Posts com Tag ‘natalie portman’

:: Sinopse ::

Thor (Chris Hemsworth) estava prestes a receber o comando de Asgard das mãos de seu pai Odin (Anthony Hopkins) quando forças inimigas quebraram um acordo de paz. Disposto a se vingar do ocorrido, o jovem guerreiro desobedece as ordens do rei e quase dá início a uma nova guerra entre os reinos. Enfurecido com a atitude do filho e herdeiro, Odin retira seus poderes e o expulsa para a Terra. Lá, Thor acaba conhecendo a cientista Jane Foster (Natalie Portman) e precisa recuperar seu martelo, enquanto seu irmão Loki (Tom Hiddleston) elabora um plano para assumir o poder. Mas os guerreiros do Deus do Trovão fazem a mesma viagem para buscar o amigo e impedir que isso aconteça. Só que eles não vieram sozinhos e o inimigo está presente para uma batalha que está apenas começando.

:: Impressões ::

Antes tarde do que nunca conferi um dos filmes evento que mais esperava em 2011. E, em resumo, não me decepcionei. É óbvio que nem tudo o que foi apresentado me agradou completamente (continuo cada vez mais chato), contudo o conjunto da obra Thor me deixou muito satisfeito e ancioso tanto para sua mais do que provável seqüência (meados de 2013), quanto para a participação do herói no megaprojeto Vingadores, que já tem estréia marcada para o verão (dos Estados Unidos) do ano que vem. Sendo assim, vamos ao filme!

Dirigido pelo conceituado britânico Kenneth Branagh (também ator e roteirista), mais conhecido por suas adaptações cinematográficas de obras de Shakespeare (Hamlet, Henrique V) e literárias (Frankenstein de Mary Shelley), como diretor e roteirista, e como intéprete da personagem Gilderoy Lockhart da série de filmes Harry Potter, Branagh topou comandar esta ousada adaptação do personagem dos quadrinhos da Marvel Comics, que já é também inspirado em um “personagem” mítico. E, apesar de muita desconfiança (particularmente sempre aplaudi a escolha do diretor para comandar o projeto), eis que Thor estréia nos cinemas com sucesso e apresenta um resultado final bastante satisfatório, com unidade e competência, um filme que pode ser classificado como equilibrado.

Claro que o grande sucesso dos filmes do Homem de Ferro (outro personagem da Marvel Comics) influenciou de alguma maneira o processo de adaptação de Thor, já que pode-se notar facilmente momentos pontuais na exibição do mesmo em que nos é entregue aquele “humor” característico dos filmes do herói de armadura. Contudo, apesar de alguns (poucos) excessos, Branagh e todos os envolvidos na realização do filme conseguem nos conquistar, seja pelo deslumbrante universo de Asgard (a morada dos mitológicos deuses nórdicos, sendo Thor um deles), seja pela árida cidade terrena para onde o deus do Trovão é banido.

Thor conta com um ótimo elenco, tendo a presença do até então desconhecido ator Chris Hemsworth vivendo (com competência e carisma) o personagem título, o veterano Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes) como o deus Odin, pai de Thor e senhor de Asgard, a recém oscarizada Natalie Portman (Cisne Negro) como o interesse amoroso do herói, Stellan Skarsgard (O Exorcista – O Início), Kat Dennings (Defendor), Tom Hiddleston (série Wallander), perfeito como o irmão de Thor, o deus Loki – por sinal o “vilão” melhor concebido das adaptações de quadrinhos desde o Coringa do filme de Christopher Nolan, já que este Loki é o vilão circunstancial e não a figura de simples antagonista do herói -, além das pontuais participações de Rene Russo (O Nome do Jogo), Ray Stevenson (Justiceiro em Zona de Guerra), Clark Gregg (Choke – No Sufoco), Idris Elba e da sensacional cena de Jeremy Renner (Guerra ao Terror) como o Gavião Arqueiro (personagem que será apresentado e desenvolvido no vindouro filme Vingadores). Vale destacar que um dos grandes méritos de Branagh no comando do filme foi não apenas trazer este casting fenomenal, mas sim coordená-lo de forma em que o elenco todo forma-se o filme como um todo, não tendo assim o filme Thor um ator/atriz que sobressaia ao próprio filme (como aconteceu, por exemplo, nos filmes do Homem de Ferro, com Robert Downey Jr.).

Quanto aos pontos positivos de Thor, destaco o belíssimo visual (tanto os efeitos visuais, quanto a direção de arte e o figurino e maquiagem) e a entrega do elenco, que realmente “entram” em seus personagens e nos fazem crer que todo este mundo mágico é possível. Quanto aos negativos, aponto a montagem e escolha de ângulos de algumas cenas de combate do filme, que possuem cortes muito rápidos e câmera muito próxima, prejudicando um pouco a compreensão do que está acontecendo nestas cenas, o excesso de rapidez de alguns pontos do roteiro durante o desenvolvimento da história (o período da queda de Thor até sua redenção deveria ter sido dilatado um pouco mais, pois no filme ficou uma impressão de facilidade neste processo de “mudança” de caráter e objetivo do herói), tanto com relação à jornada do herói na Terra, quanto a paixão instantânea entre o mesmo e a personagem de Portman. E, pra completar, um ponto negativo que não reside na obra em si, mas sim na “opção” que tive ao conferir o filme, foi a irregular qualidade da dublagem do mesmo. Algumas vozes simplesmente não se encaixaram aos personagens, enquanto outras simplesmente desvirtuaram o que teoricamente foi proposto pelos realizadores. Talvez o filme tenha caído um pouquinho em minha avaliação devido a não ter curtido esta dublagem, portanto assistitirei ao longa o mais rápido possível em seu idioma original (é imprenscindível ouvir a voz e talento do mestre Anthony Hopkins).

Por fim, Thor se mostrou uma obra compatca, eficiente, bem feita, divertida e empolgante que, como os demais lançamentos da Marvel Studios (Homem de Ferro e Homem de Ferro 2, além de O Incrível Hulk), nos fornece pequenas informações sobre o filme mais esperado por quem é fã e acompanha este universo de personagens: Os Vingadores. Com certeza vai agradar a diversos tipos de público. Agora é torcer para que Branagh comande a continuação e que possua um pouco mais de “liberdade” na concepção e estilo do filme.

Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Tom Hiddlenston, Kat Dennings, Stellan Skarsgard, Ray Stevenson, Idris Elba, Jaimie Alexander, Clark Gregg, Joshua Dallas e Colm Feore.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Thor

Gênero: Aventura

Duração: 114 min.

Ano de lançamento: 2011

Site oficial: http://thor.marvel.com/

Estúdio: Marvel Studios / Paramount Pictures

D: Kenneth Branagh

Roteiro: Ashley Miller e Don Payne, baseado em roteiro de Mark Protosevich e Zack Stentz e nos personagens criados por Jack Kirby, Stan Lee e Larry Lieber

Produção: Kevin Feige

Música: Patrick Doyle

Fotografia: Haris Zambarloukos

Direção de arte: Kasra Farahani, Luke Freeborn, Sean Haworth e Maya Shimoguchi

Figurino: Alexandra Byrne

Edição: Paul Rubell

Efeitos especiais:Digital Domain / BUF / Legacy Effects / Luma Pictures / The Third Floor

:: Trailer ::

:: Links ::

– Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Curiosidades de produção: Adoro Cinema

Fichas do IMBD:

* Kenneth Branagh

* Chris Hemwsworth

* Natalie Portman

* Tom Hiddleston

* Anthnoy Hopkins

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A seção Em DVD/Bluray abarca comentários sobre filmes que ainda não são considerados clássicos ou bons títulos recém-lançados em DVD/Bluray (neste caso, que não foram cobertos na seção Nos Cinemas). Estes filmes podem ter sido lançados em anos anteriores, mas vistos pela primeira vez recentemente (a exemplo de Todo Mundo Quase Morto) ou títulos que foram revisitados pelo comentarista e que, em sua visão, são merecedores de um review (como Linha do Tempo, de 2003).

A seção oferece, além do texto, do trailer legendado (hospedado no YouTube) e do pôster do filme, um campo de links composto pelas seguintes informações: Ficha Técnica e Sinopse, além de outras possíveis informações complementares.


:: Sinopse ::

Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis).

:: Impressões ::

A exemplo de todos os filmes de Darren Aronofsky, Cisne Negro é carregado de simbolismos. A trajetória de uma talentosa, porém extremamente frágil bailarina (Portman) rumo ao estrelato é apenas a ponta da pirâmide que é este verdadeiro tratado psicológico. Mesmo que, devido a sua estética de tons surrealistas, Cisne Negro possa não ser facilmente compreendido, o que realmente importa neste projeto (no meu ponto de vista) é simplesmente a libertação dos sentidos, ou seja, a experiência sensitiva que este filme pode passar ao expectador.

Brincando a todo o momento com o expectador, Cisne Negro vai entregando pistas de que algo no universo da personagem de Natalie Portman não funciona de forma normal/organizada. Ações e ilusões que beiram ao esquizofrenismo, a insistente presença de espelhos (que passam a impressão de que os reflexos mostrados são na verdade a essência da personagem, seu verdadeiro eu, ao contrário do que se posta de frente ao espelho) e as cenas de “automutilação” da personagem nos acompanham durante toda a “transformação” da mesma. A exemplo da personagem do balé, entremos cada vez mais fundo no trágico espetáculo que resultará num final no mínimo trágico: o suicídio do cisne por amor. Entre atos de loucura e descobertas do seu eu, acompanhamos na verdade um tributo a uma arte tão cultuada e ao mesmo tão pouco conhecida. Um belo tratado psicológico que prefere apontar as questões e deixar as resoluções ao expectador.

Quanto ao produto final do filme, confesso que, apesar de um excelente trabalho, não o considero um espetáculo imperdível e muito menos o melhor filme de Aronofsky. Cisne Negro foi reverenciado quase que no mundo inteiro como um marco, entretanto acho que não chega a tanto. É um filme corajoso, interessante, bem executado e que conta com performances magníficas do trio principal (além de Portman, Vicent Cassel e Mila Kunis), além da trilha sonora angustiante de Clint Mansell. No entanto, como prova de arroubo e ousadia, ainda acho que o grande cinema de Aronofsky está em títulos como Réquiem para um Sonho e Fonte da Vida, apesar de que, apesar de não ser unanimidade, ainda estou para assistir a um filme ruim do cineasta.

Fica a dica então. Se você não conhece o trabalho deste realizador, não fique apenas com Cisne Negro. Procure já Pi, Réquiem para um Sonho, Fonte da Vida e O Lutador. Confira os cinco trabalhos e comprove o quão único, complexo e brilhante é a filmografia do mesmo. Confira já.

Em resumo, observe a arte do cartaz. Ela diz tudo.

Elenco: Natalie Portman, Vicent Cassel, Mila Kunis, Barbara Hershey e Winona Ryder.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Black Swan

Gênero: Suspense

Duração: 107 min.

Ano de lançamento: 2010

Distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation

Direção: Darren Aronofsky

Roteiro: Andres Heinz e Mark Heyman, baseado em história de Andres Heinz

Produção: Scott Franklin, Mike Medavoy, Arnold Messer e Brian Oliver

Música: Clint Mansell

Fotografia: Matthew Libatique

Direção de arte: David Stein

Figurino: Amy Westcott

Edição: Andrew Weisblum

Efeitos especiais:Matt Kushner (coordenador de efeitos visuais)

:: Trailer ::

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Fichas no IMDB:

* Natalie Portman

* Vicent Cassel

* Mila Kunis

* Darren Aronofsky

– Indicações ao Oscar 2011: Ig

– Os melhores filmes de 2009: Que Resenha