter Dinklage) e sua irmã, Cersei Lannister (Lena Headey), como  motores da mobilização em Porto Real rumo ao inevitável conflito contra os irmãos Stannis (Stephen Dillane) e Renly Baratheon (Gethin Anthony), este último ainda sem dar as caras nesta temporada.

Apesar do aquecimento das engrenagens entre Lannisters e Baratheons serem de grande valia, os grandes destaques do episódio são o aumento da participação  – tanto em tela, quanto em interesse demandado pela trama – de Arya Stark (Maisie Williams), que após a breve participação no episódio anterior, aparece mais e com isso revela mais alguns detalhes acerca do universo originalmente concebido por George R. R. Martin e o olhar sobre o reino de origem de Theon Greyjoy (Alfie Allen), onde finalmente podemos conhecer tanto seu lar, quanto seu pai (mesmo que isso não seja assim tão positivo).

Como não podia deixar de ser, o núcleo da muralha continua a ganhar destaque, em especial Jon Snow (Kit Harington), gradativamente evoluindo como provável herói da série. Afora estes, pouco se vê de Daenerys (Emilia Clarke) e os dothraki, muito menos aparecem Robb, Samsa e Caytelyn Stark, tendo mais uma vez uma pequena participação novos personagens que sugerem certa importânica à trama, dentre eles Davos Seaworth (Liam Cunningham) e Melisandre (Carice van Houten), ambos aliados do outro candidato ao trono, Stannis Baratheon.

Com um ritmo mais acelerado – e também interessante – do que o episódio de estreia, The Night Lands fecha com um enigma que desperta grande interesse, em especial por, pelo menos por enquanto, não refletir ao disputado jogo de tronos em andamento. Entretanto, se tivesse que destacar apenas uma coisa, esta seria a presença sempre marcante – e indiretamente cômica – do mercenário Bronn (Jerome Flynn), o até então braço direito de Tyrion Lannister.

Ainda não viu minhas impressões sobre o episódio anterior? Veja agora:

Episódio 1, temporada 2: The North Remembers

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E finalmente é encerrada a primeira temporada da série Game of Thrones. Seu derradeiro episódio, intitulado “Fire and Blood“, não poderia apresentar outra coisa a não ser fogo e sangue, visto que, à exemplo do livro que originou a série, são deixados mais interrogações do que resoluções na intricada e, por que não, sádica trama criado pelo norte-americano George R. R. Martin. Seguindo a mesma linhas dos últimos três episódios, o décimo capítulo prende o expectador na frenta da tela do começo ao fim de sua projeção, já que durante ele visualizamos de camarote o posicionamento de todos os personagens-chave à trama (até agora, pelo menos) para a temporada que virá ano que vem. Decisões são tomadas e o combate é iminente, tanto para os Lannister e os Stark, Tully e Baratheon, quanto entre os membros da Patrulha da Noite e os sinistros errantes que “assombram” a muralha. Estes são os ganchos principais à próxima temporada, contudo diversos outros elementos são plantados, como o êxodo forçado da pequena Arya após a decapitação de seu pai, a “responsabilidade” conseguida por Tyrion Lannister (Peter Dinklage), indicado Mão do Rei, além de uma das “cenas” mais inusitadas (no sentido descritivo, já que quanto à narrativa dava para ficar desconfiado de que algo do gênero aconteceria) do livro, que infelizemente perde um pouco do sentido de surpresa na série, tanto pelo fato da falta de impacto da cena (culpa dos roteiristas? Da direção?), quanto do uso não convincente dos efeitos-visuais (quanto a isso não digo que a cena está visualmente mal feita, contudo a mesma não causou o impacto esperado). Estou me referindo ao ritual pelo qual a personagem Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) passa após a “morte” de seu esposo Drogo (Jason Momoa).

Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) em momento de epifania.

Emoção, ação, dúvida e tristeza não faltam a série Game of Thrones e, seu episódio derradeiro ratifica mais uma vez todo o conceito proposto pela série, “finalizando” a temporada com mérito, deixando em sua conclusão um gosto de que algo está faltando, no entanto este gosto só será saciado no próximo ano, quando este grande épico retornará à grade daprogamação da HBO. É válido informar que esta season finale (assim é chamado o episódio que fecha a temporada nos Estados Unidos) foi a de maior audiência de toda a série, alcançando pouco mais de 3 milhões de telespectadores apenas no seu país de origem, além de que a nova temporada já está sendo filmada. Sendo assim, me despeço deste espaço por enquanto, voltando apenas quando a 2ª temporada estrear no por enquanto longínquo 2012. Tomara que o mundo não acabe até lá…

Lady Catelyn Stark (Michelle Fairley) e seu filho Robb (Richard Madden) em um decisivo momento de dor.

Se você ainda não leu os reviews dos episódios anteriores de Game of Thrones, confira através dos links abaixo:

Episódio 1 – The Winter is Coming

Episódio 2 – The Kingsroad

Episódio 3 – Lord Snow

Episódio 4 – Cripples, Bastards and Broken Things

Episódio 5 – The Wolf and the Lion

Episódio 6 – A Golden Crown

Episódio 7 – You Win or You Die

Episódio 8 – The Pointy End

Episódio 9 – Baelor

Haja coração! O penúltimo episódio de Game of Thrones (pelo menos da primeira temporada) é de tirar o fôlego. Funciona como uma espécie de resumo de toda a série até então, apresentando batalhas, intriga, diálogos fortes, atuações afiadas e certo misticismo.  Se nos últimos dois episódios já estava óbvio que um período negro estava para começar, durante toda a projeção de “Baelor” este sentimento fica bastante claro e, com o impactante encerramento do mesmo, sem chances para qualquer dúvida: a guerra perdurará.

Uma das cenas mais chocantes da série: a sentença de Ned Stark (Sean Bean)

Este episódio elimina alguns trechos que foram desenvolvidos com mais destaque na obra literária original. Contudo, consegue condensar toda a essência desses momentos de maneira ímpar. Alguns pontos que foram ignorados durante a série voltam à tona neste capítulo, como a exposição de uma tragédia no passado de Tyrion (Peter Dinklage), por exemplo.

Uma ressalva deve ser feita. Depois dos primeiros capítulos da série apresentar em sua estrutura um equilíbrio quase que perfeito na transição dos diversos núcleos de personagens da trama, nos últimos dois episódios isto foi ligeiramente abandonado. Entretanto, de maneira alguma isto resultou como demérito a séria, pois é justamente devido esta imprevisibilidade narrativa  que o espectador consegue compreender melhor a urgência pela qual os personagens de Game of Thrones estão passando, resplandecendo assim  os sentimentos  de angústia e dúvida destes personagens.

Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) no leito de morte do então catatônico Khal Drogo (Jason Momoa).

Apesar de praticamente perfeito em sua totalidade, dois pontos merecem destaque neste capítulo. Em primeiro lugar a brilhante solução encontrada pelos roteiristas (também produtores) David Benioff e D.B. Weiss para não mostrar a sangrenta batalha entre os exércitos de Tywin Lannister (Charles Dance) e Robb Stark (Richard Madden), utilizando do apagão de Tyrion (que recebeu uma pancada antes do início desta batalha) como recurso narrativo, visto que naquele momento estávamos acompanhando a situação pelo seu ponto de vista. Brilhante e inesperado, além de fazer jus à obra original (no livro de George R.R. Martin a batalha também não é descrita, apenas citada). O outro momento que destaco é o encerramento, já que desde o tenso e emocionante final do clássico filme Coração Valente não me sentia tão tocado pela morte de um personagem heróico e querido. Transição de cenas perfeita. Quase que total extinção da trilha sonora no momento de clímax. Encerramento com o vôo dos corvos. Em resumo, uma cena conduzida de forma poética, mas com um imenso poder de impacto ao espectador.

Com certeza há muito mais que falar, discutir, criticar e comentar acerca deste penúltimo episódio de Game of Thrones, contudo deixo isto para vocês. Por enquanto fico aqui na espera do encerramento da série, que acontecerá na próxima semana. Nunca estive tão ansioso para o encerramento de um produto seriado tanto quanto estou agora. E essa semana que não passa… até a próxima segunda, com o último post sobre a série Game of Thrones (pelo menos dessa primeira temporada).

Se você ainda não leu os reviews dos episódios anteriores de Game of Thrones, confira através dos links abaixo:

Episódio 1 – The Winter is Coming

Episódio 2 – The Kingsroad

Episódio 3 – Lord Snow

Episódio 4 – Cripples, Bastards and Broken Things

Episódio 5 – The Wolf and the Lion

Episódio 6 – A Golden Crown

Episódio 7 – You Win or You Die

Episódio 8 – The Pointy End