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:: Sinopse ::

Um jovem advogado desempregado (Matt Damon) é a única esperança de um casal que não consegue obter de uma companhia de seguros dinheiro para a cirurgia do filho, que tem leucemia e precisa de um transplante de medula óssea para salvar sua vida. Enquanto o advogado trabalha em seu primeiro caso se apaixona por uma mulher casada (Claire Danes), cujo marido a atacou várias vezes, inclusive com um taco de baseball.

:: Impressões ::

O cineasta Francis Ford Coppola, diretor de clássicos como O Poderoso Chefão Partes 1 e 2 e Apocalypse Now não teve durante a década de 90 seu período mais criativo como artista. Finalizou a saga dos Corleone de maneira controversa com O Poderoso Chefão Parte III em 1990, adaptou o clássico de Bram Stoker, Drácula, no ano de 1992,  realizou o bobinho Jack, em 1994 e, em 1997, entregou outra adaptação literária, dessa vez de um best-seller do autor norte-americano John Grisham, O Homem que Fazia Chover (The Rainmaker). Com o grande elenco ao seu dispor, formado por veteranos como Danny DeVito (O Nome do Jogo), Mickey Rourke (Killshot – Tiro Certo), Jon Voight (Pearl Harbor), Virginia Madsen (Anjos Rebeldes) e Danny Glover (Máquina Mortífera), além da marcante presença dos então jovens Matt Damon (Gênio Indomável) e Claire Danes (Stardust), Coppola comanda um eficiente (no entanto um tanto quanto arrastado) drama de tribunal, que acerta ao mesclar as duas tramas vividas pelo personagem de Damon (seu envolvimento com uma mulher casada e a causa contra a empresa de seguros de saúde), além da boa química entre o mesmo e seu parceiro “advogado” (que hilariamente não passou no teste da ordem dos advogados após 6 tentativas), vivido por DeVito e a simpática senhora que aluga um quarto para o personagem, enquanto o mesmo cuida do testamento da mesma.

Coppola já vinha, de certa forma, definhando (no que concerne a qualidade distinta e ousadia de seus projetos) após sua adaptação romântica do Drácula de Bram Stoker e, mesmo com o vigor apresentado por O Homem que Fazia Chover, fica a sensação de que este filme poderia ter sido realizado por qualquer outro bom cineasta, não resultando assim num excelente filme do gênero, muito menos, no meu ponto de vista, na melhor adaptação de um livro de John Grisham para o cinema. Infelizmente, O Homem que Fazia Chover hoje soa um tanto quanto datado e exibe uma certa falta de prazer (diria tesão) do diretor na condução do longa, que por sinal o mesmo acumulou a função de co-roteirista (ato este que há um bom tempo o mesmo não fazia).

O Homem que Fazia Chover não é um filme imperdível ou uma referência na filmografia de Francis Ford Coppola, mas é um bom filme, com uma constelação de ótimos atores (jovens e veteranos) mostrando vontade em atuar, além de apresentar uma história bem amarradinha e interessante, no entanto simples. Como dito acima, não foi nem se tornará um filme referência do gênero, à exemplo de 12 Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet, por exemplo. Por sinal pode ser comparado a outro filme de Lumet,  Sob Suspeita (Find Me Guilty), com Vin Diesel, que não é um filme ruim, contudo também não é nada deslumbrante. Sendo assim, apesar de um trabalho bacana, ainda prefiro outras adaptações de Grisham ao cinema, como Tempo de Matar (dirigido por Joel Schumacher) e O Júri (de Gary Fleder), lembrano que o mesmo ainda teve obras como A Firma (direção de Sidney Pollack), O Dossiê Pelicano (comandado por Alan J. Pakula), além de outra obra dirigida por Schumacher, O Cliente. Um balde cheio para os aficcionados em filmes de tribunal ou com conteúdo jurídico.

:: Ficha Técnica ::

Elenco: Matt Damon, Danny DeVito, Claire Danes, Jon Voight, Danny Glover, Virginia Madsen e Mickey Rourke.

Título original: The Rainmaker

Gênero: Drama

Duração: 134 min.

Ano de lançamento: 1997

Site oficial: http://www.therainmaker.com

Estúdio: American Zoetrope / Constellation Films / Douglas/Reuther Productions

Distribuidora: Paramount Pictures / UIP

Direção: Francis Ford Coppola

Roteiro: Francis Ford Coppola, baseado em livro de John Grisham

Produção: Steve Reuther

Música: Elmer Bernstein

Fotografia: John Toll

Direção de arte: Bob Shaw

Figurino: Aggie Guerard Rodgers

Edição: Barry Malkin

:: Trailer ::

Sem Legendas

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

– Fichas do IMDB:

* Francis Ford Coppola (roteirista e diretor)

* Matt Damon

* Danny DeVito

* Jon Voight

* Claire Danes

* Mickey Rourke

* Virginia Madsen

* Danny Glover

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:: Sinopse ::

David Norris (Matt Damon) é um jovem político com uma carreira promissora, mas um escândalo atrapalhou a sua corrida ao Senado. Tão logo perde a disputa pela vaga ele conhece Elise (Emily Blunt), bailarina por quem se apaixona. Contudo, homens com estranhos poderes de interferir no futuro aparecem do nada e começam a pressioná-lo para que ele não dê continuidade a este romance, porque isso poderá atrapalhar o futuro de ambos. Sem saber ao certo quem são essas pessoas, a única certeza que David possui é que precisará reunir forças para enfrentá-los e encarar o que o destino lhe reserva.

:: Impressões ::

Predestinação. Livre-arbítrio. O poder de escolha. Atos e consequências. Estes são alguns dos pontos debatidos na alegoria em forma de cinema que é Os Agentes do Destino, dirigido pelo diretor estreante George Nolfi (mais conhecido como roteirista de filmes como O Ultimato Bourne e 12 Homens e Outro Segredo) e estrelado por Matt Damon (Os Infiltrados) e Emily Blunt (O Diabo Veste Prada). Mais uma adaptação de uma história do cultuado escritor norte-americano Philip K. Dick (que já teve outras obras adaptadas ao cinema, das quais destaco Blade Runner – Caçador de Andróides, Total Recall, O Pagamento, Minority Report e O Homem-Duplo – e que espero escrever sobre elas em breve), Os Agentes do Destino pontua de forma objetiva e consciente uma questão até hoje não resolvida para grande parte da humanidade: até quando nossas escolhas são realmente fruto de nossos anseios e desejos e não produto do acaso ou de uma força divina? Ou seja, nossas vidas seguem determinado rumo ao qual não podemos interferir? Ou simplesmente possuímos este poder de decisão, mas muitas vezes não devemos agir de determinada maneira? Estes e outros conceitos são pontuados pelo longa.

Quanto à premissa do mesmo, vemos estes pontos de discussão através de uma “fictícia” agência secreta (seres divinos? alienígenas?) que possui a missão de coordenar as ações de toda a humanidade mostrada no filme pelos olhos do personagem Morris, interpretado por Damon, que após conhecer uma mulher (Blunt) e se apaixonar pela mesma acaba sendo alvo desses agentes, que seguem a risca um plano maior (que os mesmos aparentemente não conhecem a razão) em que o casal não poderá ficar junto. Portanto, elaboram diversas situações com o intuito de separá-los. Porém, como não poderia deixar de existir numa obra do gênero, o “destino” acaba interferindo nessa dinâmica, fazendo com que o casal volte a se encontrar e é a partir daí que a trama começa a se densevolver com mais intensidade.

Os Agentes do Destino é um filme bastante interessante, que com certeza agradará diversos tipos de público, já que consegue apresentar conceitos inteligentes (com um alto conteúdo filosófico existencialista), ao mesmo tempo em que os mastiga com muito equilíbrio, conseguindo assim conquistar tanto o público mais exigente quanto aquele que procura apenas um veículo para se entreter. Contudo, devido a todo esse cálculo no quesito conteúdo, a obra perde-se um pouco do meio para o final, principalmente por que opta por enfocar de maneira quase que total ao romance entre o casal protagonista e deixa os “por ques” inerentes a tal agência de lado (não que o expectador queira saber tudo a respeito da mesma, entretanto pela temática do filme o ideal seria desenvolver mais profundamente sua essência, visto que o próprio título do filme – The Adjustment Bureau, no original – destaca que o protagonista da história não é o casal, mas sim a própria agência). Nada contra ao romance, apenas acho que o equlibrío que tanto é destacado ao início da projeção acaba se perdendo após a metade do filme, quando o tema do longa é esquecido momentaneamente e parece que o mesmo transforma-se num romance genérico. Fica a impressão de que faltou coragem ao roteirista-diretor George Nolfi neste quesito.

Mesmo assim Os Agentes do Destino ainda é um ótimo filme, possuidor de boas ideias e de personagens carismáticos. Talvez não esteja no mesmo naipe das outras adaptações baseadas em obras de K. Dick (como as citada acima), mas – apesar de não ter lido nenhuma obra do autor – acredito que o filme honra, de alguma forma, os conceitos do escritor, mesmo que de forma mastigada e não tão aprofundada. Um filme que vale ser visto, principalmente por que hoje é difícil encontrar uma obra que seja assumidademente formulada como entretenimento de massa, mas que possua um conteúdo mais produndo do que um primeiro olhar possa visualizar.

Elenco: Matt Damon, Emily Blunt, Anthony Mackie e Terrence Stamp.

:: Ficha Técnica ::

Título original: The Adjustment Bureau

Gênero: Ficção Científica

Duração: 105 min.

Ano de lançamento: 2011

Site oficial: http://www.theadjustmentbureau.com

Estúdio: Universal Pictures | Media Rights Capital | Gambit Pictures

Direção: George Nolfi

Roteiro: George Nolfi, baseado em um conto de Philip K. Dick

Produção: George Nolfi, Chris Moore, Michael Hackett e Bill Carraro

Música: Thomas Newman

Fotografia: John Toll

Direção de arte: Stephen H. Carter

Figurino: Kasia Walicka-Maimone

Edição: Jay Rabinowitz

Efeitos especiais: Big Film Design / Realscan 3D / Hirota Paint Industries / RhinoFX / Brainstorm Digital / Phosphene / Proof / Wildfire Visual Effects

:: Trailer ::

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Fichas do IMDB:

George Nolfi (roteirista e diretor)

Matt Damon

Emily Blunt

Terrence Stamp

Anthony Mackie