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Debutou nesta última semana a mais nova aposta do produtor J.J. Abrams para televisão, a série Person of Interest. Criada por Jonathan Nolan (irmão do cineasta Christopher Nolan e co-responsável pelo roteiro dos filmes Amnésia e Batman – O Cavaleiro das Trevas), a série tem uma temática interessante, visto que lida com a delicada questão do atual excesso de espionagem e a falta de privacidade devido a superexposição através dos diversos aparatos tecnológicos disponíveis hoje, principalmente pós-11 de setembro de 2001, como deixa claro a série. Ou seja, o mote de Person of Interest é o seguinte: como inverter esse paradigma de forma positiva, utilizando estes registros com o intuito do “bem comum”. Sendo assim, é “crível” a trama que envolve um misterioso e rico inventor (Michael Emerson, o Ben Linus de Lost), que utiliza um instrumento secreto que “calcula” quais pessoas podem vir a cometer crimes, através de um sistema que virá a ser apresentado no decorrer do capítulo. Este homem “convoca” um também misterioso e absurdamente talentoso – seja com armas, seja em luta corporal – ex-agente CIA (Jim Caviezel, o Jesus Cristo do filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson), para investigar se realmente a pessoa apontada pelo sistema estará ou não envolvida no crime, visto que a única informação que este divulga é o número do seguro social (CPF, por aqui).

Como citado acima, a premissa parece bastante interessante, visto que mistura tópicos de nossa realidade atual – a insegurança e a desconfiança quanto à falta de privacidade e os avanços tecnológicos no âmbito da espionagem são alvos contínuos de discussão em todo o mundo – com um quê de Minority Report, de Phillip K. Dick, no que se refere ao lançe de identificar o potencial criminoso, é acertada e coerente, na medida do possível para uma obra que em essência quer entreter. Contudo, a julgar por este primeiro episódio, a concepção parece ter se saído melhor do que a realização, visto que este piloto não empolga como deveria, principalmente nos seus primeiros 20 minutos, que são bem lentos e pouco envolventes. Person of Interest só começa a mostrar elementos que geram interesse lá pelo final do segundo ato, justamente quando fornece os detalhes, digamos assim, mais técnicos da engenhoca.

Sendo assim, de certa forma este piloto foi decepcionante, pois o que esperava era algo que fosse de tirar o fôlego e não que gerasse dúvidas quanto a prosseguir acompanhando o seriado ou não. Devido ao bom currículo dos envolvidos nele, que além de Nolan, Abrams, Caviezel e Emerson, conta com o produtor Bryan Burk (também ex-Lost) e com a atriz Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button). Talvez tenha havido falta de personalidade no comando do diretor do episódio, David Semel (que já dirigiu episódios das séries House e Heroes, por exemplo) ou mais dinâmica na edição, contudo darei mais uma chance a série para que a mesma possa me mostrar a que veio, já que potencial é o que não parece faltar na mesma.

Person of Interest é exibida às quintas-feiras nos Estados Unidos no canal CBS e tem previsão de estréia no Brasil para o dia 18 de outubro, no Warner Channel.

:: Trailer da 1ª Temporada :: 

Legendado

:: Links ::

Site Oficial: Person of Interest 

Página da série no IMDb 

Fichas do IMDb:

* Jonathan Nolan (criador e produtor-executivo)

* J. J. Abrams (produtor-executivo)

* David Semel (diretor do episódio piloto)

* Jim Caviezel

* Michael Emerson

* Taraji P. Henson

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Espaço dedicado a comentar, de maneira objetiva, a Filmografia completa ou os destaques de grandes realizadores e/ou atores e atrizes que marcaram a história do cinema.

A seção oferece, além do texto, dos trailers legendados (hospedados no YouTube) e dos pôsteres dos filmes, um campo de links composto pelas seguintes informações: Fichas Técnicas, Sinopses, Fichas dos principais envolvidos no IMDb (The Internet Movie Database), informações acerca das arrecadações nas bilheterias (pelo site The-Numbers), além de outras possíveis informações complementares.


Decidi estrear esta nova “coluna” do site com a filmografia de um dos mais polêmicos atores-diretores do momento: o australiano Mel Gibson. Astro de franquias como Mad Max e Máquina Mortífera (Lethal Weapon), além de outros sucessos como Sinais, de M. Night Shyamalan, Gibson estreou no cargo de realizador com o drama Um Home sem Face (The Man Without a Face), de 1993. Contudo, apesar deste drama intimista fazer, tecnicamente, parte do portfólio do astro como diretor, quis destacar neste texto apenas suas três obras posteriores que, como tentarei esclarecer em seguida, guardam muito em comum, principalmente no mais óbvio: ambas são filmes épicos. Portanto, vamos aos filmes.

1995 – Coração Valente (Braveheart)

Grande vencedor dos Oscars de melhor filme e melhor diretor no ano de 1996, Coração Valente é considerado referência até hoje no gênero de filmes épicos. Possuidor de seqüências de batalhas tecnicamente perfeitas (e violentas), além de apresentar um personagem bastante carismático (o William Wallace interpretado pelo diretor Gibson), apesar de ter sido concebido com uma estrutura clássica e previsível. Talvez resida aí a empatia que o mesmo passa, já que compramos a idéia de que este indivído realmente “foi” um herói.

Com uma narrativa linear, que mostra Wallace da infância a descoberta do amor, passando pela dor da perda da esposa e o posterior revide a corte inglesa através de uma insurreição, Coração Valente realmente é um marco do gênero. Um filme que traz, como poucos, momentos de ação, romance, comédia, tensão, horror e, por que não, esperança e heroísmo, tudo isso muito bem dozado em suas quase 3 horas de duração. Possuidor de um elenco de apoio de primeira, a destacar as presenças das beldades Sophie Marceu e Catherine McCormack, além de cobras como Brendan Gleeson (ainda desconhecido na época) e Brian Cox, sem esquecer jamais do perfeito em cena Patrick McGoohan, que personifica a vilania em pessoa, independentemente se fiel ou não a realidade.

Coração Valente é um dos raros filmes que me emocionou quando criança (quando o vi pela primeira vez tinha por volta de 9 anos de idade) e que me emociona até hoje. Apesar de possuir cenas fortes e violentas, Coração Valente é preciso, visto que infere no espectador que as batalhas que foram travadas são retratos fieis as reais ao qual o filme foi baseado. Um resultado perfeito entre entretenimento, fantasia, reconstituição histórica e liberdade poética, esta segunda aventura de Gibson na realização de um filme mostrou-se imcomparavelmente marcante, mesmo com o maior sucesso (comercial) do seu próximo título como diretor (que só viria no ano de 2004), que comento abaixo.

2004 – A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ)

Mel Gibson é considerado um católico fanático. Um home religioso de mão cheia. Sendo assim, o mesmo decidiu bancar (a exemplo de Coração Valente) a produção de mais um filme sobre um líder revolucionário. Contudo, desta vez este líder era ninguém menos que Jesus Cristo de Nazaré, talvez a personagem histórica mais amada e estudada até hoje. Iniciando o filme num período de algumas horas antes da morte de Cristo, até o momento de sua ressurreição (me poupe quem não conheço nem por alto a trajetória de Jesus Cristo), Gibson apresenta aqui um retrato cru e, na medida do possível, realista desta triste história. Enfocando mais a violência sofrida por Cristo do que sua trajetória e pregações, A Paixão de Cristo funciona como uma espécie de catarse para todos que se sentem a margem da sociedade, que se sentem abandonados ou até mesmo sofreram castigos físicos e psicológicos horríveis. Considerado por alguns uma obra de mal gosto (talvez pela “vilanização” um tanto quanto abusiva dos judeus no longa – contudo, fatos são fatos) e excessivamente violenta (realmente o filme faz jus a títulos como Jogos Mortais, entretanto é compreensível a adoção deste estilo, visto que são diversos os relatos que corroboram a “judiação”, pra não ser violento também nas palavras, pelo qual Jesus passou), A Paixão de Cristo mostra-se como uma boa obra a retratar a trajetória desta tão conhecida figura. Interpretada pelo contido Jim Caviezel (da versão de 2002 de O Conde de Monte Cristo), Jesus Cristo é mostrado aqui num misto entre homem decidido e perdido, conferindo assim bastante credibilidade a esta tão polêmica figura. O grande destaque da obra de Gibson foi a de tentar reproduzir a sociedade daquela época e para isto contou com excelentes profissionais de fotografia, direção de arte, figurino, maquiagem e efeitos visuais, passando pela mágica da edição, que nos faz acreditar nesta magia do cinema como realidade possível. Outro ponto de destaque foi a coragem do mesmo em filmar todo o filme no dialeto local, o aramaico, mesmo com grande parte do seu elenco vindo de países ocidentais (ou seja, não falam esta língua). Co-escrito por Gibson, A Paixão de Cristo não é uma obra tão completa e inesquecível como Coração Valente, principalmente por deter-se mais ao visual do que ao conteúdo em si (convenhamos, a mensagem de que Ele sofreu por nós poderia ser dada em cerca de 30 minutos e não nas mais de duas horas de projeção do longa), mas demonstra o talento e eficiência de Gibson como realizador, já que apesar de toda a polêmica instaurada na época, este título foi um dos maiores sucessos de bilheteria no ano de seu lançamento. Em resumo, este filme é excessivamente violento, porém muitíssimo eficiente.

2006 – Apocalypto

Em 2006 foi lançado o até agora último trabalho de Gibson como diretor. E, como já esperado devido ao seu histórico em filmes anteriores, Apocalypto nada mais é, em sua estrutura, do que uma mistura entre Coração Valente e A Paixão de Cristo, já que este possui a “aura” heróica e o herói implacável que se vê forçado a agir e se superar devido a um evento que destrói o equilibrio seu mundo particular (como em Coração Valente), além da estetização visceral da violência, através de grandes cenas de combates e torturas (sejam estas físicas, ou psicológicas) e também de referências a sobrenaturalidade do personagem principal (uma espécie de escolhido, de salvador), como em A Paixão de Cristo.

Narrativamente o filme não apresenta novidades, visto que replica a opção do longa anterior de Gibson ao filmar o longa com a suposta língua falada na época ao qual o filme retrata (antes do “descobrimento” das Américas), além de seu roteiro ser bastante simples, tendo basicamente a caçada como foco (o filme lembra muito, a partir de sua segunda hora o clássico Predador, de 1987).

Tecnicamente impecável e dotado de boas cenas de ação, Apocalypto tem o mérito de possuir um elenco praticamente desconhecido e possuir uma edição bem atrativa, principalmente na “caçada final”. Um ponto negativo seria a falta de substância no que se refere aos aspectos socio-culturais e místicos do povo maia, que quase não é focado no filme (a não ser no momento dos sacrifícios humanos que, ao meu ver, só é apresentado por Gibson pois o mesmo poderia aproveitar a “violência estética” do acontecimento).

Vendido no seu lançamento como algo mais do que um épico de ação (inusitado, pela sua ambientação, mas ainda um épico), já que o mesmo arriscaria bastante ao abordar a linguagem do povo retratado, além da possibilidade de discutir a cultura daquele povo (muitos pensavam que o filme teria um alto valor antropológico, inclusive este que vos escreve), Apocalypto dececpcionou um pouco. No entanto, apesar deste grande parêntese, este mais recente trabalho de Gibson é uma excelente obra de entretenimento que conseguiu ser mais equilibrado que o filme acerca das últimas horas de Cristo em vida, mas não repetiu o pioneirismo, energia e sucesso (tanto financeiro, quanto de público e crítica) do grande épico chamado Coração Valente.

Mel Gibson hoje

Após o lançamento de Apocalypto Mel Gibson não lançou nenhum filme ocupando o cargo de diretor e, como ator, apareceu somente no thriller policial O Fim da Escuridão, de Martin Campbell (Casssino Royale) no ano passado. Ou seja, como diretor ou ator, Gibson amargou um período de quase quatro sem anos sem ser visto em nada. Há rumores de que o mesmo voltará a cadeira de diretor num outro projeto épico que envolverá astros do porte de Leonardo DiCaprio (A Origem). Contudo, a única certeza mesmo é a participação de Gibson como protagonista do novo filme da atriz Jodie Foster (O Silêncio dos Inocentes)como diretora, intitulado The Beaver, que já foi filmado mas ainda não tem uma data oficial de estréia.

:: Trailers ::

CORAÇÃO VALENTE

A PAIXÃO DE CRISTO

APOCALYPTO

:: Links ::

Sinopses e Fichas Técnicas (Adoro Cinema):

Coração Valente

A Paixão de Cristo

Apocalypto

Perfil de Mel Gibson no IMDb

Filmografia de Mel Gibson (Wikipédia):

Ator

Diretor

Retrospecto nas Bilheterias (The-Numbers.com):

Coração Valente

A Paixão de Cristo

Apocalypto