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O sexto capítulo de Legacy se mostra o mais interessante de todos até o momento. Pois, de forma semelhante ao feito em Mortal kombat Rebirth, é o episódio que mais se “afasta” dos conceitos do universo Mortal Kombat e aposta numa trama criativa e eficiente. Tendo como personagem título o deus do Trovão “Raiden”, o episódio nada mais é do que um eficiente thriller psicológico, onde acompanhamos a inesperada chegada deste guardião à Terra, contudo o mesmo vem parar dentro de um hospício. E é nessa situação que acompanhamos o descobrimento do personagem de si próprio.

Raiden” não apresenta grandes discussões ou insere a origem de personagem (como ocorreu em todos os episódios anteriores), apenas sugere pontos que podem ser importantes no universo Mortal Kombat como um todo. Este sexto espisódio é o mais interessante por que parece funcionar independentemente da mitologia MK, mas sim ganha o expectador pelo enredo mostrado, pelo tom curioso como que é conduzido, pela novidade da história. Com relançes de produções impecáveis que lidam com o mundo da loucura, como o excelente filme Ilha do Medo, de 2010, “Raiden” se apresenta como o capítulo mais interessante e inovador da série, tanto para os conhecedores e entusiastas do universo do jogo, quanto para aqueles que apenas curtiram o produto seriado.

O capitulo “Scorpion & Subzero”, composto pelos episódios de número 7 e 8, apresenta a origem de Scorpion devido a um ato de manipulação elaborado pelo mago Shang Tsung, usando para isso o ninja Subzero (de um clã rival ao de Scorpion) com o objetivo de voltá-lo para seus interesses, o influenciando a lutar no torneio Mortal Kombat.

Totalmente falado em alguma língua oriental (creio eu que seja japonês), estes episódios tem uma das melhores cenografias de toda a série, recriando de maneira competente as florestas asiáticas, mesmo que durante o inverno, sendo assim o episódio com mais cara de épico (superando o episódio de origem das ninjas irmãs Kitana e Mileena). O grande destaque do episódio fica por conta do “come here” dito por Scorpion, precedido pelo momento em que o mesmo dispara seu “golpe clássico” contra seu rival Subzero (que, por sinal, é o ponto frágil do capítulo, visto que mesmo com dois episódios, o personagem mal aparece).

A série tinha em sua programação 10 episódios, tendo a liberação de cada um deles semanalmente. Entretanto, desde a exibição do episódio número 8 (há cerca de duas semanas) nenhum episódio novo foi disponibilizado, muito menos saiu alguma informação acerca. Uma estratégia estranha, mas o que resta agora é esperar e ver se esses últimos dois capítulos serão lançados. Caso não sejam, fica o saldo de que esta aventura da Warner foi mais do que bem sucedida, já que na média os episódios foram muito mais do que se esperavam deles. Mortal Kombat Legacy mostrou-se um produto muito legal. Quem venham mais iniciativas semelhantes por parte das empresas produtoras de conteúdo e que apostem cada vez mais em pessoas, conhecidas ou não no meio, que sejam criativas, como é o caso do realizador deste produto, Kevin Tancharoen.

Para conferir os comentários sobre os demais episódios, acesse os links abaixo:

Episódios: 1, 2 e 3

Episódios: 4 e 5

:: Links ::

Mortal Kombat Legacy:

Wikipedia (Inglês);

Episódios Legendados (YouTube);

Site Oficial: Machinima.com

Mortal Kombat Rebirth:

 

Wikipedia (Inglês);

Curta (Legendado em Português);

 

Kevin TancharoenIMDB;

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Os capítulos 4 e 5 da web série Mortal Kombat Legacy abordam a origem das personagens Kitana e Mileena. Sendo os mais “fantásticos” dos episódios exibidos até o momento, na verdade esta, a exemplo do primeiro capítulo, é um só capítulo divido em duas partes, que aborda o nascimento de Kitana, o extermínio do reino de seu pai por Shao Kahn (vivido por um ator que lembra muito inglês Dominic West – de 300 e Centurião -, só que anabolizado), sua adoção por Kahn, o nascimento de sua “irmã” Mileena, o treinamento em artes-marciais e sua transformação (juntamente a irmã) em ninjas assassinas.

Como grande destaque (e diferencial) estes episódios trazem a excelente mescla entre cenas em live-action e animação (lembrando bastante a técnica utilizada em filmes como Kill Bill Vol. 1, de Quentin Tarantino e Animatrix), esta última sendo presente em momentos onde certamente seria inviável (financeiramente falando) serem filmados por atores, seja em locação ou em estúdio.

O diretor Kevin Tancharoen parece cada vez mais à vontade com o projeto e consegue imprimir sua marca e criatividade a cada novo episódio. Chegamos então à metade da série, que continuará por mais cinco episódios até seu encerramento.

:: Links ::

Mortal Kombat Legacy:

Wikipedia (Inglês);

Episódios Legendados (YouTube);

Site Oficial: Machinima.com

Mortal Kombat Rebirth: Wikipedia (Inglês);

Curta (Legendado em Português);

Kevin TancharoenIMDB;

Dominic WestIMDB;

Confesso que acho bacana a adaptação cinematográfica do game Mortal Kombat, de 1995, que foi concebida pelo até então desconhecido diretor Paul W. S. Anderson (quando este ainda assinava apenas Paul Anderson) e estrelada por gente do naipe de Christopher Lambert (o eterno Connor McLeud, de Highlander), Robin Shou, Cary-Hiroyuki Tagawa (sempre como o vilão asiático dos títulos hollywoodianos) e Talisa Soto (linda). Este filme, apesar da total falta de substância e coerência, é um retrato perfeito do jogo que o deu origem. Ou seja, não faz sentido algum no quesito realismo, contudo funciona perfeitamente como uma fantasia. E é a partir deste ponto (realismo x fantasia) que quero me ater para comentar sobre a websérie Mortal Kombat Legacy, que foi lançada com o objetivo principal de divulgar o novo jogo da série Mortal Kombat que está prestes a ser lançado, mas que cresceu mais de que sua pretensão principal virou um grande sucesso virtual, abriu os olhos da Warner (detentora dos direitos do jogo e da série) para a produção de títulos nesta plataforma e, mais do que tudo, apostar na desconstrução mítica da série através de uma revisitação da obra, agora através de um olhar com ênfase no realismo (devida as proporções, é claro).

Ao contrário do filme, sua continuação e antiga série de TV produzida no final dos anos 1990, este projeto comandado à princípio de forma independente pelo escritor, produtor e diretor Kevin Tancharoen (veja o excelente curta Mortal Kombat Rebirth – talvez ainda melhor do que os que saíram até agora desta série oficial – produzido pelo mesmo que fez a Warner oferecer o projeto ao mesmo) procura contextualizar os caricatos personagens do jogo num ambiente verossímil, adaptando suas personalidades e características a um mundo ligeiramente próximo do nosso. E, através dessa aproximação, Tancharoen acrescenta diversas passagens da “mitologia” de Mortal Kombat durante o andamento da série. Foram disponibilizados até o momento três episódios, cada um com cerca de 7 a 8 minutos de duração e, neles, conhecemos um pouco do trabalho dos detetives Jax (Michael Jai White, que viveu o personagem de histórias em quadrinhos Spawn, na adaptação cinematográfica), Stryker (Tahmoh Penikett) e Sonya Blade (Jeri Ryan), que estão à caça do violento criminoso Kano (Darren Shahlavi). A trama é introduzida nos dois primeiros episódios, onde são mostradas e/ou sugeridos diversas características dos personagens que existem nos games, contudo de maneira realista (na medida do possível), tendo o cuidado de não abraçar a caricatura na construção desses elementos. Dentre eles, destacam-se a perca do olho direito de Kano (e sua futura substituição), o acidente na espinha e nos braços de Jax (o que sugere o vindouro implante cibernético), além de explorar bastante as cenas de combate, sem recorrer ao artificialismo plástico (como ocorre no filme original, por exemplo).

O terceiro episódio nos apresenta o personagem Johnny Cage (Matt Mullins). Não vou me deter a trama, pois a mesma deve ser conferida e não ilustrada. Contudo, devo destacar a forma utilizada neste episódio. Num misto de documentário com narrativa padrão, Tancharoen consegue transpor toda a “carga dramática” do personagem durante pouco mais de 8 minutos de projeção, além de encaixar um gancho magistral para aqueles que curtem o universo de Mortal Kombat, com a visita de uma enigmática figura que (finalmente) convida o personagem para uma “aventura” jamais vista pelo mesmo. E, com o término deste capítulo, finalmente é destacado, principalmente para os não iniciados na mitologia do game, o que afinal seria esse Mortal Kombat.

Kano ou Terminator?

Em breve, comentarei acerca dos demais episódios (serão 10 no total).

:: Links ::

Mortal Kombat LegacyWikipedia (Inglês);

Episódios Legendados (YouTube);

Site Oficial: Machinima.com

Mortal Kombat Rebirth: Wikipedia (Inglês);

Curta (Legendado em Português);

Kevin TancharoenIMDB;