Posts com Tag ‘john williams’

Steven Spielberg nas filmagens de Contatos Imediatos de Terceiro Grau (Close Encounters of Third Kind), de 1977.


Contato imediato de primeiro grau: Visão de um OVNI. Contato imediato de segundo grau: Evidência física. Contato imediato de terceiro grau: Contato” (Frase do cartaz promocional acima).

:: Sinopse ::

Roy Neary (Richard Dreyfuss) é um chefe de família que, ao presentir a chegada de alienígenas, tem o seu comportamento alterado. Como ele diversas outras pessoas sentem a presença extraterrestre e rumam para o local do pouso da nave.

:: Impressões ::

Steven Spielberg tem em seu currículo clássicos do naipe de Tubarão, Os Caçadores da Arca Perdida, E.T. – O Extraterrestre, A Lista de Schindler e Jurassic Park. Contudo, dentre todos os seus filmes, talvez seja Contatos Imediatos de Terceiro Grau o que mais represente, de maneira completa, as características que fazem o trabalho de Spielberg ser tão admirado, reverenciado, marcante e seguido por diversas gerações, seja de fãs, seja de cineastas. Um dos filmes que mais transmitem humanidade ao abraçar o tema extraterrestre/O.V.N.I., Contatos começa como um drama familiar – marca registrada do diretor – para então desenvolver calmamente a trama acerca do contato dos possíveis alienígenas com os terráqueos. A partir dái, temos um destaque maior para o personagem de Richard Dreyfuss (Além da Eternidade), que será nossos olhos no desbravamento desse “novo” universo.

Após a primeira hora, quando a “loucura” parece tomar daqueles que presenciaram o fenômeno extraterrestre, o filme ganha novo fôlego e passa a nos envolver de maneira distinta aquela realidade apresentada até então, culminando num final apoteótico, imagético e belo, onde os destaques residem no comando seguro e voyerístico de Spielberg, na trilha marcante de John Williams e nos até hoje eficientes efeitos visuais.

Raramente um filme com este tema emociona. É mais fácil se assustar, alimentar questionamentos existenciais ou rir de um longa do gênero, contudo Contatos Imediatos de Terceiro Grau rompe esta barreira e consegue envolver o espectador através da mesma curiosidade captada pelo personagem de Dreyfuss, nos inserindo no enredo não mais apenas como telespectador, mas sim como um daqueles que presenciaram esse evento histórico. Um filme atemporal que merece ser redescoberto pelas novas gerações, que comprova mais uma vez o imenso talento do até então inovador realizador Steven Spielberg.

Obs.: É válido destacar a participação do célebre diretor francês da novelle-vaugue, François Truffaut, no filme, dessa vez na função de ator.

:: Ficha Técnica ::

Elenco: Richard Dreyfuss, Bob Balaban, François Truffaut, Teri Garr, Melinda Dillon e J. Patrick McNamara.

Título original: Close Encounters of the Third Kind

Gênero: Ficção Científica

Duração: 132 min.

Ano de lançamento: 1977

Estúdio: Columbia Pictures Corporation / EMI Films Ltd.

Direção: Steven Spielberg

Roteiro: Steven Spielberg

Produção: Julia Phillips e Michael Phillips

Música: John Williams

Fotografia: William A. Fraker, Douglas Slocombe e Vilmos Zsigmond

Direção de arte: Daniel A. Lomino

Edição: Michael Kahn

Efeitos especiais: Future General Corporation

:: Trailer ::

Estendido e Sem Legendas

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Filmografia de Steven Spielberg: Wikipédia.

Fichas do IMDB:

* Steven Spielberg (Diretor)

* Richard Dreyfuss

* François Truffaut

* Bob Balaban

* John Williams (Compositor)

Anúncios

:: Sinopse ::

Em seu 4º ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwards, Harry Potter (Daniel Radcliffe) é misteriosamente selecionado para participar do Torneio Tribruxo, uma competição internacional em que precisará enfrentar alunos mais velhos e experientes de Hogwards e também de outras escolas de magia. Além disso a aparição da marca negra de Voldemort (Ralph Fiennes) ao término da Copa do Mundo de Quadribol põe a comunidade de bruxos em pânico, já que sinaliza que o temido bruxo está prestes a retornar.

:: Impressões ::

Voltando a ter um filme da franquia exibido no final do ano, o quinto capítulo da saga, Harry Potter e o Cálice de Fogo, é continuação direta – tanto em estilo quanto narrativamente – dos acontecimentos do filme anterior. Agora sob o comando do veterano Mike Newell (o primeiro inglês a assumir um filme da franquia, que teve um norte-americano – Chris Columbus – e um mexicano – Alfonso Cuarón – como comandantes nos longas anteriores), diretor de filmes como Quatro Casamentos e um Funeral, Donnie BrascoO Amor nos Tempos do Cólera e posteriormente a esse Harry Potter a aventura Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo, o filme em sua essência é um misto bem executado dos três capítulos anteriores, visto que carrega o clima mais pesado e sombrio de O Prisioneiro de Azkaban com a magia e aventura de A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta. O torneio que tem como prêmio o cálice do título é o mote perfeito para apresentar novos personagens – dessa vez no âmbito internacional -, novas criaturas fantásticas – temos dragões e sereias, por exemplo -, além de lugares inóspitos. O filme também acerta por nos mostrar finalmente aspectos do vilão e de seus aseclas, fato este que nos capítulos anteriores não teve tanto destaque. Portanto, O Cálice de Fogo é o longa da franquia até então que estabelece Voldemort como vilão – inclusive é durante este filme que o mesmo “volta” à vida.

Repleto de efeitos-visuais de primeira (talvez o filme com mais efeitos da série até o momento), com um clima bacana, porém as vezes um tanto quanto corrido – fica a impressão de que Newell não ousou tanto quanto Cuarón no filme anterior, que limou aspectos contidos no livro que não fizeram falta (pelo menos para mim) na transposição em película, já Newell parece ter tentado fazer como Columbus e não conseguiu tudo que julgara importante no livro em pouco mais de 2 horas e meia -, sendo assim alguns momentos são demasiadamente truncados, enquanto outros parecem não ter tanta importância assim ao plot central – que seria o torneio, seguido do twist composto pela volta de Você-Sabe-Quem. Uma outra falha do longa (talvez devido ao problema comentado acima) reside no que se refere a passagem de tempo no filme, que não repete a simplicidade (e, por que não, genialidade) do filme anterior, e muito menos utiliza do método dos dois primeiros – que anunciava o Natal, por exemplo, como dica para que o ano letivo em Hogwarts estava em recesso -, resultando assim numa verdadeira confusão para sabermos quanto tempo levou para a realização do torneio – às vezes tem-se a impressão de que o mesmo ocorreu em apenas alguns dias. Mas e o resto ano? Fica a dúvida.

Tirando isso o filme é muito divertido, finalmente nos apresenta o tão temido Lorde Voldemort (com um Ralph Fiennes se divertindo bastante por trás da excelente maquiagem do personagem), que mata um personagem (Cedric Diggory, interpretado pelo hoje crepuscular Robert Pattinson, da saga Crepúsculo) que infelzimente não causa muita comoção, visto que o mesmo é tão superficialmente desenvolvido no filme que o impacto de sua morte é quase nulo (além da quase que total falta de carisma do intérprete). Brendan Gleeson, que interpreta o personagem Moody Olho Torto também está bem caracterizado, enquanto Michael Gambon continua praticando atos de loucuras e intimidação com sua visão diferenciado do bruxo Dumbledore. Por fim, realmente a aparição de Voldemort nos minutos finais é a grande cena do filme, junta a quase conclusão do longa, num clima de dor e desespero (deveria ter acabado neste clima), mas que apela para o desfecho esperançoso com a luz ao final.

Harry Potter e o Cálice de Fogo é um tão bom quanto o filme anterior, no que se refere ao fator entretenimento. No aspecto técnico, ganha no quesito de efeitos-visuais, maquiagem e figurino (fato óbvio devido a pontual evolução tecnológica com o passar dos anos), porém sua abordagem tem menos ousadia, o filme é – apesar dos fãs da série literária em sua maioria não concordarem – menos enxuto que o anterior e um tanto quanto confuso em alguns momentos (talvez devido a sua pressa e vontade de contar tudo). O mesmo também marca a entrada de um novo maestro na composição da trilha sonora, Patrick Doyle (britânico que compôs as trilhas de O Pagamento Final e Razão e Sensibilidade, dentre outros), além de ser o primeiro filme da franquia sem a presença dos co-produtores Chris Columbus e Mark Radcliffe (da 1402 Productions). Conclusão: Harry Potter e o Cálice de Fogo não seguiu o caminho que a saga vinha seguindo até entao, o de cada novo filme superar o anterior no conjunto da obra, contudo o mesmo consegue manter – com competência – o nível do capítulo anterior, marcando assim (talvez) o padrão que a série viria a ter nos próximos episódios, a começar pelo filme lançado dois anos depois, A Ordem da Fênix.

*

Caso você não tenha visto minhas impressões sobre os filmes anteriores da franquia, acesse os links abaixo:

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e a Câmara Secreta

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

*

:: Ficha Técnica ::

Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Brendan Gleeson, Julie Waters, David Tennant, Robert Pattinson, Jason Isaacs, Tom Felton, Timothy Spall, Ralph Fiennes e Warwick Davis.

Título original: Harry Potter and the Goblet of Fire

Gênero: Aventura

Duração: 157 min.

Ano de lançamento: 2005

Estúdio: Warner Bros. / Heyday Films

Direção: Mike Newell

Roteiro: Steven Kloves, baseado em livro de J.K. Rowling

Produção: David Heyman

Música: Patrick Doyle

Fotografia: Roger Pratt

Direção de arte: Mark Bartholomew, Alastair Bullock, Alan Gilmore, Neil Lamont e Gary Tomkins

Figurino: Jany Temime

Edição: Mick Audsley

Efeitos especiais: Animal Logic / Double Negative / Gentle Giant Studios Inc. / Industrial Light & Magic / Rising Sun Pictures / The Moving Picture Company / The Orphanage

:: Trailer ::

Legendado

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Histórico de Bilheteria (The-Numbers):

* Harry Potter and the Goblet of Fire

* Série de Filmes

– Posts sobre os filmes anteriores:

* Harry Potter e a Pedra Filosofal

* Harry Potter e a Câmara Secreta

* Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

:: Sinopse ::

O 3º ano de ensino na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts se aproxima. Porém um grande perigo ronda a escola: o assassino Sirius Black (Gary Oldman) fugiu da prisão de Azkaban, considerada até então como à prova de fugas. Para proteger a escola são enviados os Dementadores, estranhos seres que sugam a energia vital de quem se aproxima deles, que tanto podem defender a escola como piorar ainda mais a situação.

:: Impressões ::

Eis então que chegou o momento de comentar acerca do anteriormente considerado por mim o melhor filme da franquia Harry Potter. E, após conferí-lo mais uma vez, posso afirmar que o mesmo continua muito bom, interessante, divertido, misterioso e competente, dando de certa forma um banho, no que se refere a técnica cinematográfica, aos filmes dirigidos por Chris Columbus. Primeiro filme da série a ser lançado no verão norte-americano (os demais foram lançados no mês de novembro, com aquele clima natalino por trás), devido a um atraso no cronograma original (portanto 2003 não teve filme do bruxinho nos cinemas, visto que o mesmo acabou empurrado para o meio do ano seguinte), competindo com os grandes filmes evento do ano (como Homem Aranha 2 e Shrek 2, por exemplo) e sob a batuta do mexicano Alfonso Cuarón (diretor de filmes distintos como A Princesinha, E Sua Mãe Também e Filhos da Esperança), Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban traz novo gás a franquia, dando início a uma abordagem mais séria ao universo dos bruxos, além de dinamizar o filme (este é o exemplar mais curto da série até então), além de limar o excesso de didatismo dos filmes anteriores (a passagem do tempo através da representação das mudanças de estações – quando o “astro” em cena é o salgueiro – é fantástica), resultando assim numa trama compacta e sem muitas firulas.

Além disso Cuarón traz uma boa dose de suspense e mistério ao universo de Hogwarts (é clara a diferença quando comparamos a cena em que Harry anda sozinho a noite pelos corredores de Hogwarts com o mapa do maroto numa quase total escuridão, se não fosse a pequena luz emitida por sua varinha, enquanto numa cena parecida em A Câmara Secreta, fica parecendo que os corredores de Hogwarts ficam iluminados 24 horas por dia), “enfeia” um pouco o universo dos bruxos – é comum aparecer gente desdentada, espinhenta, com cabelos desgrenhados e roupas surradas.  Realmente o filme marca uma ruptura em termos de abordagem e conceito em comparação aos dois longas anteriores, casando perfeitamente com o início da adolescência do trio de personagens principais (Harry, Rony e Hermione) e dos espectadores e fãs de série, que antes era formada em sua maioria por crianças e que no momento de lançamento do longa estariam mais ou menos com a idade desses protagonistas.

O Prisioneiro de Azkaban tem alguns nomes novos no seu casting, como David Thewlis (Linha do Tempo) como o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas (pois é, ninguém esperava que o saudoso, mas inútil professor Lockhart permaneceria no cargo, não é mesmo?), que mostra segurança e carisma num papel um tanto quanto dúbil (e que serve como uma luva como apoio à Harry Potter), Gary Oldman (O Livro de Eli) como o misterioso “assassino” Sirius Black, Emma Thompson (Simplesmente Amor) como a excêntrica, porém não muito marcante professora de advinhações, além é claro do veterano ator inglês Michael Gambon (O Informante) como Alvo Dumbledore, substituindo o saudoso Richard Harris, que veio a falecer pouco tempo após o fechamento do capítulo anterior. Falando em Gambon, o mesmo cria nuançes interpretativas distintas das executadas por Harris, formatando assim um Dumbledore mais enérgico, jovial e sério, porém com menos inocência e carisma, soando algumas até como um velho alucinado. Mérito ou demérito de Gambon? Prefiro acreditar na primeira afirmação, mesmo reconhecendo a importância do personagem concebido por Harris.

Visualmente o filme recebe também um upgrade, ganhando contornos mais escuros – muitos tons cinzas, muita chuva, pouco sol -, em comparação aos dois filmes anteriores, acentuando assim o momento de transição dos personagens, tanto como pessoas, quanto com relação as densas camadas da história que vão surgindo, em especial com relação ao passado de Harry, de seus pais e de Você-Sabe-Quem. Os efeitos-visuais, como não podia deixar de ser, crescem em qualidade a cada ano, sendo assim os efeitos apresentados no filme também melhoraram significativamente.

Por fim, O Prisioneiro de Azkaban continua a representar o ponto de partida para a saga de Harry Potter contra seu algoz Voldemort, tendo os capítulos anteriores como introdução para o épico que se inicia aqui e culminará no último longa da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II. Um grande passo para a saga, que a partir de então segui num caminho quase que totalmente diferente (e “melhor”), sem abandonar por completo as camadas de fantasia e aventura que fazem parte desse mágico universo concebido por J.K. Rowling. Uma pena que este foi o único trabalho de Cuarón como diretor de um capítulo da saga Harry Potter, contudo dois ótimos cineastas viriam a continuar seu trabalho com competência e afinco.

Amanhã publicarei meu olhar sobre o quarto filme da série, Harry Potter e o Cálice de Fogo.

Caso você não tenha visto minhas impressões sobre os filmes anteriores da franquia, Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, acesse os textos clicando respectivamente aqui e aqui.

Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Gary Oldman, Julie Waters, David Thewlis, Fiona Shaw, Richard Griffths, Emma Thompson, Tom Felton, Timothy Spall e Warwick Davis.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

Gênero: Aventura

Duração: 139 min.

Ano de lançamento: 2004

Site oficial: http://www.azkaban.com/

Estúdio: Warner Bros. / Heyday Films / 1492 Pictures

Direção: Alfonso Cuarón

Roteiro: Steven Kloves, baseado em livro de J.K. Rowling

Produção: David Heyman

Música: John Williams

Fotografia: Michael Seresin

Direção de arte: Alan Gilmore

Figurino: Jany Temime

Edição: William Kruzykowski e Steven Weisberg

Efeitos especiais: Double Negative / Industrial Light & Magic / Framestore CFC / Cinesite Ltd. / The Moving Picture Company

:: Trailer ::

Legendado

Dublado

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Histórico de Bilheteria (The-Numbers):

* Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

* Série de Filmes

– Posts sobre os filmes anteriores:

* Harry Potter e a Pedra Filosofal

* Harry Potter e a Câmara Secreta

:: Sinopse ::

De férias na casa de seus tios Dursley, Harry Potter (Daniel Radcliffe) recebe a inesperada visita de Dobby, um elfo doméstico, que veio avisá-lo para não retornar à Escola de Magia de Hogwarts, pois lá correrá um grande perigo. Harry não lhe dá ouvidos e decide retornar aos estudos, enfrentando um 2º ano recheado de novidades. Uma delas é a contratação do novo Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart (Kenneth Branagh), que é considerado um grande galã e não perde uma oportunidade de fazer marketing pessoal. Porém, o aviso de Dobby se confirma e logo toda Hogwarts está envolvida em um mistério que resulta no aparecimento de alunos petrificados.

:: Impressões ::

Um ano após o lançamento de A Pedra Filosofal, eis que estréia nos cinemas o segundo capítulo da série, Harry Potter e a Cãmara Secreta, mais uma vez comandada por Chris Columbus (de Percy Jackson e o Ladrão de Raios) e que mantém quase que em sua totalidade o elenco e a equipe técnica que trabalharam no capítulo anterior. Possuindo uma leve evolução em comparação ao filme anterior, esta segunda parte possui uma trama mais interessante, deixando de lado a apresentação do universo dos bruxos para começar a jornada que cruza o jovem Harry com seu algoz, Você-Sabe-Quem, Lorde Voldemort. Sendo o mais longo de todos os filmes da série até hoje (se você não contar os filmes As Relíquias da Morte Partes 1 e 2 como um só filme), A Câmara Secreta torna-se maçante em determinados momentos – a trama central do filme só tem início lá pelos 40 minutos de projeção, aspecto esse estranho visto que, ao contrário do filme anterior, este não necessita de tanta explicação, visto que já acompanhamos passo-a-passo os “por ques” básicos de inserção no universo mágico de Harry Potter -, muito pela falta de ousadia de Columbus, que se por um lado teve o tato de manter esse universo mágico e belo, por outro parece ter medo de ignorar algum aspecto do livro da versão cinematográfica, entregando assim um produto final um tanto quanto irregular.

Longe de mim afirmar que A Câmara Secreta é um filme ruim. O mesmo consegue evoluir (mesmo que não em todos os aspectos) com relação A Pedra Filosofal, tem efeitos visuais mais bem acabados, o trio de protagonistas (Harry, Rony e Hermione) estão bem mais a vontade em seus papéis – apenas de Radcliffe, intérprete de Harry Potter, continuar não convençendo como ator -, além de contar com a ilustre presença de Kenneth Branagh (de Henrique V, também diretor do filme Thor), que rouba o filme como professor de Defesa contra as Artes das Trevas e celebridade do mundo dos bruxos, Gilderoy Lockhart. Apesar da simplicidade da interpretação de Branagh, é através de seu carisma que o mesmo conquista a platéia, concebendo assim um dos melhores personagens de toda a franquia Harry Potter.

Não vale a pena comentar acerca da parte técnica do filme, visto que a mesma é dotata de incrível qualidade em toda a série e em contínuo processo de evolução filme a filme, fazendo com que o espectador realmente “entre” nesse mundo imaginado por J.K. Rowling e criado vida pelos magos dos diversos departamentos de arte, som e efeitos. Realmente Hogwarts continua a encher os olhos de quem assiste ao filme, mesmo quase dez anos após a concepção desse filme.

A Câmara Secreta, como comentado acima, é um filme levemente melhor do que o capítulo inicial, porém o tempo também não foi muito bondoso com o mesmo, datando o filme em alguns apectos, além do que a falta de imaginação – no sentido de não apenas tentar reproduzir o que o livro descreve – de Chris Columbus contribui para esse resultado aquém do esperado. Um dos pontos-chave (senão o ponto-chave) do filme, que é a investigação acerca da câmara secreta do título, quase não tem clima. Poderia ser mais tensa, sinistra, angustiante… contudo, isso não ocorre, sendo a mesma “descoberta” de forma tão entregue que a coisa não pega como deveria.

Em suma, Harry Potter e a Câmara Secreta é um bom entretenimento, com algumas falhas e um tanto quanto longo, mas diverte, possui uma aura mágica e com certeza agradará como poucos a faixa-etária alvo do mesmo (meninos e meninas de 10 a 13 anos). Um passo a mais foi dado que, para o bem ou para o mal, culminou no até então melhor filme da série (no meu ponto de vista) e o primeiro da série que conferi no cinema, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

Caso você não tenha visto minhas impressões sobre o primeiro filme da franquia, Harry Potter e a Pedra Filosofal, acesse o texto clicando aqui.

Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Richard Harris, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Kenneth Branagh, Julie Waters, John Cleese, Fiona Shaw, Richard Griffths, David Bradley, Tom Felton e Warwick Davis.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Harry Potter and the Chamber of Secrets

Gênero: Aventura

Duração:  161 min.

Ano de lançamento: 2002

Site oficial: http://www.harrypotter.com/

Estúdio: Warner Bros. / 1492 Pictures / Heyday Films

Direção: Chris Columbus

Roteiro: Steven Kloves, baseado em livro de J.K. Rowling

Produção: David Heyman

Música: John Williams e William Ross

Fotografia: Roger Pratt

Direção de arte: Andrew Ackland-Snow, Neil Lamont, Steven Lawrence e Lucinda Thomson

Figurino: Lindy Hemming e Michael O’Conner

Edição: Peter Honess

Efeitos especiais: Cinesite Ltd. / Industrial Light & Magic / Framestore CFC / The Moving Picture Company

:: Trailer ::

Legendado

Dublado

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Histórico de Bilheteria (The-Numbers):

* Harry Potter and the Chamber of Secrets

* Série de Filmes

– Post sobre o filme anterior:

* Harry Potter e a Pedra Filosofal


Obs.: Ao contrário dos posts anteriores da seção Franquia, os comentários sobre os filmes da cinessérie Harry Potter serão publicados separadamente.

:: Sinopse ::

Harry Potter (Daniel Radcliff) é um garoto órfão de 10 anos que vive infeliz com seus tios, os Dursley. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em Hogwarts, uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Inicialmente Harry é impedido de ler a carta por seu tio Válter (Richard Griffiths), mas logo ele recebe a visita de Hagrid (Robbie Coltrane), o guarda-caça de Hogwarts, que chega em sua casa para levá-lo até a escola. A partir de então Harry passa a conhecer um mundo mágico que jamais imaginara, vivendo as mais diversas aventuras com seus mais novos amigos, Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson).

:: Impressões ::

Passaram-se quase dez anos desde a estréia do primeiro capítulo da hoje consagradíssima saga do bruxo Harry Potter nos cinemas de todo o mundo. E, revisitando esse filme hoje, praticamente uma década depois (para muitos, como o bruxinho do título, a transição entre infância, adolescencia e início da maturidade) podemos encontrar um misto de sentimentos, tanto positivos quanto negativos. Comandado pelo experiente, mas conservador Chris Columbus (diretor de filmes como os dois primeiros Esqueçeram de Mim e O Homem-Bicentenário, além de roteirista do clássico dos anos 1980 Os Goonies, de Richard Donner), Harry Potter e a Pedra Filosofal merece méritos por apresentar o universo dos bruxos de Hogwarts e os principais personagens da série de livros de forma didática e, de certa forma, objetiva, já que desde a primeira aparição de cada um desses personagens fica “claro” de imediato a persona dos mesmos. De fato, este é um ponto mais do que positivo para um filme que, assim como o livro no qual foi baseado, tem como público-alvo crianças de 10 a 12 anos. Contudo, revendo o longa hoje, as decisões tomadas pela dupla Columbus e Steve Kloves (roteirista) parecem um tanto quanto datadas e excessivamente maniqueístas, sem o contorno acizentado que a série viria a ganhar a partir de seu terceiro filme (que em breve será comentado aqui). Esse maniqueísmo é notado principalmente em cenas como as da disputa de quadribol entre as equipes de Grifinória e Sonserina (onde os primeiros são extremamente honrados, enquanto os segundos são desonestos e violentos) – mas qual é o sentido de uma escola ensinar aos seus alunos como serem mal-feitores? – e chega aoseu auge durante o encerramento do filme, com a tomada de decisão mais do que parcial de Alvo Dumbledore (ainda interpretado pelo saudoso Richard Harris, de Os Imperdoáveis) ao pontuar a escola Grifinória com pontos bonus no exato momento da celebração da até então “campeã” Sonserina (com os pontos extras a Grifinória passa de última colocada à primeira). Além da péssima escolha de momento para a apresentação desses pontos de “última hora”, de acordo com o mago, o critério de pontuação também é um tanto quanto estranho (para não entrar em mais detalhes no âmbito da parcialidade descarada), já que de acordo com Dumbledore um ato de inteligência vale 50 pontos, um de coragem vale 60 e um de tomada de decisões e ação de proteção aos amigos vale 10 pontos! Tudo convenientemente calculado para que a turma de Grifinória ficasse 10 pontos a frente de Sonserina. Uau!

Afora essas soluções reducionistas d0 roteiro (que bebem da fonte original, por sinal) o filme continua sendo um ótimo produto para crianças da faixa-etária destacada (dos 10 aos 12 anos), tanto pelo apuro de Columbus em traduzir a linguagem da garotada (não é a tôa que o mesmo veio a dirigir o primeiro capítulo de outra saga literária de apelo infanto-juvenil alguns anos depois, Percy Jackson e o Ladrão de Raios), quanto pela própria trama de Harry Potter e a Pedra Filosofal, que, em comparação aos demais capítulos, é o único que não apresenta em sua trama principal uma ligação direta aos demais capítulos da série, já que a apresentação do antagonista do personagem principal, Lorde Voldemort, é apenas um bonus da narrativa como um todo, que a partir do próximo longa (Harry Potter e a Câmara Secreta) terá pleno destaque e ligação entre todos os filmes seguintes. Sendo assim, esse Harry Potter e a Pedra Filosofal funciona como um bom filme-introdução ao universo imaginado pela escritora J.K. Rowling, que carece de mais ritmo em alguns momentos (às vezes fica a sensação de que o mesmo foi adaptado as telas de forma excessivamente literal), dotado de efeitos-visuais que, em sua maioria, envelheçeram mal com o tempo (aspecto este não exclusivos desse filme), mas que apresenta um excelente elenco de apoio (nomes como os de Alan Rickman, Fiona Shaw, Julie Waters, Maggie Smith, John Hurt, John Cleese, além do já citado Richard Harris, dentre outros) – que cresceu a cada filme, sendo essa uma das marcas da cinessérie Harry Potter, sempre contar com o melhor do elenco britânico em seu universo de filmes -, ainda que o trio principal – principalmente Daniel Radcliffe, como Harry Potter – não convençam muito no que se refere a talento dramático (no entanto o mesmo veio a evoluir – positivamente – com o passar dos capítulos, assim como a própria série de filmes), além da marcante trilha sonora composta pelo veterano maestro John Williams (autor de trilhas icônicas como as dos filmes Tubarão, saga Indiana Jones, saga Star Wars, Superman, dentre outras). Por fim, um início interessante, que encontra-se um tanto quanto fragilizado revendo hoje, contudo que serviu (e ainda serve) com competência como chamariz e base para o que a série veio a se tornar nos capítulos posteriores.

Continua em… Harry Potter e a Câmara Secreta.

Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Richard Harris, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Julie Waters, John Hurt, John Cleese, Fiona Shaw, Richard Griffths, David Bradley, Tom Felton, Ian Hart e Warwick Davis.

:: Ficha Técnica ::

Título original: Harry Potter and the Sorcerer’s Stone

Gênero: Aventura

Duração: 152 min.

Ano de lançamento: 2001

Estúdio: Warner Bros. / Heyday Films

Direção: Chris Columbus

Roteiro: Steven Kloves, baseado em livro de J.K. Rowling

Produção: David Heyman

Música: John Williams

Fotografia: John Seale

Direção de arte: Andrew Ackland-Snow, Michael Lamont, Steve Lawrence e Cliff Robinson

Figurino: Judianna Makovsky

Edição: Richard Francis-Bruce

Efeitos especiais: Industrial Light & Magic / Sony Pictures Imageworks

:: Trailer ::

Legendado

:: Links ::

Sinopse e Ficha Técnica: Adoro Cinema

Histórico de Bilheteria (The-Numbers):

* Harry Potter and the Sorcerer’s Stone

* Série de Filmes